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TEXTO

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

MEIRELES, Cecília. Retrato. In: ____. Antologia poética. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

A respeito dos termos do segundo verso “calmo, magro e triste”, pode-se concluir que:

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Observe a frase a seguir: O QUADRO DE MARIA É LINDO.


Pode-se perceber a presença de ambiguidade nessa frase.

A presença dessa ambiguidade decorre do:

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Leia a charge a seguir e responda aquestão.

A partir da leitura da frase que intitula a charge e da fala do personagem, presente no terceiro balão, infere-se do texto que:

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

A figura de linguagem responsável pelo efeito de humor dos quadrinhos acima é:

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Leia o texto para responder à questão.

Texto

Overbook


Vivo com alguns amigos e com uns poucos inimigos.

Todos necessários ou, pelo menos, inevitáveis.

São pessoas diferentes, com diferentes idades, nomes e apelidos próprios.

Diferem também no jeito de encarar e sentir a coisas.

Uns eu conheço bem, outros nem tanto.

Acordamos e dormimos juntos e, enquanto escrevo esta coluna, estamos todos ocupando o assento 4D de um avião.

Um em cima do outro, sobrepostos. Felizmente pelo custo de uma única passagem.

Somos eu, o Filho de meu pai, o Pai da minha filha, o Marido de minha mulher, do Dono da minha empresa, o Religioso, o Gozador, o Boêmio, o Rebelde, o Civilizado... contei uns 17.

Estamos todos a caminho de Londrina, a trabalho.

Nem todos querem viajar. Duas horas antes, alguns não queriam fazer a barba.

Tudo é resolvido numa espécie de reunião de condomínio. O prédio não tem síndico.

O avião se prepara para decolar: o Religioso reza uma “avemaria”, enquanto o gozador pega o gancho da “ave” e vai trocando a letra “ave, Maria, cheia de garças, sabiá é convosco, bem-te-vi entre nós...” enche a prece de passarinhos – mesmo assim é uma prece. Ele acha que Deus é humor.

O avião ainda nem saiu do chão e o passageiro da frente deita a poltrona com violência. O Rebelde tenta se livrar das cordas, sem sucesso – o Dono da empresa e o Civilizado acham prudente amarrá-lo quanto viajamos a negócios.

Nós de marinheiro.

Não conheço Londrina, mas ouvi muito sobre a cidade na minha infância.

O Sobrinho do meu tio é o mais animado com a viagem, começa a planejar programas, atrapalhando a concentração do Dono da minha empresa, que queria repassar os tópicos da apresentação.

Os dois começam a discutir, para desespero do Boêmio, que queria dormir.

A aeromoça passa oferecendo balas. O Neto do meu avô enche a mão.

O colunista vai parando por aqui, porque o piloto acaba de avisar que vamos entrar numa zona de turbulência.

O comentário do Gozador é impublicável.

TOLEDO, Luiz. Overbook. 29 Horas. São Paulo: Meta 29, set. 2013. p. 32.

A constituição formal e discursiva do texto indica que se trata de um texto do gênero

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Pendurada na Ucrânia


A ordem direta dos termos na frase contribui para a clareza da mensagem, mas há casos em que pode gerar perplexidade. O site G1, da Globo, publicou esta curiosa manchete em junho:
“Mulher cai do 8° andar, mas fica pendurada pelo vestido na Ucrânia”. Pendurada na Ucrânia? Dá o que pensar.

(MACHADO, Josué. Dito & escrito. Revista Língua Portuguesa, São Paulo, Ed. Segmento, n. 84, p. 51, out. 2012. Adaptado.)

A ambiguidade gerada na frase decorre:

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TEXTO


À PRIMEIRA VISTA

Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...

Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...

CÉSAR, Chico. Aos vivos. Manaus: Velas, 1995. Disponível em: https://Chico-cesar.letras.terra.com.br /letras/43885/. Acesso em: 18 set. 2018.

Observamos a recorrência de uma mesma estrutura sintática na articulação de todas as orações que compõem o texto “À primeira vista”. Sobre esse recurso, observe as afirmações e marque a alternativa correta:

I - Todos os versos iniciam-se por uma oração subordinada adverbial temporal que antecede a oração principal;
II - A estrutura regular das três estrofes, cujos versos apresentam períodos compostos por subordinação, contribui para criar no leitor/ouvinte a ideia de repetição;

III - A relação entre a recorrência da mesma estrutura sintática e as ideias introduzidas em cada um dos versos permite identificar o momento em que um acontecimento específico desencadeia uma reação particular no eu lírico.

A alternativa correta é:

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Sobre, o conto “A Sereníssima República”, de Machado de Assis, é correto afirmar:

I - Pode-se inferir, pela leitura do conto, uma crítica ao sistema eleitoral, no discurso de um cônego que afirma ter achado uma espécie de aranha que fala e organizado uma sociedade delas, chamada Sereníssima República. Ele escolhe um sistema eleitoral, mas esse vai sendo fraudado, adaptado conforme interesses pessoais, extremamente corrupto;
II - Em um primeiro nível de significação, a narrativa do Cônego Vargas pode ser lida apenas como uma tentativa de valorizar a produção científica nacional;
III - No final do conto, o Cônego Vargas consegue dar uma organização social às aranhas, elegendo seus representantes político-administrativos com lisura e transparência;
IV - Pode-se perceber no conto a análise das cruéis relações de dominação entre seres iguais, todos subjugados por um sistema político e social marcado pelo autoritarismo, mas que não hesitam em reproduzir e legitimar a opressão de que são vítimas.

A alternativa correta é:

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Observe o seguinte excerto atribuído a Sigmund Freud: “O sonho é a satisfação de que o desejo se realize”.

Há mais de uma oração nesse período, portanto podemos afirmar que é composto e não simples.

Observe as informações a seguir e assinale o que estiver correto em relação à sintaxe desse período.

I. O período é composto por duas orações que estabelecem uma relação coordenada entre elas.

II. Há uma oração coordenada assindética e outra sindética explicativa, respectivamente.

III. O período é composto por subordinação, em que a primeira oração é a principal e a segunda é subordinada substantiva completiva nominal.

Podemos afirmar corretamente que:

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Considere o período a seguir e analise as afirmações:

“Na época de Cristo não haviam indústrias para poluir e assim mesmo haviam problemas sociais entre as pessoas”.

I. Solicismo, pois o verbo “haver” deveria estar grafado no singular, uma vez que se trata de um verbo impessoal, ou seja, não possui sujeito com o qual deva estabelecer concordância verbal.

II. Pleonasmo vicioso, pois é desnecessário afirmar que “problemas sociais” sejam “entre as pessoas”, ou melhor, se é social, obviamente envolve pessoas.

III. Hiato, pois o fonema /i/ ocorre em todas as palavras, sem objetivo criativo.

Podemos afirmar corretamente que: