Leia as afirmativas abaixo e assinale com V as verdadeiras e com F, as falsas:
( ) Em “[...] são formados por jovens engajados, que fazem parte de uma geração [...]’, a estrutura oracional destacada se encontra na voz passiva.
( ) Em “[...] se empenham em facilitar o acesso da população às instâncias políticas [...], a ocorrência da crase na expressão destacada é facultativa.
( ) No fragmento “Existe uma clara tendência [...]”, a expressão em destaque exerce a mesma função sintática da destacada em “Ao mesmo tempo em que nunca houve tantos meios [...]”.
( ) No fragmento “Esses movimentos ganham uma força em sociedade cada vez mais conectada com dinâmicas menos dependentes [...]”, a palavra em destaque exerce a função circunstancial em relação à forma verbal “ ganham”.
( ) Em “[...] o que lhes impõe o desafio [...]”, o elemento em destaque retoma as expressões “representantes já bem instalados” e “e grupos políticos”.
A sequência correta é:
TEXTO IV
Sobre o Texto IV, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
TEXTO II
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra
aquele de outrora – com trabalhadores acorrentados ou
castigados sob desmandos vários. Mas nem por isso
ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por
[5] barracos imundos. Correntes foram trocadas por
regimes inescapáveis de servidão. O próprio sítio do
MPT - Ministério Público do Trabalho – traz uma página
especialmente dedicada ao assunto; “ trabalho forçado,
servidão por dívidas, jornadas exaustivas ou condições
[10] degradantes como alojamento precário, água não
potável, alimentação inadequada, falta de registro,
maus-tratos e violência” são alguns dos itens elencados
pelo órgão.
(Kugler, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de 2013, pág.37)Sobre o texto II, é correto afirmar que
TEXTO IV
VOZES-MULHERES
[1] A voz de minha bisavó ecoou
criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
[5] de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
[10] aos brancos donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
[15] rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
[20] e fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
[25] engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
[30] o eco da vida- liberdade.
(EVARISTO, Conceição. “Poemas”. In: Cadernos negros – Poemas. São Paulo: Quilombhoje/ Edição dos autores, nº13, 1990, p.32-33.)Sobre o texto “Vozes-Mulheres”, só NÃO se pode inferir que
TEXTO III
SÓ É LITERATURA QUANDO INCOMODA
Jana Lauxen
Como escritora, editora e, principalmente, leitora,
tenho observado um fenômeno desconcertante acometer
a literatura nacional: o processo de politização obediente
dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a
[5] impressão de que a nossa produção literária cortou o
cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno,
gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E,
sabem: isso me incomoda. Profundamente.
Porque, em minha opinião, a literatura que não
[10] lhe sacode; que não lhe tira do lugar onde você
confortavelmente está; que não lhe faz repensar; que não
desconstrói e bagunça; que não coloca o dedo na ferida
e chafurda; é uma literatura inofensiva – logo, irrelevante.
Os livros e autores que me conquistaram, e me fizeram
[15] compreender o poder da literatura na formação política e
social de qualquer cidadão, falavam de sexo, de drogas,
de dor, de vida, de desespero – e não de dragões, fadas
e gnomos.
(...)
(http://zonacurva.com.br/o-caminho-dos-excessos-fazendo-diferenca/ Acesso em: 21 fev 2017)Segundo o texto, pode-se afirmar que a (o)
TEXTO II
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra
aquele de outrora – com trabalhadores acorrentados ou
castigados sob desmandos vários. Mas nem por isso
ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por
[5] barracos imundos. Correntes foram trocadas por
regimes inescapáveis de servidão. O próprio sítio do
MPT - Ministério Público do Trabalho – traz uma página
especialmente dedicada ao assunto; “ trabalho forçado,
servidão por dívidas, jornadas exaustivas ou condições
[10] degradantes como alojamento precário, água não
potável, alimentação inadequada, falta de registro,
maus-tratos e violência” são alguns dos itens elencados
pelo órgão.
(Kugler, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de 2013, pág.37)Marque a opção que traz uma análise correta.
TEXTO III
SÓ É LITERATURA QUANDO INCOMODA
Jana Lauxen
Como escritora, editora e, principalmente, leitora,
tenho observado um fenômeno desconcertante acometer
a literatura nacional: o processo de politização obediente
dos novos escritores brasileiros. Muitas vezes tenho a
[5] impressão de que a nossa produção literária cortou o
cabelo, fez a barba, colocou sapatos de couro, terno,
gravata, e agora é o genro que mamãe pediu a Deus. E,
sabem: isso me incomoda. Profundamente.
Porque, em minha opinião, a literatura que não
[10] lhe sacode; que não lhe tira do lugar onde você
confortavelmente está; que não lhe faz repensar; que não
desconstrói e bagunça; que não coloca o dedo na ferida
e chafurda; é uma literatura inofensiva – logo, irrelevante.
Os livros e autores que me conquistaram, e me fizeram
[15] compreender o poder da literatura na formação política e
social de qualquer cidadão, falavam de sexo, de drogas,
de dor, de vida, de desespero – e não de dragões, fadas
e gnomos.
(...)
(http://zonacurva.com.br/o-caminho-dos-excessos-fazendo-diferenca/ Acesso em: 21 fev 2017)Jana Lauxen, ao utilizar a expressão metafórica “genro que a mamãe pediu a Deus”, comparando-a à Literatura de nosso tempo, esclareceu que essa literatura é para ela
TEXTO
Ladainha II
Por que o raciocínio,
os músculos, os ossos?
A automação, ócio dourado.
O cérebro eletrônico, o músculo
[5] mecânico
mais fáceis que um sorriso.
Por que o coração?
O de metal não tornará o homem
[10] mais cordial,
dando-lhe um ritmo extra-corporal?
Por que levantar o braço
para colher o fruto?
[15] A máquina o fará por nós.
Por que labutar no campo, na cidade?
A máquina o fará por nós.
Por que pensar, imaginar?
A máquina o fará por nós.
[20] Por que fazer um poema?
A máquina o fará por nós.
Por que subir a escada de Jacó?
A máquina o fará por nós.
Ó máquina, orai por nós.
Analise as afirmativas feitas em relação à composição e interpretação do texto.
I. O texto pode ser dividido em duas partes: a primeira representa dúvidas do homem moderno em relação a si mesmo. A segunda, a sua impotência para respondêlas, que o leva a um comportamento subalterno marcado pela ladainha em louvor à máquina.
II. A máquina é criticamente equiparada a um deus, já que é capaz de fazer tudo para e pelo homem, e, dessa forma, é reverenciada através de uma oração, como se fosse uma divindade.
III. O texto é marcado por uma contraposição entre homem e máquina, tendo esta a supremacia sobre aquele, tanto que o faz desprezar-se a si mesmo e a orar para ela.
IV. A terceira estrofe do poema é construída por meio de uma gradação que representa as atividades humanas substituídas pela máquina, desde as mais simples até as mais apuradas.
Estão corretas as afirmativas
TEXTO
Quando
Quando você me clica,
quando você me conecta, me liga,
quando entra nos meus programas, nas minhas janelas,
quando você me acende, me printa, me encompassa,
[5] me sublinha, me funde e me tria:
meus pensamentos esvoaçam,
meus títulos se põem maiúsculos,
e meu coração troveja!
Leia as quatro afirmações abaixo referentes ao poema “Quando”:
I. No poema, verifica-se a presença do recurso estilístico da anáfora.
II. Em “e meu coração troveja”, há personificação e o verbo indica fenômeno da natureza.
III. No verso “meus títulos se põem maiúsculos”, vê-se que o sentido é conotativo.
IV. Em “quando você me conecta, me clica”, há dez sílabas poéticas.
Estão corretas as afirmações
TEXTO III
ONZE MULHERES BOLIVIANAS COSTUREIRAS EM SÃO PAULO
[1] “A moradia e o local de trabalho se confundiam. A
casa que servia de base para a oficina de Mário chegou
a abrigar, no início de 2010, onze pessoas divididas em
apenas três quartos. Além do trabalho de costura, eram
[5] forçadas a preparar as refeições e a limpar a cozinha.
E, devido ao controle rígido de Mário, tinham
exatamente 1 hora para fazer todos esses serviços (das
12h às 13h) e voltar ao trabalho de costura. (R) Até o
tempo e a forma do banho dos empregados que era
[10] com água fria seguiam as regras estabelecidas pelo
dono da oficina. Obrigatoriamente, o banho era tomado
em duplas (junto com outra colega de trabalho), durante
contados 5 minutos para poupar água e energia.”
(Disponível em . http://reporterbrasil.org.br/2010/11/costureiras-saoresgatadas-de-escravidao-em-acao-inedita/ Acesso em 22/05/2013.)Do trecho anterior (Texto III), pode-se inferir que