TEXTO:
O traço de humor presente nessa charge evidencia-se
TEXTO:
Na cidade não existem mais galos.
Avacalhada, a manhã surge
— oceano de pano a estraçalhar-se
entre a pressa dos homens e o ruído
[5] de uma história feroz a triturá-los.
Na cidade não existem mais galos.
O homem, agora, ele próprio é quem cisca
no sangue que escorre entre as notícias
a madrugada caída nos imaginários da luz.
[10] No grito das coisas uma certa aurora
continua, no entanto, a ser anunciada
Porque a fome e os dentes crescem
na casa e na boca dos que trabalham.
De noite todos os gatos são pardos.
[15] De dia todas as alegrias são gatos
em cujo pelo a luz do sol brinca
provisoriamente.
O texto permite considerar correta a alternativa
TEXTO:
O texto encaminha uma reflexão sobre
TEXTO:
Uma britânica de 67 anos marcou uma cirurgia para remoção de catarata, mas acabou surpreendendo os
médicos com outra coisa: ela tinha 27 lentes de contato em seus olhos.
De acordo com o site Optometry Today, a oftalmologista Rupal Morjaria, médica do Hospital Solihull, onde foi
feita a cirurgia, nunca tinha visto nada igual em 20 anos de carreira. A cirurgia de catarata foi adiada após a descoberta,
[5] porque a paciente poderia ficar infeccionada após tirar as lentes de contato.
Tudo começou quando um anestesista observou uma “massa azulada” nos olhos da paciente e retirou 17
lentes de lá. Depois, com um microscópio, um cirurgião encontrou mais 10 lentes. “Foi uma grande bagunça. Todas
as 17 lentes de contato estavam grudadas umas nas outras. Nós ficamos realmente surpresos que a paciente não
notou, porque geralmente isso causa muita irritação”, disse a médica.
[10] A médica disse ao Optometry que a paciente também ficou surpresa com a situação: “Ela ficou muito chocada.
Quando nós a vimos duas semanas após a cirurgia, ela disse que se sentia muito confortável com seus olhos. Ela
pensava que o desconforto era causado apenas pela idade e pela secura dos olhos”.
DURANTE CIRURGIA, médicos descobrem 27 lentes nos olhos de paciente. Disponível em: . Acesso em: 26 jun. 2018. Adaptado.O relato permite excluir das possíveis conclusões a que se pode chegar sobre essa paciente a indicada em
O discurso de Dra. Murita Sampaio permite concluir que, na homenagem que faz aos profissionais de área médica, vê o médico como
TEXTO:
Durante as duas últimas semanas, tenho
começado os meus dias cometendo um furto. Não sei
como evitar esse pecado e, para dizer a verdade, não
quero evitá-lo. A culpa é de uma amoreira que,
[5] desobedecendo às ordens do muro que a cerca, lançou
seus galhos sobre a calçada. Não satisfeita, encheu-os
de gordas amoras pretas, apetitosas, tentadoras, ao
alcance de minha mão. Parece que os frutos são, por
vocação, convites a furtos: basta mudar a ordem
[10] de uma única letra… Penso que o caso da amoreira
comprova esta tese linguística: tudo tem a ver com o
nome. Pois amora é a palavra que, se repetida muitas
vezes, amoramoramoramora, vira amor. Pois não é
isso que é o amor? Um desejo de comer, um desejo
[15] de ser comido… O muro, tal como o mandamento, diz
que é proibido. Mas o amor não se contém e, travestido
de amora, salta por cima da proibição. Foi assim no
Paraíso… [...] E para que não pairem dúvidas sobre a
inspiração teologal do meu ato, enquanto mastigo e o
[20] caldo roxo me suja dedos e boca, vou repetindo as
palavras sagradas: “Tomai e bebei, este é o meu
sangue…”. Ah! A divina amora, graciosa dádiva
sacramental! Começo assim meu dia, furtando o fruto
mágico que opera o milagre por todos sonhado de voltar
[25] a ser criança.
[...]
Ando toda manhã. Por razões médicas, é bem
verdade. Mas, mesmo que não existissem, andaria da
mesma forma [...]. Boa psicanalista é a natureza, sem
nada cobrar pelos sonhos de amor que nos faz sonhar.
Nota-se, na superfície do texto, um tipo de intertextualidade explícita, que é a citação, havendo outro que se identifica como
Nessa campanha, sugerem-se ações cotidianas que podem melhorar a qualidade de vida e a saúde das pessoas. Na estruturação do texto, determinados aspectos linguísticos foram essenciais para a função conativa ou apelativa. Para isso, identifica-se o uso
TEXTO:
Normalmente vemos exemplos de exposições
negativas ou inadequadas de informes médicos na
grande mídia, impressa, televisiva. Mas nem tudo que
acontece nesses meios são maus exemplos, vejamos
[5] o que aprendemos com Draúzio Varella, um oncologista
de renome e hoje um grande porta voz da saúde, o
médico mais conhecido da população do Brasil, uma
unanimidade de opinião pública, com bases científicas
e um homem de mídia.
[10] Há duas décadas, Varella vem aparecendo, em
rádio, jornal e TV e divulgando, esclarecendo, tornando
acessível ao grande público, decifrando a informação
complexa, sobre ciência, medicina, saúde pública. Qual
seu segredo? Há todo um cuidado em bem informar e
[15] jamais ferir a ética ou algum colega ou paciente.
A classe médica na era da informação tem sua
responsabilidade no aporte dos dados que vão chegar
até as populações, não se pode passar este papel
apenas aos jornalistas, por mais especializados que
[20] sejam na matéria. Apesar de todos os riscos que uma
exposição maciça na mídia acarreta a um profissional
médico, é difícil identificar um deslize ou uma intenção
de autopromoção em Draúzio Varella. O médico mais
popular do Brasil, vem resgatando muito da dignidade
[25] da nossa profissão, e da nossa imagem, também tem
boa acolhida, entre pares, como um grande divulgador
da medicina, e promotor de saúde pública. Isso tudo
nos faz refletir sobre o papel social dos médicos, a
chamada medicina social, seu papel na relação com
[30] os meios de comunicação, e no fato de que um
profissional da medicina na grande mídia não é,
necessariamente, sinônimo de mau uso dos meios ou
de intenção de autopromoção.
Esse texto propõe uma reflexão crítica sobre a relação dos médicos com a mídia televisiva. Partindo-se dessa reflexão, o autor aponta como papel do médico
TEXTO:
Eles já foram acusados de tudo: distraídos,
superficiais e até egoístas. Mas se preocupam com o
ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos
para mudar o mundo.
[05] São impacientes, preocupados consigo próprios,
interessados em construir um mundo melhor e, em
pouco tempo, vão tomar conta do planeta.
Com 20 e poucos anos, esses jovens são os
representantes da chamada Geração Y, um grupo
[10] que está, aos poucos, provocando uma revolução
silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das
gerações dos anos 60 e 70 do século passado, mas
com a mesma força poderosa de mudança.
Eles sabem que as normas do passado não
[15] funcionam –– e as novas estão inventando sozinhos.
Folgados e insubordinados são outros adjetivos
menos simpáticos para classificar os nascidos entre
1978 e 1990. Concebidos na era digital, democrática
e da ruptura da família tradicional, essa garotada está
[20] acostumada a pedir e ter o que quer.
Em “Com 20 e poucos anos, esses jovens são os representantes da chamada Geração Y, um grupo que está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa.” (l. 8-11), as locuções grifadas
TEXTO:
Eles já foram acusados de tudo: distraídos,
superficiais e até egoístas. Mas se preocupam com o
ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos
para mudar o mundo.
[05] São impacientes, preocupados consigo próprios,
interessados em construir um mundo melhor e, em
pouco tempo, vão tomar conta do planeta.
Com 20 e poucos anos, esses jovens são os
representantes da chamada Geração Y, um grupo
[10] que está, aos poucos, provocando uma revolução
silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das
gerações dos anos 60 e 70 do século passado, mas
com a mesma força poderosa de mudança.
Eles sabem que as normas do passado não
[15] funcionam –– e as novas estão inventando sozinhos.
Folgados e insubordinados são outros adjetivos
menos simpáticos para classificar os nascidos entre
1978 e 1990. Concebidos na era digital, democrática
e da ruptura da família tradicional, essa garotada está
[20] acostumada a pedir e ter o que quer.
As informações constantes nesse minitexto têm como ideia básica a