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PortuguêsIFPE2020

Leia o TEXTOpara responder às questão.

TEXTO

LEÃO DO NORTE

Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou um boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba, ao som da Orquestra Armorial
Sou Capibaribe num livro de João Cabral

Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo num baque solto de um Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca no Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira pra Nova Jerusalém
Sou Luiz Gonzaga, eu sou do mangue também

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte
Eu sou mameluco, eu sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos Tambores Silenciosos
Sou a Calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O Homem da Meia Noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão

LENINE; PINHEIRO P.C. Leão do Norte. Disponível em: https://www.letras.mus.br/lenine/88967/. Acesso em: 18 out. 2019 (adaptado).

Releia o refrão da música Leão do Norte, reproduzido a seguir, e marque a única alternativa CORRETA quanto à predicação dos versos.

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte

PortuguêsIFPE2020

TEXTO

O SERTANEJO FALANDO

A fala a nível do sertanejo engana:
as palavras dele vêm, como rebuçadas
(palavras confeito, pílula), na glace
de uma entonação lisa, de adocicada.
Enquanto que sob ela, dura e endurece
o caroço de pedra, a amêndoa pétrea,
dessa árvore pedrenta (o sertanejo)
incapaz de não se expressar em pedra.

Daí porque o sertanejo fala pouco:
as palavras de pedra ulceram a boca
e no idioma pedra se fala doloroso;
o natural desse idioma fala à força.
Daí também porque ele fala devagar:
tem de pegar as palavras com cuidado,
confeitá-las na língua, rebuçá-las;
pois toma tempo todo esse trabalho.

MELO NETO, João Cabral. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.

Com base na leitura atenta do poema “O sertanejo falando”, de João Cabral de Melo Neto, avalie as afirmativas a seguir.

I. “A fala a nível do sertanejo engana” porque, apesar de suas palavras parecerem doces, sob elas há a dureza de um “caroço de pedra”.

II. O sertanejo fala pouco porque suas palavras são de pedra e, no idioma em que as palavras são pedra, o falar é doloroso.

III.O sertanejo é capaz de não se expressar em pedra, pois suas palavras são como confeitos, como pílulas: duras por dentro, mas doces por fora.

IV.O sertanejo fala devagar porque, quando traz suas palavras duras à boca, precisa “confeitá-las na língua, rebuçá-las” antes de falá-las.

V. A fala do sertanejo é como uma árvore tenra e arqueável, suas palavras são como o doce do glacê, por isso, fala-se pouco e devagar.

Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas

PortuguêsIFPE2020

TEXTO

Considerando-se os elementos verbais e visuais do TEXTO, é CORRETO afirmar que o que contribui de forma mais efetiva para a construção do humor é

PortuguêsIFPE2017

Assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego das regras dispostas pelo Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

PortuguêsIFPE2018

Leia o TEXTO 3 para responder à questão.

Analisando o diálogo entre as personagens e o contexto da tira que constitui o TEXTO 3, pode-se afirmar que

PortuguêsIFMT2016

É muito comum pessoas que se dedicam à limpeza doméstica acabarem provocarem acidentes por armazenarem, de forma indevida, produtos de limpeza ou mesmo por não manipulá-los de acordo com as instruções dos fabricantes, impressas nos rótulos das embalagens.

Sabe-se que a mistura de amoníaco, água sanitária, sabão em pó e água podem provocar a liberação de fumaça constituída de gases asfixiantes. Para evitar esses acidentes uma precaução adequada pode ser:

PortuguêsIFMT2018

Observe os dois quadrinhos acima. Leia, analise-os e escolha a alternativa CORRETA.

PortuguêsIFMT2016

TEXTO 2

Alma minha gentil, que te partiste

Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa lá no céu eternamente

E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te

Alguma cousa a dor que me ficou

Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,

Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

(Luís Vaz de Camões, in "Sonetos").

No poema, os recursos de expressividade que melhor sustentam a intencionalidade do eu-lírico são:

PortuguêsIFMT2016

O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA

Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira

era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele

para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água

O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.

Falava que os vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito

Porque gostava de carregar água na peneira

Com o tempo descobriu que escrever seria o mesmo que

carregar água na peneira.

No escrever o menino viu

que era capaz de ser noviça,

monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.

Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.

E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o voo de um pássaro

botando ponto final na frase.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor!

A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta.

Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios com as suas peraltagens

E algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos

(BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 469-470.)

Sobre a leitura do poema, analise as afirmativas:

I. O título do texto encerra a ideia central do poema: todo aquele que escreve é um sonhador de coisas abstratas.

II. O escritor, em seu ato criativo, vivencia múltiplas experiências, dando-lhe, inclusive, a oportunidade de vivenciar outros papéis sociais.

III. Para o menino, ao escritor é facultada a possibilidade de fugir de todas as convenções, inclusive daquelas relacionadas à linguagem.

IV. Para a mãe, o poeta é amado pela coerência criativa e primor estético, pois a beleza é inerente à poesia.

Estão corretas as afirmativas

PortuguêsIFMT2016

O coronelismo pode ser definido como o poder exercido pelos homens ricos e proprietários de terras, pessoas influentes politicamente que haviam sido agraciadas, durante o Império, com a patente de Guarda Nacional, correspondentes àquelas do exército, sendo que a maioria deles era chamada de coronel, porém eram coronéis civis, da Guarda Nacional.

(Siqueira, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: Da ancestralidade aos dias atuais, Cuiabá: Entrelinhas, 2002, p. 160).

Baseando-se no texto, analise as afirmativas:

I. A atuação do coronel, na vida, das comunidades era muito grande, pois ele fazia o papel de protetor das famílias, empregador, juiz e padrinho de inúmeras crianças.

II. A união de inúmeros coronéis era denominada de autarquia, cujo poder extrapolava o âmbito das fazendas e do município e formava uma força para decidir sobre o destino do Brasil Republicano.

III. O coronelismo em Mato Grosso foi marcado por lutas políticas regionais e pela utilização de violência, de tal maneira que a região ficou conhecida no cenário nacional como o território do “baraço e do cutelo”, onde vigorava a “Lei do 44”.

Está correto o que se afirmar em: