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Pelo Acordo Ortográfico de 2008, deve receber acentuação gráfica, a palavra em:

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O verbo está flexionado no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, em:

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TEXTO

[1] No pavimento térreo, ao lado esquerdo, havia na casa das Laranjeiras uma varanda de estilo campestre,

decorada com palmeiras vivas e corbelhas de parasitas.

Servia de sala de bilhar, e aí costumava Aurélia e o marido passarem a tarde, quando o tempo não

convidava ao passeio no jardim.

[5] Aí foi Seixas encontrar dois grandes quadros, colocados nos respectivos cavaletes. Na tela viam-se

esboços de dois retratos, o de Aurélia, e o seu, que um pintor notável, êmulo de Vítor Meireles e Pedro

Américo, havia delineado à vista de alguma fotografia, para retocá-lo em face dos modelos.

Ao olhar interrogador do marido, Aurélia respondeu:

– É um ornato indispensável à sala.

[10] – Julga que seja indispensável? Parecia-me ao contrário inconveniente reproduzir ainda que seja por esse

modo, uma presença que tanto lhe deve importunar.

– Não se tira retrato d’alma. Felizmente!... observou Aurélia com o misterioso sorriso que desde certo

tempo acompanhava essas palavras de sentido recôndito.

Seixas prestou-se passivamente ao papel de modelo. As sessões à tarde tinham ficado reservadas para ele

[15] a fim de não estorvar-lhe o trabalho da repartição.

(ALENCAR, José de. Senhora. 34ª ed. São Paulo: Ática, 2005. pg. 160)

O sufixo { – ete }, em ‘cavalete’ (linha 05), significa:

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TEXTO

[1] – Pode deixar o tabuleiro aí mesmo. Já estava com fome.

– Sinhá Mariana manda dizer ao senhor para desculpar. Hoje é dia de guarda, e o povo da casa-grande está no

jejum.

– Este povo vai todo pro céu. Estão pensando que Deus Nosso Senhor gosta de gado magro. Deus gosta é de

[5] ver gado de sedenho abrindo. O que foi que a velha mandou hoje? Esta história de bacalhau não é comigo.

– Todo mundo está no bacalhau, mestre Zé.

– Não venho trabalhar aqui para comer isto.

– Os brancos estão comendo, mestre.

– Quero lá saber de branco. Quero é a minha barriga cheia.

[10] O moleque abriu os dentes numa risada gostosa.

– Mestre, o velho anda com essa leseira de reza que não acaba mais.

– É o que eles querem. Estão pensando que oficial é cachorro. Pensam que me machucam, não me chamando

para comer na casa-grande. Não sou o pintor Laurentino que vive por aí contando prosa. O mestre José Amaro,

menino, tem a sua bondade, também. Tenho trabalhado para senhor de engenho de muitas posses, gente de mesa

[15] de banquete, e nunca vi este luxo aqui no Santa Fé.

(REGO, José Lins. Fogo Morto. 53ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p.24-25).

O sufixo { – eiro } em ‘tabuleiro’ tem o mesmo valor que em:

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TEXTO

[1] Dançava-se a quatragem no mutirão da tia Umbelina.

Margarida estava sentada junto de Eugênio, de cujo lado não se arredara desde que este havia chegado.

Ia-se formar nova roda de dançadores; Luciano, que tinha a viola em punho, dirigiu-se a Margarida, e

convidou-a para a dança. Ela recusou-se protestando já ter dançado muito e achar-se fatigada.

[5] – Então venha esse mocinho, que aí está com a senhora — disse Luciano.

Com este convite o rapaz procurava mesmo ocasião de travar-se de razões com o estudante, a fim de

desabafar o ciúme e o despeito que por dentro o corroíam.

– Eu não sei dançar — respondeu Eugênio com timidez.

– Deveras!... não me diga isso, moço; isso é desculpa; falta-nos uma pessoa; venha... não se faça de

[10] rogado.

– É deveras; não sei dançar, nunca dancei em dias de minha vida.

– Então para que vem a estas funções?...

– Ora essa é boa!... para ver...

– Como quem vem aqui ver... mas ah! já o estou conhecendo; o senhor não é aquele coroinha, que

[15] ultimamente tem ajudado à missa ao vigário lá na vila?

– É ele mesmo — acudiu Margarida, que já se impacientava com as grosserias —, é o filho do Sr. capitão

Antunes.

– Do capitão Antunes?... ah!... e o que vem ele aqui fazer?... decerto aqui veio fugido de casa, e há de ser

benfeito que o pai lhe passe uma dúzia de bolos, quando souber que já anda metido em súcias...

(GUIMARÃES, Bernardo. O seminarista. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 70-1).

O sufixo { – dor }, de ‘dançadores’ (linha 03), tem o mesmo valor que em:

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O predicado deve ser classificado como nominal, em:

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O morfema {-a}é desinência nominal de gênero em:

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O morfema { – a } é vogal temática em:

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TEXTO

[1] No pavimento térreo, ao lado esquerdo, havia na casa das Laranjeiras uma varanda de estilo campestre,

decorada com palmeiras vivas e corbelhas de parasitas.

Servia de sala de bilhar, e aí costumava Aurélia e o marido passarem a tarde, quando o tempo não

convidava ao passeio no jardim.

[5] Aí foi Seixas encontrar dois grandes quadros, colocados nos respectivos cavaletes. Na tela viam-se

esboços de dois retratos, o de Aurélia, e o seu, que um pintor notável, êmulo de Vítor Meireles e Pedro

Américo, havia delineado à vista de alguma fotografia, para retocá-lo em face dos modelos.

Ao olhar interrogador do marido, Aurélia respondeu:

– É um ornato indispensável à sala.

[10] – Julga que seja indispensável? Parecia-me ao contrário inconveniente reproduzir ainda que seja por esse

modo, uma presença que tanto lhe deve importunar.

– Não se tira retrato d’alma. Felizmente!... observou Aurélia com o misterioso sorriso que desde certo

tempo acompanhava essas palavras de sentido recôndito.

Seixas prestou-se passivamente ao papel de modelo. As sessões à tarde tinham ficado reservadas para ele

[15] a fim de não estorvar-lhe o trabalho da repartição.

(ALENCAR, José de. Senhora. 34ª ed. São Paulo: Ática, 2005. pg. 160)

O morfema { – a } é desinência nominal de gênero em:

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O morfema ( —a ) é vogal temática, à alternativa: