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[1] – Pode deixar o tabuleiro aí mesmo. Já estava com fome.
– Sinhá Mariana manda dizer ao senhor para desculpar. Hoje é dia de guarda, e o povo da casa-grande está no
jejum.
– Este povo vai todo pro céu. Estão pensando que Deus Nosso Senhor gosta de gado magro. Deus gosta é de
[5] ver gado de sedenho abrindo. O que foi que a velha mandou hoje? Esta história de bacalhau não é comigo.
– Todo mundo está no bacalhau, mestre Zé.
– Não venho trabalhar aqui para comer isto.
– Os brancos estão comendo, mestre.
– Quero lá saber de branco. Quero é a minha barriga cheia.
[10] O moleque abriu os dentes numa risada gostosa.
– Mestre, o velho anda com essa leseira de reza que não acaba mais.
– É o que eles querem. Estão pensando que oficial é cachorro. Pensam que me machucam, não me chamando
para comer na casa-grande. Não sou o pintor Laurentino que vive por aí contando prosa. O mestre José Amaro,
menino, tem a sua bondade, também. Tenho trabalhado para senhor de engenho de muitas posses, gente de mesa
[15] de banquete, e nunca vi este luxo aqui no Santa Fé.
(REGO, José Lins. Fogo Morto. 53ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p.24-25).Na frase “– Pode deixar o tabuleiro...” (linha 01), o sujeito deve ser classificado como:
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Nascera Cirino de Campos, como dissera a Pereira, na província de São Paulo, na sossegada e bonita Vila de
Casa Branca, a qual dista umas 50 léguas do litoral. Filho de um vendedor de drogas, que se intitulava boticário
e a esse oficio acumulava o importante cargo de administrador do correio, crescera debaixo das vistas paternas
até a idade de doze anos completos, os quais fora enviado, em tempos de festas e a título de recordações
[05] saudosas, a um velho tio e padrinho, morador na cidade de Ouro Preto.
Esse parente, solteirão, de gênio rabugento, misantropo, e dado às práticas da mais extrema carolice, recebeu
o pequeno com mau modo e manifesto descontentamento, tanto mais quanto a presença de um estranho vinha
interromper os hábitos de completa solidão a que se acostumara desde longos anos.
Era homem que trajava ainda à moda antiga, usando de sapatos de fivela, calções de braguilha, e cabeleira
[10] empoada com o competente rabicho.
A sua reputação de pessoa abastada era, em toda a cidade de Ouro Preto, tão bem firmada quanto a de
refinado sovina, chegando a voz pública a afirmar que o seu dinheiro, e não pouco, estava todo enterrado em
numerosos buracos no chão da alcova de dormir.
Meu amigalhote – disse o tal padrinho a Cirino, poucos dias depois da chegada –, fique sabendo que por
[15] qualquer coisinha lhe sacudo a poeira do corpo. Dê-se por avisado e ande direitinho que nem um fuso.
O menino, transido de medo, passou a tarde a chorar num canto sombrio da casa, onde relembrou, até lhe vir
o sono, a alegre vida de outrora, os folguedos que fazia com os camaradas na viçosa relva do Cruzeiro, à entrada
da Vila de Casa Branca e sobretudo os carinhos da saudosa mamãe.
Em seguida àquela admoestação preventiva, fora o tio à casa de uns padres que tinham influência na direção
[20] do Colégio do Caraça e com eles arranjara a admissão do afilhado naquele estabelecimento de instrução.
Na expressão “...por qualquer coisinha lhe sacudo a poeira do corpo.” (linhas 14 e 15), temos um exemplo de:
Da leitura do livro “A came”, de Júlio Ribeiro, responda aquestão.
Lenita é apresentada, sobretudo, como uma mulher.
Identifique a alternativa que descreve a lógica da pesquisa científica.
assinale a alternativa que contém o respectivo processo fonológico.
Hiato:
Há um predicado nominal em:
Há um predicado nominal em:
Há um hiato em:
Há um exemplo de dígrafo em:
“Não cometi fraude. Não fui ocioso nem intrigante. Não provoquei a fome. Não fiz chorar. Não menti. Não profanei as tumbas. Não roubei. Sou puro! Sou puro! Sou puro!”
Este é um trecho do Livro dos Mortos, com que, segundo a crença, a alma do egípcio se defendia perante o tribunal, presidido pelo deus: