Segundo o pesquisador Sebastian Ocklenburg, da Universidade do Vale do Ruhr, em Bochum, que estuda a lateralidade e as assimetrias cognitivas em humanos e animais, por volta de 85% a 90% das pessoas escrevem com a mão direita. Essa preferência pelo lado direito também é aplicável a outras partes ou atividades do corpo. Sendo assim, os canhotos beijam pela esquerda, afirma o estudioso.
Fonte: Ciência e Saúde, 13/08/2018 (adaptado)Sabendo que nossas características são determinadas geneticamente, é possível afirmar que
Respeitando-se a norma culta, dentre os excertos abaixo, aponte o único que NÃO contém desvio gramatical (Obs.: todos os exemplos foram transcritos de A Biblioteca, de Aloísio Dantas, Guaratinguetá: Penalux, 2018)
TEXTO I
“Terminou a agonia do dia longo e azul.
Puseram-lhe nas mãos o Cruzeiro do Sul
E o céu todo se encheu de sangue constelado,
como se um grande deus se houvesse suicidado!
E a tarde viúva lhe caiu de bruços sobre o corpo
ainda quente e lhe fechou os olhos longamente
e chorou tanto que ficou pingando estrelas...
Pingos brancos de lágrimas no espaço”.
Excerto do poema de Cassiano Ricardo, O Enterro do SolQuanto à linguagem, podemos afirmar que sua função é
Leia o texto abaixo, transcrito da obra Cangaceiros de Lampião – de A a Z, do paraibano Bismark Martins de Oliveira. (Pocinhos - PB, 2012).
"Cabo Velho – Cangaceiro baiano que andou no bando por volta dos anos de 1931 e 1934. Segundo o depoimento da cangaceira Otília, companheira de Mariano, era um dos componentes do bando de Lampião, no ano de 1931, quando a mesma entrou para o cangaço."
Com relação à pontuação do texto,
I. a 1ª e a 2ª vírgulas foram usadas para separar aposto explicativo; já a 3ª e a 4ª vírgulas foram usadas para separar expressão com valor circunstancial de tempo.
II. deveria haver vírgula depois de "Cangaceiro baiano", para evidenciar oração adjetiva explicativa, e depois de "bando", para evidenciar adjunto adverbial de tempo.
III. justifica-se o uso do travessão após "Cabo Velho", para evidenciar as informações sobre o verbete, mas não se justifica o uso da vírgula depois de "1931", pois a circunstância iniciada por "quando" já faz parte do adjunto adverbial anterior.
Podemos considerar que
“O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
(...)
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta”.
A respeito das funções da linguagem, podemos dizer que o excerto transcrito é
I. descritivo, pois o narrador-personagem descreve, de forma objetiva, seu próprio ser, para isso usando algumas figuras de linguagem.
II. referencial, pois o eu-poético faz referência a si mesmo como pertencente a uma classe desprivilegiada, desprovida dos bens materiais que dignificam a vida.
III. poético, tão somente por tratar-se de um poema, haja vista a presença de figuras de linguagem, que o enquadram como poesia.
IV. realista, vez que a mensagem trazida por um eu-poético em desespero traduz de forma poética e objetiva a dor do nordestino que passa fome.
Podemos concluir que
Releia o texto abaixo:
“Os primeiros escritos da nossa vida [...] são informações que viajantes e missionários europeus colheram sobre a natureza e o homem brasileiro.
[...]
Em mais de um momento a inteligência brasileira, reagindo contra certos processos agudos de europeização, procurou nas raízes da terra e do nativo imagens para se afirmar em face do estrangeiro: então, os cronistas voltaram a ser lidos, e até glosados, tanto por um Alencar romântico e saudosista como por um Mário ou um Oswald de Andrade modernistas. Daí o interesse obliquamente estético da ‘literatura’ de informação.”
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43 ed. São Paulo: Cultrix, 2006)Pode-se afirmar coerentemente, a respeito dele, que
Observe o enunciado transcrito da Veja, 14/10/2015:
“Quando o tabuleiro do poder estremece, peças tombam, embaralham-se e se sobrepõem umas às outras.
Passando-o para o pretérito imperfeito do indicativo, teríamos, corretamente:
Com base nos versos da canção “Metade”, de Oswaldo Montenegro
(...)
[1] Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
[5] mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo queela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
[10] porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
Os termos ela em “ela não sabia” (linha 7) e a em “ninguém a tente complicar” (linha 8) fazem referência, respectivamente, à
Com base nos versos da canção “Metade”, de Oswaldo Montenegro
(...)
[1] Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
[5] mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
[10] porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
Os operadores argumentativos destacados expressam, semanticamente,
Observe o excerto do romance A Biblioteca, de Aloísio Dantas:
“Caí estirado no chão. Desmaiei, ou, como diziam na região, tive uma turica. Em poucos segundos, abri os olhos e sentei-me num sofá. Meu filho, você está com fome, vou buscar ali um pão com queijo, faço café num minutinho. Comi dois pães, além de beber umas xícaras de café.”
(DANTAS, Aloísio. Guaratinguetá: Penalux, 2018, p. 160)O trecho em destaque está em