Questões sobre a poesia de Cláudio Manuel da Costa
Questão 1
LiteraturaSanta Casa2020Leia o poema de Claudio Manuel da Costa para responder à questão.
Pastores, que levais ao monte o gado,
Vede lá como andais por essa serra,
Que para dar contágio a toda a terra
Basta ver-se o meu rosto magoado:Eu ando (vós me vedes) tão pesado,
E a Pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro;
Mas, não; tanto não sou vosso inimigo:Deixai, não a vejais, eu vo-lo imploro;
(Domício Proença Filho (org.). Roteiro da poesia brasileira, 2006.)
Que se seguir quiserdes o que eu sigo,
Chorareis, ó Pastores, o que eu choro.Claudio Manuel da Costa é um poeta amplamente associado ao Arcadismo.
No poema, uma característica dessa escola literária está expressa
Questão 2
LiteraturaUniAtenas2019Leia o soneto seguinte, de Cláudio Manuel da Costa, e, de acordo com as características gerais do arcadismo, marque a única alternativa coerente:
Se sou pobre pastor, se não governo
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;
Nem por isso trocara o abrigo terno
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paixões desse tormento eterno.Adorar as traições, amar o engano,
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;Seja embora prazer; que a meu ouvido
Soa melhor a voz do desengano,
Que da torpe lisonja o infame ruído.
(Cláudio Manuel da Costa)Marque apenas a alternativa que faz uma leitura correta do poema de:
Questão 3
LiteraturaEsPCEx2019Influenciados pelo poeta latino Horácio, os poetas árcades costumam reaproveitar dois temas da tradição clássica: o fugere urbem e o aurea mediocritas.
Assinale o trecho de Cláudio Manuel da Costa que apresenta essas características:
Questão 4
LiteraturaUFSM2014Na literatura, os alimentos são empregados com frequência de forma figurada. É o que se vê no poema de Cláudio Manuel da Costa:
LXVII
Não te cases com Gil, bela serrana;
Que é um vil, um infame, um desastrado;
Bem que ele tenha mais devesa, e gado,
A minha condição é mais humana.
Que mais te pode dar sua cabana,
Que eu aqui te não tenha aparelhado?
O leite, a fruta, o queijo, o mel dourado;
Tudo aqui acharás nesta choupana:
Bem que ele tange o seu rabil grosseiro,
Bem que te louve assim, bem que te adore,
Eu sou mais extremoso, e verdadeiro.
Eu tenho mais razão, que te enamore:
E se não, diga o mesmo Gil vaqueiro:
Se é mais, que ele te cante, ou que eu te chore.
Fonte: IGLESIA, Francisco (org.). Melhores poemas de Cláudio Manuel da Costa. São Paulo: Global, 2012, p. 96.
Sobre o poema, assinale a alternativa INCORRETA.