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Questões sobre a obra de Tomás Antônio Gonzaga

  • Questão 1

    LiteraturaUPF2011

    Leia as seguintes afirmações sobre Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga:

    I. Embora seja uma das principais características do período árcade, o bucolismo está ausente do poema.

    II. A busca da objetividade conduziu à neutralização da individualidade do poeta, que passa a recorrer a situações e emoções genéricas nas quais sua emoção se dilua.

    III. Está presente na obra de Tomás Antônio Gonzaga a concepção burguesa do amor e da vida.

    Qual(is) está(ão) correta(s)?

  • Questão 2

    LiteraturaCESMAC2015

    Tomás Antônio Gonzaga foi um dos maiores escritores árcades da segunda metade do século XVIII no Brasil. A sua obra encerra a poesia, um Tratado de Direito Natural e a sátira política. Dentre as obras assinaladas abaixo, quais foram frutos do seu talento literário?

  • Questão 3

    LiteraturaFMJ2020

    Para responder à questão, leia a “Lira XVIII” da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

    Não vês aquele velho respeitável,
    Que, à muleta encostado,
    Apenas mal se move e mal se arrasta?
    Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo,
    O tempo arrebatado,
    Que o mesmo bronze gasta!

    Enrugaram-se as faces e perderam
    Seus olhos a viveza;
    Voltou-se o seu cabelo em branca neve;
    Já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo,
    Nem tem uma beleza
    Das belezas que teve.

    Assim também serei, minha Marília,
    Daqui a poucos anos,
    Que o ímpio tempo para todos corre.
    Os dentes cairão, e os meus cabelos.
    Ah! sentirei os danos,
    Que evita só quem morre.

    Mas sempre passarei uma velhice
    Muito menos penosa.
    Não trarei a muleta carregada:
    Descansarei o já vergado corpo
    Na tua mão piedosa,
    Na tua mão nevada.

    As frias tardes, em que negra nuvem
    Os chuveiros não lance,
    Irei contigo ao prado florescente:
    Aqui me buscarás um sítio ameno,
    Onde os membros descanse,
    E ao branco Sol me aquente.

    Apenas me sentar, então, movendo
    Os olhos por aquela
    Vistosa parte, que ficar fronteira,
    Apontando direi: Ali falamos,
    Ali, ó minha bela,
    Te vi a vez primeira.

    Verterão os meus olhos duas fontes,
    Nascidas de alegria;
    Farão teus olhos ternos outro tanto;
    Então darei, Marília, frios beijos
    Na mão formosa e pia,
    Que me limpar o pranto.

    Assim irá, Marília, docemente
    Meu corpo suportando
    Do tempo desumano a dura guerra.
    Contente morrerei, por ser Marília
    Quem, sentida, chorando,
    Meus baços olhos cerra.

    (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 2002.)

    Uma característica que aproxima esse poema da estética romântica é

  • Questão 4

    LiteraturaUEA2018

    Para responder à questão, leia um trecho da “Lira II” da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

    Pintam, Marília, os Poetas
    A um menino vendado,
    Com uma aljava1 de setas,
    Arco empunhado na mão;
    Ligeiras asas nos ombros,
    O tenro corpo despido,
    E de Amor ou de Cupido
    São os nomes, que lhe dão.

    Porém eu, Marília, nego,
    Que assim seja Amor, pois ele
    Nem é moço nem é cego,
    Nem setas nem asas tem.
    Ora pois, eu vou formar-lhe
    Um retrato mais perfeito,
    Que ele já feriu meu peito;
    Por isso o conheço bem.

    Os seus compridos cabelos,
    Que sobre as costas ondeiam,
    São que os de Apolo mais belos;
    Mas de loura cor não são.
    Têm a cor da negra noite;
    E com o branco do rosto
    Fazem, Marília, um composto
    Da mais formosa união.

    [...]

    Chamei-lhe um dia formoso;
    Ele, ouvindo os seus louvores,
    Com um modo desdenhoso
    Se sorriu e não falou.
    Pintei-lhe outra vez o estado,
    Em que estava esta alma posta;
    Não me deu também resposta,
    Constrangeu-se e suspirou.

    Conheço os sinais; e logo,
    Animado da esperança,
    Busco dar um desafogo
    Ao cansado coração.
    Pego em teus dedos nevados,
    E querendo dar-lhe um beijo,
    Cobriu-se todo de pejo,
    E fugiu-me com a mão.

    Tu, Marília, agora vendo
    De Amor o lindo retrato,
    Contigo estarás dizendo
    Que é este o retrato teu.
    Sim, Marília, a cópia é tua,
    Que Cupido é Deus suposto:
    Se há Cupido, é só teu rosto,
    Que ele foi quem me venceu.
    (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
    1 aljava: estojo em que se guardavam setas (ou flechas).

    Uma característica recorrente em Marília de Dirceu e que pode ser encontrada nessa lira é

  • Questão 5

    LiteraturaUNESP2012

    Instrução: A questão toma por base umpoema de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

    18

    Não vês aquele velho respeitável,

    que à muleta encostado,

    apenas mal se move e mal se arrasta?

    Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo,

    o tempo arrebatado, que o mesmo bronze gasta!

    Enrugaram-se as faces e perderam

    seus olhos a viveza:

    voltou-se o seu cabelo em branca neve;

    já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo,

    nem tem uma beleza

    das belezas que teve.

    Assim também serei, minha Marília,

    daqui a poucos anos,

    que o ímpio tempo para todos corre.

    Os dentes cairão e os meus cabelos.

    Ah! sentirei os danos,

    que evita só quem morre

    Mas sempre passarei uma velhice

    muito menos penosa.

    Não trarei a muleta carregada,

    descansarei o já vergado corpo

    na tua mão piedosa,

    na tua mão nevada.

    As frias tardes, em que negra nuvem

    os chuveiros não lance,

    irei contigo ao prado florescente:

    aqui me buscarás um sítio ameno,

    onde os membros descanse,

    e ao brando sol me aquente.

    Apenas me sentar, então, movendo

    os olhos por aquela

    vistosa parte, que ficar fronteira,

    apontando direi: — Ali falamos,

    ali, ó minha bela,

    te vi a vez primeira.

    Verterão os meus olhos duas fontes,

    nascidas de alegria;

    farão teus olhos ternos outro tanto;

    então darei, Marília, frios beijos

    na mão formosa e pia,

    que me limpar o pranto.

    Assim irá, Marília, docemente

    meu corpo suportando

    do tempo desumano a dura guerra.

    Contente morrerei, por ser Marília

    quem, sentida, chorando

    meus baços olhos cerra.

    (Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.)

    A leitura atenta deste poema do livro Marília de Dirceu revela que o eu lírico

  • Questão 6

    LiteraturaUEA2020

    Considere o trecho da “lira XIV” da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga, para responder à questão.

    Que havemos de esperar, Marília bela?
    Que vão passando os florescentes dias?
    As glórias, que vêm tarde, já vêm frias;
    E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
    Ah! Não, minha Marília,
    Aproveite-se o tempo, antes que faça
    O estrago de roubar ao corpo as forças
    E ao semblante a graça.

    (Marília de Dirceu, 1985.)

    Assinale o verso em que o eu lírico apresenta uma proposta de ação:

  • Questão 7

    LiteraturaFMJ2020

    Para responder à questão, leia a “Lira XVIII” da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

    Não vês aquele velho respeitável,
    Que, à muleta encostado,
    Apenas mal se move e mal se arrasta?
    Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo,
    O tempo arrebatado,
    Que o mesmo bronze gasta!

    Enrugaram-se as faces e perderam
    Seus olhos a viveza;
    Voltou-se o seu cabelo em branca neve;
    Já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo,
    Nem tem uma beleza
    Das belezas que teve.

    Assim também serei, minha Marília,
    Daqui a poucos anos,
    Que o ímpio tempo para todos corre.
    Os dentes cairão, e os meus cabelos.
    Ah! sentirei os danos,
    Que evita só quem morre.

    Mas sempre passarei uma velhice
    Muito menos penosa.
    Não trarei a muleta carregada:
    Descansarei o já vergado corpo
    Na tua mão piedosa,
    Na tua mão nevada.

    As frias tardes, em que negra nuvem
    Os chuveiros não lance,
    Irei contigo ao prado florescente:
    Aqui me buscarás um sítio ameno,
    Onde os membros descanse,
    E ao branco Sol me aquente.

    Apenas me sentar, então, movendo
    Os olhos por aquela
    Vistosa parte, que ficar fronteira,
    Apontando direi: Ali falamos,
    Ali, ó minha bela,
    Te vi a vez primeira.

    Verterão os meus olhos duas fontes,
    Nascidas de alegria;
    Farão teus olhos ternos outro tanto;
    Então darei, Marília, frios beijos
    Na mão formosa e pia,
    Que me limpar o pranto.

    Assim irá, Marília, docemente
    Meu corpo suportando
    Do tempo desumano a dura guerra.
    Contente morrerei, por ser Marília
    Quem, sentida, chorando,
    Meus baços olhos cerra.

    (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 2002.)

    A percepção do tempo revelada pelo eu lírico aproxima-se daquela presente na seguinte citação:

  • Questão 8

    LiteraturaUEA2018

    Para responder à questão, leia um trecho da “Lira II” da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

    Pintam, Marília, os Poetas
    A um menino vendado,
    Com uma aljava1 de setas,
    Arco empunhado na mão;
    Ligeiras asas nos ombros,
    O tenro corpo despido,
    E de Amor ou de Cupido
    São os nomes, que lhe dão.

    Porém eu, Marília, nego,
    Que assim seja Amor, pois ele
    Nem é moço nem é cego,
    Nem setas nem asas tem.
    Ora pois, eu vou formar-lhe
    Um retrato mais perfeito,
    Que ele já feriu meu peito;
    Por isso o conheço bem.

    Os seus compridos cabelos,
    Que sobre as costas ondeiam,
    São que os de Apolo mais belos;
    Mas de loura cor não são.
    Têm a cor da negra noite;
    E com o branco do rosto
    Fazem, Marília, um composto
    Da mais formosa união.

    [...]

    Chamei-lhe um dia formoso;
    Ele, ouvindo os seus louvores,
    Com um modo desdenhoso
    Se sorriu e não falou.
    Pintei-lhe outra vez o estado,
    Em que estava esta alma posta;
    Não me deu também resposta,
    Constrangeu-se e suspirou.

    Conheço os sinais; e logo,
    Animado da esperança,
    Busco dar um desafogo
    Ao cansado coração.
    Pego em teus dedos nevados,
    E querendo dar-lhe um beijo,
    Cobriu-se todo de pejo,
    E fugiu-me com a mão.

    Tu, Marília, agora vendo
    De Amor o lindo retrato,
    Contigo estarás dizendo
    Que é este o retrato teu.
    Sim, Marília, a cópia é tua,
    Que Cupido é Deus suposto:
    Se há Cupido, é só teu rosto,
    Que ele foi quem me venceu.
    (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
    1 aljava: estojo em que se guardavam setas (ou flechas).

    Nessa lira, o eu lírico

  • Questão 9

    LiteraturaUNESP2012

    Instrução: A questão toma por base umpoema de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

    18

    Não vês aquele velho respeitável,

    que à muleta encostado,

    apenas mal se move e mal se arrasta?

    Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo,

    o tempo arrebatado, que o mesmo bronze gasta!

    Enrugaram-se as faces e perderam

    seus olhos a viveza:

    voltou-se o seu cabelo em branca neve;

    já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo,

    nem tem uma beleza

    das belezas que teve.

    Assim também serei, minha Marília,

    daqui a poucos anos,

    que o ímpio tempo para todos corre.

    Os dentes cairão e os meus cabelos.

    Ah! sentirei os danos,

    que evita só quem morre

    Mas sempre passarei uma velhice

    muito menos penosa.

    Não trarei a muleta carregada,

    descansarei o já vergado corpo

    na tua mão piedosa,

    na tua mão nevada.

    As frias tardes, em que negra nuvem

    os chuveiros não lance,

    irei contigo ao prado florescente:

    aqui me buscarás um sítio ameno,

    onde os membros descanse,

    e ao brando sol me aquente.

    Apenas me sentar, então, movendo

    os olhos por aquela

    vistosa parte, que ficar fronteira,

    apontando direi: — Ali falamos,

    ali, ó minha bela,

    te vi a vez primeira.

    Verterão os meus olhos duas fontes,

    nascidas de alegria;

    farão teus olhos ternos outro tanto;

    então darei, Marília, frios beijos

    na mão formosa e pia,

    que me limpar o pranto.

    Assim irá, Marília, docemente

    meu corpo suportando

    do tempo desumano a dura guerra.

    Contente morrerei, por ser Marília

    quem, sentida, chorando

    meus baços olhos cerra.

    (Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.)

    No conteúdo da quinta estrofe do poema encontramos uma das características mais marcantes do Arcadismo:

  • Questão 10

    LiteraturaUPF2011

    Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, é um exemplo de poesia _________________ e uma de suas características é o ________________.

    A alternativa que completa corretamente as lacunas do texto anterior é: