TEXTO
RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
A respeito dos termos do segundo verso “calmo, magro e triste”, pode-se concluir que:
Observe a frase a seguir: O QUADRO DE MARIA É LINDO.
Pode-se perceber a presença de ambiguidade nessa frase.
A presença dessa ambiguidade decorre do:
Leia a charge a seguir e responda aquestão.
A partir da leitura da frase que intitula a charge e da fala do personagem, presente no terceiro balão, infere-se do texto que:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A figura de linguagem responsável pelo efeito de humor dos quadrinhos acima é:
Leia o texto para responder à questão.
Texto
Overbook
Vivo com alguns amigos e com uns poucos inimigos.
Todos necessários ou, pelo menos, inevitáveis.
São pessoas diferentes, com diferentes idades, nomes e apelidos próprios.
Diferem também no jeito de encarar e sentir a coisas.
Uns eu conheço bem, outros nem tanto.
Acordamos e dormimos juntos e, enquanto escrevo esta coluna, estamos todos ocupando o assento 4D de um avião.
Um em cima do outro, sobrepostos. Felizmente pelo custo de uma única passagem.
Somos eu, o Filho de meu pai, o Pai da minha filha, o Marido de minha mulher, do Dono da minha empresa, o Religioso, o Gozador, o Boêmio, o Rebelde, o Civilizado... contei uns 17.
Estamos todos a caminho de Londrina, a trabalho.
Nem todos querem viajar. Duas horas antes, alguns não queriam fazer a barba.
Tudo é resolvido numa espécie de reunião de condomínio. O prédio não tem síndico.
O avião se prepara para decolar: o Religioso reza uma “avemaria”, enquanto o gozador pega o gancho da “ave” e vai trocando a letra “ave, Maria, cheia de garças, sabiá é convosco, bem-te-vi entre nós...” enche a prece de passarinhos – mesmo assim é uma prece. Ele acha que Deus é humor.
O avião ainda nem saiu do chão e o passageiro da frente deita a poltrona com violência. O Rebelde tenta se livrar das cordas, sem sucesso – o Dono da empresa e o Civilizado acham prudente amarrá-lo quanto viajamos a negócios.
Nós de marinheiro.
Não conheço Londrina, mas ouvi muito sobre a cidade na minha infância.
O Sobrinho do meu tio é o mais animado com a viagem, começa a planejar programas, atrapalhando a concentração do Dono da minha empresa, que queria repassar os tópicos da apresentação.
Os dois começam a discutir, para desespero do Boêmio, que queria dormir.
A aeromoça passa oferecendo balas. O Neto do meu avô enche a mão.
O colunista vai parando por aqui, porque o piloto acaba de avisar que vamos entrar numa zona de turbulência.
O comentário do Gozador é impublicável.
TOLEDO, Luiz. Overbook. 29 Horas. São Paulo: Meta 29, set. 2013. p. 32.A constituição formal e discursiva do texto indica que se trata de um texto do gênero
Pendurada na Ucrânia
A ordem direta dos termos na frase contribui para a clareza da mensagem, mas há casos em que pode gerar perplexidade. O site G1, da Globo, publicou esta curiosa manchete em junho:
“Mulher cai do 8° andar, mas fica pendurada pelo vestido na Ucrânia”. Pendurada na Ucrânia? Dá o que pensar.
A ambiguidade gerada na frase decorre:
TEXTO
À PRIMEIRA VISTA
Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...
Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...
Observamos a recorrência de uma mesma estrutura sintática na articulação de todas as orações que compõem o texto “À primeira vista”. Sobre esse recurso, observe as afirmações e marque a alternativa correta:
I - Todos os versos iniciam-se por uma oração subordinada adverbial temporal que antecede a oração principal;
II - A estrutura regular das três estrofes, cujos versos apresentam períodos compostos por subordinação, contribui para criar no leitor/ouvinte a ideia de repetição;
III - A relação entre a recorrência da mesma estrutura sintática e as ideias introduzidas em cada um dos versos permite identificar o momento em que um acontecimento específico desencadeia uma reação particular no eu lírico.
A alternativa correta é:
Sobre, o conto “A Sereníssima República”, de Machado de Assis, é correto afirmar:
I - Pode-se inferir, pela leitura do conto, uma crítica ao sistema eleitoral, no discurso de um cônego que afirma ter achado uma espécie de aranha que fala e organizado uma sociedade delas, chamada Sereníssima República. Ele escolhe um sistema eleitoral, mas esse vai sendo fraudado, adaptado conforme interesses pessoais, extremamente corrupto;
II - Em um primeiro nível de significação, a narrativa do Cônego Vargas pode ser lida apenas como uma tentativa de valorizar a produção científica nacional;
III - No final do conto, o Cônego Vargas consegue dar uma organização social às aranhas, elegendo seus representantes político-administrativos com lisura e transparência;
IV - Pode-se perceber no conto a análise das cruéis relações de dominação entre seres iguais, todos subjugados por um sistema político e social marcado pelo autoritarismo, mas que não hesitam em reproduzir e legitimar a opressão de que são vítimas.
A alternativa correta é:
Observe o seguinte excerto atribuído a Sigmund Freud: “O sonho é a satisfação de que o desejo se realize”.
Há mais de uma oração nesse período, portanto podemos afirmar que é composto e não simples.
Observe as informações a seguir e assinale o que estiver correto em relação à sintaxe desse período.
I. O período é composto por duas orações que estabelecem uma relação coordenada entre elas.
II. Há uma oração coordenada assindética e outra sindética explicativa, respectivamente.
III. O período é composto por subordinação, em que a primeira oração é a principal e a segunda é subordinada substantiva completiva nominal.
Podemos afirmar corretamente que:
Considere o período a seguir e analise as afirmações:
“Na época de Cristo não haviam indústrias para poluir e assim mesmo haviam problemas sociais entre as pessoas”.
I. Solicismo, pois o verbo “haver” deveria estar grafado no singular, uma vez que se trata de um verbo impessoal, ou seja, não possui sujeito com o qual deva estabelecer concordância verbal.
II. Pleonasmo vicioso, pois é desnecessário afirmar que “problemas sociais” sejam “entre as pessoas”, ou melhor, se é social, obviamente envolve pessoas.
III. Hiato, pois o fonema /i/ ocorre em todas as palavras, sem objetivo criativo.
Podemos afirmar corretamente que: