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PortuguêsFGV-SP2015

Leia o texto para responder à questão

Nuvens contêm uma quantidade impressionante de água. Mesmo as pequenas podem reter um volume de 750 km3 de água e, se calcularmos meio grama de água por metro cúbico, essas minúsculas gotas flutuantes podem formar verdadeiros lagos voadores.

Imagine a situação de um agricultor que observa, planando sobre os campos ressecados, nuvens contendo água mais que suficiente para salvar sua lavoura e deixar um bom saldo, mas que, em vez disso, produzem apenas algumas gotas antes de desaparecer no horizonte. É essa situação desesperadora que leva o mundo todo a gastar milhões de dólares todos os anos tentando controlar a chuva.

Nos Estados Unidos, a tendência de extrair mais umidade do ar vem aumentando em mais um ano de secas severas. Em boa parte das planícies centrais e do sudoeste do país, os níveis de chuva, desde 2010, têm diminuído entre um e dois terços, com impacto direto nos preços do milho, trigo e soja. A Califórnia, fonte de boa parte das frutas e legumes que abastecem o país, ainda deve recuperar-se de uma seca que deixou seus reservatórios com metade da capacidade e áreas sem gelo perigosamente reduzidas. Em fevereiro, o Serviço Nacional do Clima divulgou que o estado tem uma chance em mil de se recuperar logo. Produtores de amêndoas estão preocupados com suas plantações por falta de umidade, e até a água potável está ameaçada.

(Scientific American Brasil, julho de 2014. Adaptado)

Observe os enunciados:

– ... planando sobre os campos ressecados... (2.º parágrafo)

– ... tentando controlar a chuva. (2.º parágrafo)

– ... em mais um ano de secas severas. (3.º parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos em destaque significam, respectivamente:

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Leia o texto para responder à questão.

O século 20, com suas guerras mundiais e os conflitos que semearam, deixou muitas cicatrizes sobre a face da Terra. Entre elas, o famigerado Muro de Berlim, cuja demolição marcou o fim da Guerra Fria e o suposto final da história.

A história não termina, contudo. Novos e gigantescos muros continuam a ser erguidos, com alturas e extensões suficientes para deixar na sombra a barreira à liberdade erguida na capital alemã, que existiu por 28 anos.

A proliferação desses obstáculos a apartar pessoas e comunidades motivou a série de reportagens da Folha “Um Mundo de Muros”.

O Brasil tem os seus, desde sempre para manter a distância entre ricos e pobres – como o que impede a visão da miséria e do esgoto a céu aberto da Vila Esperança, em Cubatão/SP, a quem trafega pela via Imigrantes.

Nada diverso dos 10 km do Muro da Vergonha que apartam, na capital peruana, a esquálida comunidade de Pamplona Alta do afluente bairro Casuarinas, outro retrato desolador.

São situações, problemas e conflitos muito díspares, contra os quais se erguem barreiras que evocam o pior do século passado.

(Folha de S.Paulo, 10.09.2017. Adaptado)

No contexto em que está empregada, a frase “A história não termina, contudo.” expressa sentido de

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Leia a charge.

No 2° quadrinho, o desconcerto da mulher ocorre porque ela, a princípio,

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O país tenta se recompor

No Brasil, que enfrenta uma das piores recessões de sua história, a cada novo dado econômico que é divulgado, a questão que se coloca é a mesma: melhoramos ou continuamos a piorar? No final de agosto, os indicadores de desempenho do produto interno bruto do segundo trimestre apontaram uma retração de 0,6%, totalizando assim seis semestres consecutivos no vermelho. Da mesma forma, o último balanço do mercado de trabalho mostrou que o desemprego continua a se encorpar. Conclusão: pioramos. Já o índice que mede a produção industrial registrou em julho a quinta alta consecutiva. Para quem observa o mercado financeiro, com a recente sequência de altas da Bovespa e a valorização do real, a mensagem é de volta da confiança. Nova conclusão: estamos melhorando. A profusão de dados pintando um cenário contraditório apenas confirma que a retomada – por mais que seja desejada – tende a ser difícil e lenta. O que vai ficando claro é que, enquanto grande parte da economia brasileira ainda contabiliza seus mortos, outra parcela – menor, é verdade – começa a se recompor. Trata-se de uma reorganização que, motivada pela crise, deverá redesenhar setores inteiros, determinar novos líderes de mercado e, no longo prazo, tornar a economia brasileira mais competitiva.

(Fabiane Stefano e Flávia Furlan. Exame, 14.09.2016. Adaptado)

O texto trata da recessão vivida pelo Brasil.

Nele, as autoras destacam a existência de informações que

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Leia o texto para responder à questão

O país tenta se recompor

No Brasil, que enfrenta uma das piores recessões de sua história, a cada novo dado econômico que é divulgado, a questão que se coloca é a mesma: melhoramos ou continuamos a piorar? No final de agosto, os indicadores de desempenho do produto interno bruto do segundo trimestre apontaram uma retração de 0,6%, totalizando assim seis semestres consecutivos no vermelho. Da mesma forma, o último balanço do mercado de trabalho mostrou que o desemprego continua a se encorpar. Conclusão: pioramos. Já o índice que mede a produção industrial registrou em julho a quinta alta consecutiva. Para quem observa o mercado financeiro, com a recente sequência de altas da Bovespa e a valorização do real, a mensagem é de volta da confiança. Nova conclusão: estamos melhorando. A profusão de dados pintando um cenário contraditório apenas confirma que a retomada – por mais que seja desejada – tende a ser difícil e lenta. O que vai ficando claro é que, enquanto grande parte da economia brasileira ainda contabiliza seus mortos, outra parcela – menor, é verdade – começa a se recompor. Trata-se de uma reorganização que, motivada pela crise, deverá redesenhar setores inteiros, determinar novos líderes de mercado e, no longo prazo, tornar a economia brasileira mais competitiva.

(Fabiane Stefano e Flávia Furlan. Exame, 14.09.2016. Adaptado)

Nas passagens “totalizando assim seis semestres consecutivos no vermelho”, “mostrou que o desemprego continua a se encorpar” e “A profusão de dados pintando um cenário contraditório”, os termos em destaque significam, respectivamente,

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Leia o texto para responder à questão.

O século 20, com suas guerras mundiais e os conflitos que semearam, deixou muitas cicatrizes sobre a face da Terra. Entre elas, o famigerado Muro de Berlim, cuja demolição marcou o fim da Guerra Fria e o suposto final da história.

A história não termina, contudo. Novos e gigantescos muros continuam a ser erguidos, com alturas e extensões suficientes para deixar na sombra a barreira à liberdade erguida na capital alemã, que existiu por 28 anos.

A proliferação desses obstáculos a apartar pessoas e comunidades motivou a série de reportagens da Folha “Um Mundo de Muros”.

O Brasil tem os seus, desde sempre para manter a distância entre ricos e pobres – como o que impede a visão da miséria e do esgoto a céu aberto da Vila Esperança, em Cubatão/SP, a quem trafega pela via Imigrantes.

Nada diverso dos 10 km do Muro da Vergonha que apartam, na capital peruana, a esquálida comunidade de Pamplona Alta do afluente bairro Casuarinas, outro retrato desolador.

São situações, problemas e conflitos muito díspares, contra os quais se erguem barreiras que evocam o pior do século passado.

(Folha de S.Paulo, 10.09.2017. Adaptado)

Nas passagens “Entre elas, o famigerado Muro de Berlim” (1° parágrafo), “a esquálida comunidade de Pamplona Alta” (5° parágrafo) e “barreiras que evocam o pior do século passado” (6° parágrafo), os termos em destaque significam, respectivamente,

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O velho Lima

O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.

O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.

O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.

No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:

– Bom dia, cidadão.

O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:

– Bom dia, comendador.

– Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!

– Ora essa! Então por quê?

– A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!

O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria. Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:

– Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?

O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:

– Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?

– Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.

– Não dou três anos para que isso seja República!

(Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

Nas passagens “– A República deu cabo de todas as comendas!” (10 °parágrafo), “O velho Lima encarou o comendador...” (11 °parágrafo) e “O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso...” (14 °parágrafo), as expressões em destaque significam, respectivamente,

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Texto para aquestão

Legado

Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri

E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.

De tudo quanto foi meu passo caprichoso
na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.

Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.

Nas palavras sublinhadas no trecho “entre o talvez e o se” (verso 8), o poeta obtém efeito expressivo por meio da derivação imprópria (quando há mudança da categoria gramatical de uma palavra sem modificação de sua forma). Esse processo de formação de palavras só NÃO ocorre no seguinte provérbio:

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Leia a tira Níquel Náusea, de Fernando Gonsales.

Nas frases “E outra que ele come para digerir de novo” e “Nojinho agora?”, o termo “para” introduz no enunciado noção de

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Leia o texto para responder à questão.

Nos dois primeiros episódios da série Chernobyl, da HBO, cientistas exasperados tentam convencer os superiores na usina e no governo soviético de que um dos reatores nucleares explodiu e está jorrando radioatividade sobre a Europa.

A resposta dos superiores, exemplar da estupidez surrealista de uma burocracia totalitária, é sempre a mesma: impossível, um “reator RBMK não explode”. A posição oficial é que havia somente um pequeno incêndio no telhado.

“Eu fui lá, eu vi!”, repetem os cientistas, um após o outro, antes de vomitarem, verterem sangue pelos poros ou caírem duros. Apenas quando a radioatividade é detectada na Suécia, Mikhail Gorbatchov encara seus ministros com uma expressão de “camarada, deu ruim...” — naquela altura, a radioatividade liberada já era superior à de vinte bombas de Hiroshima.

Só mesmo no totalitarismo soviético, pensei, assistindo à série. Então fui ler na revista Piauí o trecho do livro A Terra inabitável: uma história do futuro, do jornalista David Wallace- -Wells, que sairá pela Companhia das Letras no mês que vem. Impossível terminar as 11 páginas sobre o aquecimento global sem ficar apavorado feito um cientista em Chernobyl.

(Antonio Prata. “Bem-vindos a Chernobyl”. www.folha.uol.com.br, 16.06.2019. Adaptado.)

Nas expressões “cientistas exasperados”, “exemplar da estupidez surrealista” e “burocracia totalitária”, os termos sublinhados podem ser substituídos, sem alteração de sentido, respectivamente, por: