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Para responder à questão, observe o seguinte poema de Adélia Prado “A sempre viva”

Gostava de cantar A flor mimosa:

―Nas pétulas de ouro

que esta flor ostenta...

Pétula, a palavra errada,

agulha no coração,

uma certa vergonha,

culpa por lhe ter dito:

é pétala, pai, é pétala.

Ah! Pois venho cantando errado a vida inteira.

Que vale esta lembrança?

Cinquenta anos já e a agulha tornada faca,

sua lâmina ainda vibra.

É excruciante o amor,

mas por nada no mundo trocarei sua pena.

No poema em questão, a mais completa afirmativa referente ao poema é

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INSTRUÇÃO: Leia o seguinte fragmento do capítulo V de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

O agregado

Nem sempre ia naquele passo vagaroso e rígido. Também se descompunha em acionados, era muita
vez rápido e lépido nos movimentos, tão natural nesta como naquela maneira. Outrossim, ria largo, se era
preciso, de um grande riso sem vontade, mas comunicativo, a tal ponto as bochechas, os dentes, os olhos,
toda a cara, toda a pessoa, todo o mundo pareciam rir nele. Nos lances graves, gravíssimo.
[5] Era nosso agregado desde muitos anos; meu pai ainda estava na antiga fazenda de Itaguaí, e eu
acabava de nascer. Um dia apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma
botica. Havia então um andaço de febres; [...] curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma
remuneração.
Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. [...] recusou, dizendo que era justo
[10] levar a saúde à casa de sapé do pobre.
– Quem lhe impede que vá a outras partes? Vá aonde quiser, mas fique morando conosco.
– Voltarei daqui a três meses.
Voltou dali a duas semanas, aceitou casa e comida sem outro estipêndio, salvo o que quisessem dar
por festas. [...]

MACHADO DE ASSIS. Dom Casmurro. São Paulo: Ática, 2004. p. 18.

Na frase “Nos lances graves, gravíssimo.” (ℓ. 4), a vírgula marca

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Observe o texto abaixo e responda à questão

LEI Nº 12.990, DE 9 DE JUNHO DE 2014.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono ___________ seguinte Lei:

Art. 1° Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União, na forma desta Lei.

§ 1° A reserva de vagas será aplicada sempre que o número de vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior ___ 3 (três).

§ 2° Na hipótese de quantitativo fracionado para o número de vagas reservadas __ candidatos negros, esse será aumentado para o primeiro número inteiro subsequente, em caso de fração igual ou maior que 0,5 (cinco décimos), ou diminuído para número inteiro imediatamente inferior, em caso de fração menor que 0,5 (cinco décimos).

§ 3° A reserva de vagas a candidatos negros constará expressamente dos editais dos concursos públicos, que deverão especificar o total de vagas correspondentes____ reserva para cada cargo ou emprego público oferecido.

Art. 2° Poderão concorrer ___vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto.

(BRASIL. LEI Nº 12.990, DE 9 DE JUNHO DE 2014. . Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12990.htm. Acessado em 20/11/2016)

Em “Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União, na forma desta Lei,” a concordância que há com o verbo “ficar” é referente a qual termo?

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Observe o textoe responda à questão.

O meu guri
Chico Buarque/1981

Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí
Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri

1981 © - Marola Edições Musicais Ltda. Todos os direitos reservados Direitos de Execução Pública controlados pelo ECAD (AMAR) Internacional Copyright Secured

É muito comum o emprego de figuras de linguagem em obras literárias, músicas etc. Trata-se de recursos linguísticos a que os autores recorrem para tornar a linguagem mais rica e expressiva. No verso : “Quando, seu moço, nasceu meu rebento”, podemos remeter que o autor empregou:

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Dentre as competências avaliadas, durante a correção das redações do Enem, está o domínio quanto à Norma padrão da língua. Assinale a alternativa cujo enunciado apresenta transgressão:

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Observe o textoabaixo e responda à questão

Na Revista Veja, edição 2551, de 11 de outubro deste ano, um dos religiosos mais influentes do país, o rabino Nilton Bonder, de 59 anos, foi a personalidade entrevistada sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite aulas de religião nas escolas públicas.

O que representa a liberação pelo STF do ensino confessional religioso nas escolas públicas? Vejo nas aulas dadas por padres, pastores ou rabinos uma brecha para que a religião vire proselitismo. Colocado na base do pode ou não pode, de se é constitucional ou não, o debate acaba restrito ao plano mais rasteiro. A pergunta que deveria ser martelada o tempo todo é: o que se espera que a religião acrescente à tão combalida educação brasileira? Faltou uma reflexão sobre conteúdo. As aulas de religião deveriam abrir aos alunos uma nova dimensão de conhecimento. Mas, se divulgam uma fé, fecham o espectro do pensamento, o que é nocivo.

O senhor quer dizer então que ensinar uma religião específica faz mais mal do que bem? Pode fazer mal, sim. A identificação com um grupo tem um lado tóxico, porque há o risco de levar à cegueira. Isso acontece, por exemplo, com as torcidas de futebol, quando descambam para a irracionalidade. Não se constrói a diversidade apresentando uma única narrativa. E um professor que siga uma determinada fé provavelmente encaminhará a aula na direção que lhe pareça mais condizente com ela.

(...)

http://veja.abril.com.br/brasil/proselitismo-nao-2/

De acordo com o texto acima, podemos inferir que o sentido do substantivo “proselitismo” empregado pelo rabino Bonder é:

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O Manual de orientação para apresentação de trabalhos acadêmicos (2014) da Faculdade de Direito do Sul de Minas, no item que se refere à elaboração de projetos de pesquisa, assim se manifesta a respeito da fundamentação teórica do trabalho acadêmico:

Fundamentação teórica – é a revisão de literatura afim ao tema. Objetiva a comparação com pontos doutrinários já pesquisados por autores de renome e que motivam novos recortes/enfoques de estudos na temática. É absolutamente necessária a utilização das fontes para evitar o plágio.

Antes de escrever o projeto, procure conhecer o que já foi publicado sobre o tema. Isso permite que o autor molde seu trabalho acadêmico de forma a preencher lacunas não exploradas, tornando-o mais interessante e relevante. Também ajuda a evitar acusações de plágio, já que o autor irá deixar de candidatar à publicação um trabalho muito semelhante a outro já publicado. Ademais, citando a literatura anterior, o texto será enriquecido e ainda servirá como subsídio para situar o leitor sobre a conjuntura atual da pesquisa sobre o tema. É complexo abordar um tema sem avaliar e citar o que já se conhece sobre ele. Mencionando a literatura existente, o autor pode demonstrar qual o nível de contribuição que seu trabalho acadêmico trará.

Disponível em: http://www.fdsm.edu.br/site/graduacao/monografia/08.pdf. Acesso em: 15.12.2015. Adaptado.

Conforme o texto, o plágio acadêmico consiste em

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Com relação à regência verbal dos verbos: “assistir”, “preferir”, “referir” e “esquecer”, marque a alternativa que não está de acordo com à norma gramatical.

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Observe o fragmento abaixo e compare-o com o texto:

Criada para ser uma das principais ferramentas de ampliação das oportunidades sociais e educacionais no Brasil, a Lei nº 12.711 foi sancionada em agosto de 2012 e, desde então, vem lutando para ser precursora de mudanças significativas na democratização do acesso ao ensino superior e na redução da desigualdade social no país.

Por essa razão está voltada para estudantes que cursaram o ensino médio, integralmente, na rede pública, oriundos de família de baixa renda e autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Afamosa Lei de Cotas reserva, no mínimo, 50% das vagas disponíveis nas universidades e institutos federais, em cada processo seletivo, curso e turno, para este público.

(Disponível em <http://vestibular.mundoeducacao.bol.uol.com.br/cotas/lei-cotas-entenda-comofunciona.htm. Acessado em 20/11/2016)

Com relação à política de cotas para negros e pardos no Ensino Superior, pode-se inferir do texto que:

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Assinale a sentença que não apresenta problemas de coesão.