Leia a frase abaixo extraída da música Epitáfio da banda Titãs:
Queria ter aceitado a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier.
O trecho apresenta uma figura de linguagem denominada Antítese.
Aponte o trecho em que esse recurso fica evidente:
O domínio da regência dos nomes ajuda a estabelecer coerência em um texto. O conhecimento das regras que regem a língua permite estabelecer, manter e reconhecer os sentidos de um texto.
Analisando as questões sobre a regência nominal, as palavras: ANSIOSO, CONTEMPORÂNEO e MISERICORDIOSO são regidas, respectivamente, pelas preposições:
Numere as palavras da segunda coluna conforme os processos de formação numerados na primeira coluna:
1) derivação prefixal.
2) composição por aglutinação.
3) derivação prefixal e sufixal.
4) derivação parassintética.
5) composição por justaposição.
( ) aguardente
( ) pontapé
( ) desprestígio
( ) infinitamente
( ) submarino
A sequência correta, de cima para baixo, será:
A reescrita da frase “Os cientistas não se satisfazem com apenas a cura de uma doença, desejam, também, que a cura seja rápida e eficaz” está de acordo com a norma-padrão e mantém seu sentido original, em linhas gerais, em:
Leia o trecho extraído do conto “Depois do dilúvio”, presente no livro Contos indígenas brasileiros, de Daniel Munduruku:
“Os Kaiurucré continuavam a fazer, com as cinzas, outros animais. Faziam isso sempre de noite. Num certo dia, estando a esculpir um outro bicho, começou a amanhecer e isso era muito perigoso para eles. Para que este bicho ficasse perfeito, faltava apenas a língua, os dentes e algumas unhas. Mas eles não teriam tempo de completar. A solução foi colocar varinhas na boca do animal.
– Como vocês não têm dentes – disse o ancestral – comerão apenas formigas.
E é por isso que o tamanduá é um animal inacabado, incompleto e imperfeito.”
Tendo o episódio do tamanduá como referência e outros mitos Kaigang semelhantes que compõem o conto de Daniel Munduruku, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
Nós só usamos 10% do cérebro?
[1] Olha, você pode ter muitos defeitos, mas está livre dessa culpa: os tais 10% são pura lenda. “Sabemos
que grande parte do cérebro é utilizada. Isso explica por que até microlesões cerebrais podem causar danos
graves e irreversíveis”, diz o neurocientista e pesquisador do Hospital Sírio-Libanês, Erich Fonoff. Quantos
por cento então? “Atribuir um percentual é leviano. Para isso, teríamos que saber o que são os 100%. Ainda
[5] não chegamos nesse nível”.
Especialistas dizem que o “mito dos 10%” surgiu entre os defensores da paranormalidade. Para eles,
utilizar 100% é exclusividade de quem levita, lê mentes e entorta garfos a distância, enquanto atividades do
dia a dia limitam o resto de nós a apenas um décimo da “força do pensamento”. Bom, não apenas o suposto
cálculo foi puro chute, como a ciência nunca provou a existência de telepatia, telecinese e fenômenos afins.
[10] Mas e aqueles exercícios de aumentar a potência do cérebro? São mentira também? Nem todos. “O
sistema nervoso é plástico. Se for estimulado, aumenta o seu potencial colossalmente”, diz o chefe do
laboratório de Neurociências do Instituto de Biociências, Gilberto Xavier.
Fonte: Revista Superinteressante, jun. 2015, p. 7.A informação de que usamos só 10% do cérebro não possui, segundo o texto, base científica.
Somente NÃO comprova isso o uso da seguinte palavra do texto:
Leia atentamente o trecho retirado da peça teatral O demônio familiar, de José de Alencar.
EDUARDO: Por que, minha irmã? Todos devemos perdoar-nos mutuamente; todos somos culpados por havermos acreditado ou consentido no fato primeiro, que é a causa de tudo isto. O único inocente é aquele que não tem imputação, e que fez apenas uma travessura de criança, levado pelo instinto da amizade. Eu o corrijo, fazendo do autônomo homem; restituo-o a sociedade, porém expulso-o do seio de minha família e fecho-lhe para sempre a porta de minha casa. (A Pedro) Toma: é tua carta de liberdade, ela será a tua punição de hoje em diante, porque as tuas faltas recairão unicamente sobre ti; porque a moral e a lei te pedirão uma conta severa de tuas ações. Livre, sentirás a necessidade do trabalho honesto e apreciarás os nobres sentimentos que hoje não compreendes. (Pedro beija-lhe a mão)
AZEVEDO: Mas agora, por simples curiosidade, diz-me, Gamim, que interesse tinhas em desfazer o meu casamento?
PEDRO: Sr. moço Eduardo gosta de sinhá Henriqueta!
AZEVEDO: Ah!... bah!...
EDUARDO: Sim, meu amigo. Eu amo Henriqueta e para mim esse casamento seria uma desgraça; para o senhor era uma pequena questão de gosto e para seu pai um compromisso de honra. Hoje mesmo pretendia solver essa obrigação. Aqui está uma ordem sobre o Souto; O Sr. Vasconcelos nada lhe deve.
VASCONCELOS: Como? Fico então seu devedor?
EDUARDO: Essa dívida é o dote de sua filha.
HENRIQUETA: Oh! Que nobre coração!
EDUARDO: Quem mo deu?
HENRIQUETA: Sou eu que sinto orgulho em lhe pertencer, Eduardo.
(O demônio familiar, José de Alencar.)
Sobre a peça, é INCORRETA a alternativa:
Texto
Sobre a palavra “que”, usada no 3.º quadrinho do texto, é CORRETO afirmar que se trata de um elemento de coesão, o qual
Chega!
Chega!
Que mundo é esse?
Eu me pergunto!
Chega!
Quero sorrir, mudar de assunto!
Falar de coisa boa
Mas na minha alma ecoa
Agora um grito
Eu acredito que você vai gritar junto!
A gente é saco de pancada
Há muito tempo e aceita
Porrada da esquerda
Porrada da direita
É tudo flagrante
Novas e velhas notícias
Mentiras verdadeiras
Verdades fictícias
Polícia prende o bandido
Bandido volta pra pista
Bandido mata polícia
Polícia mata o surfista
O sangue foi do Ricardo
Podia ser do Medina
Podia ser do seu filho
Jogando bola na esquina
Morreu mais uma menina
Que falta de sorte
Não traficava cocaína
E recebeu pena de morte!
Mais uma bala perdida
Paciência
Pra ela ninguém fez nenhum pedido de clemência
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/gabriel-pensador/chega/. Acesso em: 14 out. 2021.Sobre a ideias veiculadas pela música Chega, é CORRETO afirmar que
Quem tem o direito de falar?
[1] [...] Há várias maneiras de silêncio. A mais comum é simplesmente calar quem não tem direito à
voz. Isso é o que nos lembram todos aqueles que se engajaram na luta por grupos sociais vulneráveis e
objetos de violência contínua (negros, homossexuais, mulheres, travestis, palestinos, entre tantos outros).
Mas há ainda outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar sua fala. Assim, um será a voz dos
[5] negros e pobres, já que o enunciador é negro e pobre. O outro será a voz das mulheres e lésbicas, já que o
enunciador é mulher e lésbica. A princípio, isso pode parecer um ato de dar voz aos excluídos e subalternos,
fazendo com que negros falem sobre os problemas dos negros, mulheres falem sobre os problemas das
mulheres, e por aí vai.
No entanto, essa é apenas uma forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais atentos a tal
[10] estratégia de silenciamento identitário. Ao final, ela quer nos levar a acreditar que negros devem apenas
falar dos problemas dos negros, que mulheres devem apenas falar dos problemas das mulheres.
Pensar a política como circuito de afetos significa compreender que sujeitos políticos são criados
quando conseguem mudar a forma como o espaço comum é afetado.
Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não circulavam, mas quando aceito limitar minha fala
[15] pela identidade que supostamente represento, não mudarei a forma de circulação de afetos, pois não
conseguirei implicar quem não partilha minha identidade na narrativa do meu sofrimento. Minha produção
de afecções continuará circulando em regime restrito, mesmo que agora codificada como região setorizada
do espaço comum.
Ser um sujeito político é conseguir enunciar proposições que implicam todo mundo, que podem
[20] implicar qualquer um, ou seja, que se dirigem a essa dimensão do “qualquer um” que faz parte de cada um
de nós. É quando nos colocamos na posição de qualquer um que temos mais força de desestabilização de
circuitos hegemônicos de afetos.
O verdadeiro medo do poder é que você se coloque na posição de qualquer um.
Fonte: SAFATLE, Vladimir. Quem tem o direito de falar? Jornal Folha de São Paulo. C12 Ilustrada, 25 set. 2015. Adaptado.Segundo o texto, aquele que limita a fala de alguém a temas específicos é, EXCETO