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Para responder à questão, leia atentamente o texto.

TEXTO

Os textos apresentam com frequência diversas funções da linguagem.

Assinale, dentre as funções apresentadas, aquela que aparece de forma mais explícita na tirinha de Alexandre Beck:

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Leia o trecho do livro “Feliz Ano Velho”, de Marcelo Rubens Paiva, que trata de uma experiência autobiográfica sobre um acidente sofrido pelo autor após mergulhar e bater acidentalmente com a cabeça no fundo de um lago.

“Oito horas da noite, com toda a família reunida, chega a peça. Um italianão de um metro e oitenta e um nariz de meter medo. A cara do Lando Buzzanca, e parlava, parlava, um bom papo.

Abriu a maletinha, fez os testes da agulha.

— Sente aqui?
— Sinto.
— De zero a dez, quanto você sente?
— Dez.
— E aqui?
— Dez.
— Aqui?
— Ummm... oito.
— Aqui?
— Cinco.

Mas, de repente, na altura dos meus mamilos, a sensibilidade ficava a zero. Era como se meu corpo acabasse ali. Daria perfeitamente pra desenhar uma linha limítrofe separando onde eu sentia de onde eu não sentia. Descendo mais um pouco, veio o famoso teste do martelinho no joelho. Pimba! Plunque, a perna levantava. Bom, o reflexo do joelho estava em ordem.

— É bom isso, doutor?
— Não dá pra dizer muita coisa, mas é bom.

Veio a explicação do que tanto agoniava a gente. Estava tendo contrações involuntárias na perna. Assim como, batendo no joelho, a perna levantava. Essas contrações tinham o mesmo sentido”.

Paiva, Marcelo Rubens, Feliz ano velho [recurso eletrônico] / Marcelo Rubens Paiva. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

A partir das informações do trecho acima e de outros conhecimentos é correto afirmar que

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Leia o texto seguinte para as questão.

Das prováveis interpretações da charge, não é possível que:

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Prefácio

Assim é que elas foram feitas (todas as coisas) –
sem nome.
Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.
Insetos errados de cor caíam no mar.
A voz se estendeu na direção da boca.
Caranguejos apertavam mangues.
Vendo que havia na terra
dependimentos demais
e tarefas muitas –
os homens começaram a roer unhas.
Ficou certo pois não
que as moscas iriam iluminar
o silêncio das coisas anônimas.
Porém, vendo o Homem
que as moscas não davam conta de iluminar o
silêncio das coisas anônimas –
passaram essa tarefa para os poetas.

BARROS, Manoel de. Prefácio. In: Conserto a céu aberto para solos de ave. Obras completas. São Paulo: Leya, 2010. p. 288.

Examine as sentenças seguintes, acerca do poema Prefácio.

I. O trecho: “Assim é que elas foram feitas (todas as coisas)/ – sem nome.” apresenta-se na ordem indireta, estando as expressões “Assim” e “é que elas” exercendo, respectivamente, a função de adjunto adverbial de modo e a função expletiva ou pleonástica.

II. A frase: “Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.” traz em si marcas da linguagem oral e não está de acordo com as normas da língua culta ou padrão.

III. O poema apresenta-se com vários hipérbatos e um neologismo.

IV. O “eu lírico” universaliza a figura do Homem referindo-se a ambos os sexos e ridiculariza a figura da mulher, ao utilizar a expressão “fêmea em pé.”.

V. No poema, “o Homem”, apesar de estar gramaticalmente no singular, tem função semântica plural, comprovada pela desinência de “passaram”.

VI. A ausência de pontuação nos poemas tem função, por exemplo, de ilimitar a imaginação do leitor, mas em Prefácio, a pontuação é utilizada, sendo o travessão, nos três casos, seguidos de ideias de teor consecutivo.

VII. No poema, o trecho “pois não” corresponde semanticamente a “Porém”. VIII. No poema, o trecho “pois não” tem a mesma função morfológica de “Porém”.

IX. No poema, o ser humano é tido como ser superior, ao exercer a competência de delegar funções.

X. No poema, o ser humano constata a inabilidade das moscas para percepções humanas.

A soma dos números correspondentes às sentenças acima incorretas, de conformidade com o texto é:

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Leia a letra da música abaixo para responder aquestão.

Incelença pro amor retirante (Elomar Figueira Melo)

Vem amiga visitar
A terra, o lugar
Que você abandonou
Inda ouço murmurar
Nunca vou te deixar
Por Deus Nosso Senhor
Pena cumpanheira agora
Que você foi embora
A vida fulorô
Ouço em toda noite escura
Como eu a tua procura
Um grilo a cantar
Lá no fundo do terreiro
Um grilo violeiro
Inhambado a procurar
Mas já pela madrugada
Ouço o canto da amada
Do grilo cantador
Geme os rebanhos na aurora
Mugindo cadê a senhora
Que nunca mais voltou
Faz um ano em janeiro
Que aqui pousou um tropeiro
O cujo prometeu
De na derradeira lua
Trazer notícia tua
Se vive ou se morreu
Derna aquela madrugada
Tenho os olhos na istrada
E a tropa não voltou
Ao sinhô peço clemença
Num canto de incelença
Do amor que ritirou

Disponível em:https://www.letras.mus.br/elomar/376570/ Acesso em: 7 dez. 2016.

Examine as sentenças acerca da letra da música Incelença pro amor retirante, julgando-as por meio dos sinais C para corretas e I para incorretas

1. Essa letra remete às canções de gesta portuguesas, características da Renascença, evidenciando um intertexto.

2. O texto estabelece íntima relação com a cultura popular brasileira, porque remete às relações sociais e econômicas no meio rural.

3. A música apresenta, ao mesmo tempo, um tema universal, a dor pelo amor perdido e uma ambientação e linguagem local, o sertão brasileiro.

4. Os elementos regionais estão presentes em todo o texto: linguagem, cultura e espaço.

5. Há uma acentuada presença de religiosidade na letra da música.

6. A prosopopeia é um recurso utilizado para camuflar a intenção de eu-lírico.

7. O eu-lírico ao iniciar a letra remete, respectivamente, à segunda e terceira pessoa do discurso.

8. O eu-lírico, enquanto remetente, alterna o uso entre a segunda e terceira pessoa do discurso.

9. O eu-lírico assume o papel de narrador onisciente.

10. Não é clara a fusão do gênero lírico com o narrativo.

A alternativa que corresponde à análise é:

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Leia o fragmento a seguir para responder a questão.

Tua amada mandou para ti, disse Florita. Cansou de ser metade bicho, metade mulher.

Florita me provocava? A crença em seres sobrenaturais sumia de manhã e voltava à noite. Jogamos os peixes para os urubus do matadouro; quando sumiu o cheiro de vísceras e fel, recebi cartas e bilhetes de pessoas que tinham sido seduzidas e depois perseguidas por seres do fundo das águas. Uma grávida, com medo de dar à luz uma menina com cara de boto, escreveu que dormia na beira do Amazonas e cantava para o rio quando o sol nascia. Um homem que sonhava com uma inscrição milenar numa pedra no rio Nhamundá e se dizia imortal porque os encantados não morrem [...]. Gastei muito dinheiro com barqueiros. E o que trouxeram para mim? Mitos e meninas violentadas.

HATOUM, Milton. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 65.

Verifica-se, por parte do narrador, uma oscilação discursiva entre

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Leia o poema a seguir para responder à questão.

Catar feijão

Catar feijão se limita com escrever:
Joga-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na folha de papel;
E depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
Agua congelada, por chumbo seu verbo:
Pois para catar esse feijão, soprar nele,
E jogar fora o leve e o oco, palha eco,


Ora, nesse catar feijão entra um risco:
O de que entre grãos pesados entre
Um grão qualquer, pedra ou indigesto,
Um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
A pedra dá à frase seu grão mais vivo:
Obstrui a leitura fluviante, flutual,
Açula a atenção, isca-a com o risco.

MELO NETO, João Cabral de. Poesias completas. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 21-22.

Verifica-se, no poema, a presença de rimas

PortuguêsUNIEVA2017

Leia o fragmento a seguir para responder à questão.

Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.

— Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno.

MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Klick Editora, 1999. p. 53.

Tem-se, no segundo parágrafo do excerto apresentado, um exemplo de discurso

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Leia a fábula a seguir para responder a questão.

A galinha dos ovos de ouro

Por receber de um homem reverências em excesso, Hermes o gratificou com uma galinha que botava ovos de ouro. Mas o homem não teve paciência para aguardar o lucro parcelado e, supondo que a galinha fosse por dentrotoda de ouro, matou-a sem nenhuma hesitação. Resultou que ele não apenas teve frustradas suas expectativas como também ficou sem os ovos, pois descobriu que as entranhas da galinha eram de carne.

ESOPO. Fábulas completas. Tradução Maria Celeste C. Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013. p. 215. (Adaptado)

Qual enunciado mantém, de forma coesa e coerente, as relações de sentido presentes no período “Por receber de um homem reverências em excesso, Hermes o gratificou com uma galinha que botava ovos de ouro”?

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Tamanho não é documento

Talvez o universo seja a maior coisa que exista, mas sem nosso cérebro não teríamos a menor noção disso. Aliás, sem nosso cérebro não teríamos noção de qualquer coisa. É realmente espantoso que tudo o que somos seja orquestrado por uma massa de neurônios de não mais do que 1,4kg.

Se você acha que o segredo do nosso cérebro está no seu peso, veja que o de um golfinho pesa 1,6 kg. Mesmo que golfinhos sejam bem inteligentes, não escrevem poemas ou constroem rádios telescópios.

A comparação do peso do cérebro com o peso do corpo também não soluciona o mistério. Por exemplo, a razão do peso do cérebro para o do corpo nos humanos é de 1:40, a mesma que para ratos. Já para cachorros, a razão é de 1:125 e para formigas de 1:7. Formigas certamente são inteligentes, mas não mais do que cachorros ou humanos.

O cérebro humano cresceu bastante de 3 milhões de anos para cá. Mesmo assim, tamanho não parece ser a resposta. De acordo com os neurocientistas Randy Buckner e Fenna Krienen, da Universidade de Harvard, nos EUA, a resposta está nas conexões entre os neurônios, que é unicamente rica nos humanos.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas mapearam o cérebro humano e o de outras espécies usando a ressonância magnética funcional. Nas outras espécies, os neurônios são conectados localmente. Nos humanos, as
córtices estão interligadas de forma diferente, parecendo - se mais com os nodos de conexão de uma cidade grande do que com uma estrada que liga um ponto a outro.

Essa riqueza na interconectividade neuronal parece ser a chave do nosso sucesso. Nos animais, a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão. No cérebro humano, regiões diferentes podem trocar informação sem qualquer estímulo externo.

GLEISER, Marcelo. Tamanho não é documento. Folha de S. Paulo, 05 jan. 2014, p. B10. (Adaptado).

Qual ação argumentativa o operador “mas” realiza no enunciado “Talvez o universo seja a maior coisa que exista, mas sem nosso cérebro não teríamos a menor noção disso”?