Leia o texto a seguir para responder à questão.
Tamanho não é documento
Talvez o universo seja a maior coisa que exista, mas sem nosso cérebro não teríamos a menor noção disso. Aliás, sem nosso cérebro não teríamos noção de qualquer coisa. É realmente espantoso que tudo o que somos seja orquestrado por uma massa de neurônios de não mais do
que 1,4kg.
Se você acha que o segredo do nosso cérebro está no seu peso, veja que o de um golfinho pesa 1,6 kg. Mesmo que golfinhos sejam bem inteligentes, não escrevem poemas ou constroem rádios telescópios. O cérebro humano cresceu bastante de 3 milhões de anos para cá. Mesmo assim, tamanho não parece ser a resposta. De acordo com os neurocientistas Randy Buckner e Fenna Krienen, da Universidade de Harvard, nos EUA, a resposta está nas conexões entre os neurônios, que é unicamente rica nos humanos.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas mapearam o cérebro humano e o de outras espécies usando a ressonância magnética funcional. Nas outras espécies, os neurônios são conectados localmente. Nos humanos, as córtices estão interligadas de forma diferente, parecendo- se mais com os nodos de conexão de uma cidade grande do que com uma estrada que liga um ponto a outro.
Essa riqueza na interconectividade neuronal parece ser a chave do nosso sucesso. Nos animais, a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão. No cérebro humano, regiões diferentes podem trocar informação sem qualquer estímulo externo.
GLEISER, Marcelo. Tamanho não é documento. Folha de S. Paulo, 05 jan. 2014, p. B10. (Adaptado).O autor defende a tese segundo a qual
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dinheiro não traz felicidade
Para quem os acusa de consumistas interessados principalmente em dinheiro, os jovens cadastrados no CIEE reservam uma surpresa. Enquete sobre o que é felicidade no trabalho ou estágio, realizada pelo CIEE, revela que a remuneração é o fator que vem em último lugar, valorizada apenas por 7% dos estudantes. Na cabeça, eles cravaram: ter perspectivas e reconhecimento profissional, com 38% das respostas. Na sequência, com percentuais acima de dois dígitos, vêm: oportunidade de fazer o que gosta e ter relacionamentos respeitosos e bom ambiente.
No trecho “Para quem os acusa de consumistas interessados principalmente em dinheiro”, o termo “os” constitui exemplo de uma referência
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Tamanho não é documento
Talvez o universo seja a maior coisa que exista, mas sem nosso cérebro não teríamos a menor noção disso. Aliás, sem nosso cérebro não teríamos noção de qualquer coisa. É realmente espantoso que tudo o que somos seja orquestrado por uma massa de neurônios de não mais do
que 1,4kg.
Se você acha que o segredo do nosso cérebro está no seu peso, veja que o de um golfinho pesa 1,6 kg. Mesmo que golfinhos sejam bem inteligentes, não escrevem poemas ou constroem rádios telescópios. O cérebro humano cresceu bastante de 3 milhões de anos para cá. Mesmo assim, tamanho não parece ser a resposta. De acordo com os neurocientistas Randy Buckner e Fenna Krienen, da Universidade de Harvard, nos EUA, a resposta está nas conexões entre os neurônios, que é unicamente rica nos humanos.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas mapearam o cérebro humano e o de outras espécies usando a ressonância magnética funcional. Nas outras espécies, os neurônios são conectados localmente. Nos humanos, as córtices estão interligadas de forma diferente, parecendo- se mais com os nodos de conexão de uma cidade grande do que com uma estrada que liga um ponto a outro.
Essa riqueza na interconectividade neuronal parece ser a chave do nosso sucesso. Nos animais, a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão. No cérebro humano, regiões diferentes podem trocar informação sem qualquer estímulo externo.
GLEISER, Marcelo. Tamanho não é documento. Folha de S. Paulo, 05 jan. 2014, p. B10. (Adaptado).No trecho “Nos animais, a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão”, a palavra “limita” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido ao enunciado, porextingue
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Tamanho não é documento
Talvez o universo seja a maior coisa que exista, mas sem nosso cérebro não teríamos a menor noção disso. Aliás, sem nosso cérebro não teríamos noção de qualquer coisa. É realmente espantoso que tudo o que somos seja orquestrado por uma massa de neurônios de não mais do que 1,4kg.
Se você acha que o segredo do nosso cérebro está no seu peso, veja que o de um golfinho pesa 1,6 kg. Mesmo que golfinhos sejam bem inteligentes, não escrevem poemas ou constroem rádios telescópios.
A comparação do peso do cérebro com o peso do corpo também não soluciona o mistério. Por exemplo, a razão do peso do cérebro para o do corpo nos humanos é de 1:40, a mesma que para ratos. Já para cachorros, a razão é de 1:125 e para formigas de 1:7. Formigas certamente são inteligentes, mas não mais do que cachorros ou humanos.
O cérebro humano cresceu bastante de 3 milhões de anos para cá. Mesmo assim, tamanho não parece ser a resposta. De acordo com os neurocientistas Randy Buckner e Fenna Krienen, da Universidade de Harvard, nos EUA, a resposta está nas conexões entre os neurônios, que é unicamente rica nos humanos.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas mapearam o cérebro humano e o de outras espécies usando a ressonância magnética funcional. Nas outras espécies, os neurônios são conectados localmente. Nos humanos, as
córtices estão interligadas de forma diferente, parecendo - se mais com os nodos de conexão de uma cidade grande do que com uma estrada que liga um ponto a outro.
Essa riqueza na interconectividade neuronal parece ser a chave do nosso sucesso. Nos animais, a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão. No cérebro humano, regiões diferentes podem trocar informação sem qualquer estímulo externo.
GLEISER, Marcelo. Tamanho não é documento. Folha de S. Paulo, 05 jan. 2014, p. B10. (Adaptado).No trecho “É realmente espantoso que tudo o que somos seja orquestrado por uma massa de neurônios de não mais do que 1,4 kg”, a expressão “seja orquestrado” constitui a base semântica de uma
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A divulgação científica é uma prática eminentemente heterogênea, na medida em que incorpora no seu fio discursivo tanto elementos provenientes daquele que lhe serve de fonte - o discurso científico - quanto daquele que pretende atingir - o discurso jornalístico. E, portanto, no limiar entre uma e outra prática discursiva, no espaço do interdiscurso, que a atividade da divulgação científica se desenvolve. O diálogo, o contato com o seu exterior discursivo é, aqui, o elemento chave na compreensão do que vem a ser este gênero discursivo.
LEIBRUDER, Ana Paula. O discurso de divulgação científica. In: BRANDÃO, Helena Nagamine. Gêneros do discurso na escola. São Paulo: Cortez, 2000. p. 230.No trecho “A divulgação científica é uma prática eminentemente heterogênea”, a palavra “eminentemente” desempenha um papel argumentativo de modalizador de
Leia o excerto a seguir.
“Garimpeiros do mar” encontram de tudo nas águas da Zona Sul
Histórias de quem passa os dias mergulhando na orla do Rio em busca de objetos que vão de joias a câmeras.
As aspas são um sinal gráfico que exerce funções variadas no texto escrito.
No sintagma “Garimpeiros do mar”, as aspas servem para indicar que essa expressão
Leia o poema a seguir para responder à questão.
Canção
Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar;
- depois, abrio mar com as mãos,
Para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas,
E a cor que escorre de meus dedos
Colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
Anoite se curva de frio;
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
Para fazer com que o mar cresça,
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça.
No segundo verso da terceira estrofe do poema tem-se um exemplo de
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São Paulo perde participação na pauta exportadora brasileira desde 2009
São Paulo perdeu participação nas exportações brasileiras desde a crise financeira que se acentuou em 2009. Segundo o Boletim Regional do Banco Central, o Estado respondia em 2013 por 23,2% dos embarques. Em 2009, eram 29,2%.
O comportamento é explicado pela queda na venda de manufaturados, que têm grande participação na pauta exportadora do Estado e foram os mais afetados pela queda no consumo dos países importadores.
Nesse período, as vendas de produtos fabricados no Estado caíram 0,5% ao ano. As exportações nacionais avançaram, na média, 4,1% ao ano.
Folha de S. Paulo, 19 nov. 2014, p. B2No segundo parágrafo, o pronome “que”, introdutor de uma oração relativa, faz retomada do seguinte elemento:
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São Paulo perde participação na pauta exportadora brasileira desde 2009
São Paulo perdeu participação nas exportações brasileiras desde a crise financeira que se acentuou em 2009. Segundo o Boletim Regional do Banco Central (BC), o Estado respondia, em 2013, por 23,2% dos embarques. Em 2009, eram 29,2%.
O comportamento é explicado pela queda na venda de manufaturados, que têm grande participação na pauta exportadora do Estado e foram os mais afetados pela queda no consumo dos países importadores.
Nesse período, as vendas de produtos fabricados no Estado caíram 0,5% ao ano. As exportações nacionais avançaram, na média, 4,1% ao ano.
Folha de S. Paulo, 19 nov. 2014, p. B2.No primeiro parágrafo, a citação do Boletim Regional do Banco Central (BC), constitui um instrumento retórico-discursivo por meio do qual o enunciador
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Catar feijão
Catar feijão se limita com escrever:
Joga-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na folha de papel;
E depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
Agua congelada, por chumbo seu verbo:
Pois para catar esse feijão, soprar nele,
E jogar fora o leve e o oco, palha eco,
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
O de que entre grãos pesados entre
Um grão qualquer, pedra ou indigesto,
Um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
A pedra dá à frase seu grão mais vivo:
Obstrui a leitura fluviante, flutual,
Açula a atenção, isca-a com o risco.
No poema, o eu lírico estabelece, entre o ato de catar feijão e o de escrever, uma relação de