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PortuguêsFPP2018

Considere o texto publicitário a seguir.

A campanha de utilidade pública tem a intenção de alertar o público-alvo sobre os perigos relacionados ao consumo do crack. Na peça em questão, essa intenção assume a forma de um apelo, revelado pelo emprego

PortuguêsFPP2018

Leia o texto que segue.

Pela libertação das plantas

Hélio Schwartsman

Essa os vegetarianos vão odiar. Se você pensa que basta renunciar à carne e a outros produtos de origem animal para acabar com o especismo que assola o planeta, saiba que as coisas podem não ser tão simples. Ainda que timidamente, vai ganhando corpo a noção de que plantas também devem ser objeto de consideração ética. É um exagero falar em direitos dos vegetais, mas um comitê do governo suíço, após análise de evidências científicas, concluiu que plantas devem ter sua "dignidade" protegida.

Folha de S. Paulo, 18/06/17, p. A2. (Excerto).

A análise dos elementos constitutivos do texto permite inferir que a palavra “especismo” significa

PortuguêsFMJ2017

Um dos traços do estilo de Guimarães Rosa diz respeito à adoção de uma linguagem proverbial. Assinale a alternativa em que a frase desse autor veicula uma mensagem semelhante à do provérbio “Depois da tempestade, vem a bonança”.

PortuguêsFMJ2014

Por que escolhi a delicadeza como parte essencial da condição humana? Por não ser uma qualidade intrínseca do humano. Isso é justamente o que a faz necessária. A delicadeza não é causa de nossa humanidade, é efeito dela. Não é meio, é finalidade. O homem não é necessariamente delicado – daí a urgência de se preservar, na vida social, as condições para a vigência de alguma delicadeza.

Erramos ao chamar os atos que nos repugnam de desumanos. O homem, não o animal, usa de violência contra seu semelhante. O homem inventou o prazer da crueldade: o animal só mata para sobreviver. O homem destrói o que ama – pessoas, coisas, lugares, lembranças. Se perguntarem a um homem por que razão ele se permitiu abusar de seu semelhante indefeso, ele dirá: eu fiz porque nada me impediu de fazer. O abuso da força é um gozo ao qual poucos renunciam. Além disso, o homem é capaz de indiferença, essa forma silenciosa e obscena de brutalidade. O homem atropela o que é mais frágil que ele – por pressa, avidez, sofreguidão, rivalidade – sem perceber que com isso atropela também a si mesmo.

O cientista político Renato Lessa utiliza a imagem do naufrágio como metáfora do humano, em nossos tempos. Proponho acrescentar a esta, a metáfora do atropelamento, que expressa perfeitamente a relação do sujeito contemporâneo com o tempo. Não por acaso a palavra já está incorporada ao uso cotidiano da linguagem para expressar os efeitos da pressa sobre a subjetividade. Dizemos, com frequência, que fomos atropelados pelos acontecimentos – mas quais acontecimentos têm poder de atropelar o sujeito? Aqueles em direção aos quais ele se precipita, com medo de ser deixado para trás. Deixamo-nos atropelar, em nossa sociedade competitiva, porque medimos o valor do tempo pelo dinheiro que ele pode nos render.

(www.mariaritakehl.psc.br. Adaptado.)

Pode-se dizer que a metáfora do atropelamento foi utilizada pela autora como estratégia para

PortuguêsFMJ2016

Desembarcamos

os ferros foram lançados

no porto e nos pulsos

enquanto fomos expulsos

da vida e do continente

estando sujeitos ao pulsar

de incríveis sentimentos

e ao sabor

das ondas e das contingências

rondamos em redor

das continências dos guardas.

Depois da viagem

da travessia e do enjoo

nos colocaram em uma sala

tiraram nossa roupa

nos revistaram, nos vestiram

nos revestiram de oco

e fizeram a chamada.

Ganhei um número de registro

e por um instante

perdi as esperanças.

(Heloísa Buarque de Hollanda e Carlos Alberto Messeder Pereira. Poesia jovem – anos 70, 1982.)

Pela leitura do poema, é correto afirmar que o eu lírico

PortuguêsFMJ2016

A prima Adelaide tinha vinte e quatro anos, e a sua beleza, no pleno desenvolvimento da sua mocidade, tinha em si o condão de fazer morrer de amores. Era alta e bem proporcionada; tinha uma cabeça modelada pelo tipo antigo; a testa era espaçosa e alta, os olhos rasgados e negros, o nariz levemente aquilino. Quem a contemplava durante alguns momentos sentia que ela tinha todas as energias, a das paixões e a da vontade.

Há de lembrar-se o leitor do frio cumprimento trocado entre Adelaide e seu primo Luís Soares; também se há de lembrar que Soares disse ao amigo Pires ter sido amado por sua prima. Ligam-se estas duas coisas. A frieza de Adelaide resultava de uma lembrança que era dolorosa para a moça; Adelaide amara o primo, não com um simples amor de primos, que em geral resulta da convivência e não de uma súbita atração. Amara-o com todo o vigor e calor de sua alma; mas já então o rapaz iniciava os seus passos em outras regiões e ficou indiferente aos afetos da moça. Um amigo que sabia do segredo perguntou-lhe um dia por que razão não se casava com Adelaide, ao que o rapaz respondeu friamente:

– Quem tem a minha fortuna não se casa; mas se se casa é sempre com quem tenha mais. Os bens de Adelaide são a quinta parte dos meus; para ela é negócio da China; para mim é um mau negócio.

O amigo que ouvira esta resposta não deixou de dar uma prova da sua afeição ao rapaz indo contar tudo à moça, que morava com o tio. O golpe foi tremendo, não tanto pela certeza que lhe dava de não ser amada, como pela circunstância de nem ao menos ficar-lhe o direito de estima. A confissão de Soares era um corpo de delito. O confidente oficioso esperava talvez colher os despojos da derrota; mas Adelaide, tão depressa ouviu a delação como desprezou o delator. […]

Quando Soares voltou à casa do tio, a moça achou-se em dolorosa situação; era obrigada a conviver com um homem ao qual nem podia dar apreço.

(Contos fluminenses,1997.)

Pela análise do fragmento, é correto afirmar que o narrador

PortuguêsFMJ2019

Leia o trecho inicial do ensaio “É possível esquecer o futuro?”, de Frédéric Gros, para responder à questão.


“O futuro”, escreve Valéry, “não é mais o que era.” A beleza enigmática dessa frase provém, acredito, de um movimento de superposição e mesmo de confusão entre as dimensões do tempo. Classicamente, poderíamos dizer: o passado era, o presente é e o futuro será. Na frase de Valéry, as dimensões se misturam: o futuro, o que será amanhã, diz ele, não é mais, hoje, o que era outrora. O futuro de hoje não se assemelha mais ao futuro de ontem. Assim, quando Valéry escrevia essa frase, era para testemunhar o sentimento de uma mudança geral e profunda do mundo no qual ele vivia. A frase completa, recordo, é: “Tudo muda, mesmo o futuro não é mais o que era.” A ideia, portanto, é que às vezes há transformações tão consideráveis que até o rosto do futuro é alterado. Hoje também se poderia dizer que mudamos de mundo e de referências. Hoje também mudamos de futuro. Mutação do futuro, portanto.
O futuro sempre foi vivido e pensado como o lugar das incertezas. Aristóteles, por exemplo, falava dos futuros contingentes. Evidentemente, muitos colocaram a questão de saber se essa incerteza estava inscrita nas coisas ou se era apenas o fruto da nossa ignorância. Estará o futuro escrito em alguma parte como uma fatalidade escondida aos olhos dos homens? Ou será que, de fato, nada está previsto de antemão? Seja como for, é essa incerteza que produz, na alma humana, uma oscilação incessante entre a esperança e o temor, uma agitação perpétua entre a confiança e o medo.

(Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era, 2013.)

Para o autor do ensaio, ao escrever que “o futuro não é mais o que era”, Valéry busca chamar a atenção para

PortuguêsFMJ2014

Rio, 6 de maio de 1946.

Clarice

Seminarstrasse é decididamente a única rua do mundo em que você poderia morar: estou imaginando um calçamento de pedras, certinho, uma ladeira até o fim, o Consulado num edifício de dois andares. Bem, agora é que me veio a ideia de que em Seminarstrasse é somente o Consulado; mas de qualquer maneira é Seminarstrasse, não tem dúvida, só poderia ser uma coisa assim.

Muitas coisas aconteceram depois que você foi embora. E uma delas é a triste realidade de minha partida dentro de três dias para os Estados Unidos, com Helena e tudo, para onde vou de mudança, veja você. Terei instintos gregários? Vou trabalhar em Nova York, por algum tempo, por muito tempo, ou para sempre... De lá talvez tome rumo da Europa, já me vejo visitando vocês aí na Seminarstrasse, SEMINARSTRASSE!!! número trinta, que me deslumbra em maiúsculas. Oh, quisera eu morar em Nova York numa rua assim, de um sol assim. Quisera trafegar em idênticas seminarstrasses, de largas perspectivas horizontais, deslizando em planos sucessivos de tristeza, saudade e calma. No entanto, me espera o Edifício Comercial de Nova York, numa gigantesca Quinta Avenida, desajeitada, ridícula e agressiva. Vou-me embora e não volto mais, estou triste e com pena de vocês aí tão longe, viajar é muito ruim. Ainda é tempo de não ir, não tomar o avião, dizer que esqueci o principal, e o principal é ficar, ir para casa, ler um livro, conversar, dormir e esquecer. Mas vou.

(Cartas perto do coração, 2001.)

Os elementos geográficos e os estados de espírito descritos pelo autor

PortuguêsFMJ2017

Leia a tira de Allan Sieber.

O uso do termo “Paradoxos”, no título da tira, explica-se pelo fato de que

PortuguêsFMJ2019

Uma pessoa precisa fazer 5 exames laboratoriais, A, B, C, D e E. O laboratório Ι não realiza o exame D e o laboratório ΙΙ não realiza os exames C e E.

O número de maneiras distintas como essa pessoa poderá agendar esses 5 exames, utilizando esses 2 laboratórios, é