Texto para a questão.
O rap surge em um momento em que a adoção dos valores do mundo branco dominante não é mais vista como necessária no caminho da ascensão social e em que as raízes africanas são valorizadas em vez de negadas. A contestação da ordem social e a denúncia da violência presentes nas letras desse gênero musical fazem parte de um movimento de valorização da negritude que tomou corpo a partir da década de 1960. [...]
Os grupos de rap, muitas vezes, engajam-se em atividades que visam a enfrentar os problemas dessas comunidades, como promoção de oficinas e palestras voltadas para o aperfeiçoamento profissional e intelectual das pessoas. Dessa forma, apesar de serem vistos com suspeita pela opinião pública, sendo acusados, em alguns casos, de incitar à violência em virtude da crueza das letras que cantam, muitas vezes, além de serem canais de denúncia da exclusão e da marginalização dos afro-brasileiros, empreendem ações que buscam solucionar os problemas que afligem esses grupos e, portanto, uma transformação na ordem social em vigor.
SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2006. p. 138-139. Disponível em: http://oridesmjr.blogspot.com.br/2011/06/o-rape-cultura-africana.html . Acesso em: 22 de fevereiro de 2015.O texto descreve
Wall Street Journal aponta que nunca antes as empresas americanas tentaram tão arduamente empregar tão poucas pessoas. É bem provável que a onda de terceirização que transferiu os trabalhos de confecção de roupas para a China e as operações de atendimento a clientes para a Índia também ocorra dentro de empresas em todos os EUA e em quase todos os setores.
(...) O diário norte-americano avalia que cerca de 70 mil prestadores de serviços, fornecedores e funcionários temporários testam os carros autônomos do Google, revisam documentos legais, tornam seus produtos mais fáceis e melhores de usar, gerenciam projetos de marketing e de dados e executam muitas outras tarefas. A mudança está alterando radicalmente o que significa ser uma empresa e um trabalhador nos EUA. Mais flexibilidade para as empresas reduzirem sua base de funcionários, folha de pagamentos e benefícios significa menos segurança laboral para os trabalhadores. Uma ascensão de carreira que leve o empregado do almoxarifado à mesa da presidência ficou mais difícil agora que os terceirizados não fazem parte de uma força de trabalho na qual empregados talentosos são promovidos.
http://www.jb.com.br/economia/noticias/2017/02/03/the-wallstreet-journal-o-fi m-do-emprego-com-carteira-assinada-nos-eua/O texto demonstra que a terceirização promove:
Para nós, a autoridade não é necessária à organização social. Ao contrário, acreditamos que ela é sua parasita, que impede sua evolução e utiliza seu poder em proveito próprio de uma certa classe que explora e oprime outras (...)
Fonte: MALETA, Enrico. Textos escolhidos. Porto Alegre: LPM, 1999, p. 25)O texto defende o:
Ao retornar para Lisboa, em abril de 1821, o rei D. João VI deixou para trás dois brasis inteiramente diferentes. De um lado, havia um país transformado pela permanência da corte nos trópicos, já com os pés firmes no turbulento século XIX, bem informado das novidades que redesenhavam o mundo na época e às voltas com dilemas muito semelhantes aos conflitos que agitavam a nascente opinião pública na Europa e nos Estados Unidos. Esse era um Brasil muito pequeno, de apenas alguns milhares de pessoas, que tinha seu epicentro no Rio de Janeiro, o modesto vilarejo colonial de 1807 convertido numa cidade com traços e refinamentos de capital europeia nos 13 anos seguintes. De outro lado, modorrava um território vasto, isolado e ignorante, não muito diferente do lugar selvagem e escassamente povoado que Pedro Álvares Cabral havia encontrado trezentos anos antes ao aportar na Bahia. Esses dois brasis conviviam de forma precária e se ignoravam mutuamente.
(GOMES, 2010, p.69).
O texto da Constituição Brasileira de 1988 registra diretrizes para a superação das desigualdades entre cidadãos do país, destacando-se, entre elas,
“Medidas com a delimitação e unificação do território, uniformização do sistema de pesos e medidas, padronização da moeda e criação de um sistema jurídico próprio, necessárias à formação do Estado, exigiam a expansão dos mercados e a integração de novos territórios, necessários para o desenvolvimento comercial, num processo sincrônico e interdependente.”
(Maria A. F. Pereira LEITE. . São Paulo: Editora Hucitec, 1994. p. 75) Destruição ou DesconstruçãoO texto da autora se refere à formação dos Estados nacionais. Fazendo um paralelo com o atual processo de globalização pode ser afirmado que
O Ofício das Baianas de Acarajé constitui um bem cultural de natureza imaterial, inscrito no Livro dos Saberes em 2005, que consiste em uma prática tradicional de produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas na cidade de Salvador, Bahia.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 29 fev. 2012 (adaptado).
O texto contém a descrição de um bem cultural que foi reconhecido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) como patrimônio imaterial, pois representa
Enquanto a desigualdade de renda atingia o seu ponto mais alto na América Latina, seguida pela África, ela era em geral baixa em vários países asiáticos, onde uma reforma agrária bastante radical fora imposta pelas forças de ocupação americanas: Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Observadores dos triunfos industrializantes desses países têm se perguntado se eles foram favorecidos pelas vantagens sociais ou econômicas dessa situação. Em compensação, observadores do avanço da economia brasileira têm-se perguntado até onde ele tem sido refreado pela espetacular desigualdade de sua distribuição de renda.
(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX, 1998. Adaptado.)O texto compara os desenvolvimentos industriais dos países asiáticos com o do Brasil, empregando como critério de análise
Arrependimentos terminais Em Antes de partir, uma cuidadora especializada em doentes terminais fala do que eles mais se arrependem na hora de morrer. “Não deveria ter trabalhado tanto”, diz um dos pacientes. "Desejaria ter ficado em contato com meus amigos”, lembra outro. “Desejaria ter coragem de expressar meus sentimentos.” “Não deveria ter levado a vida baseando-me no que esperavam de mim”, diz um terceiro. Há cem anos ou cinquenta, quem sabe, sem dúvida seriam outros os arrependimentos terminais. “Gostaria de ter sido mais útil à minha pátria.” “Deveria ter sido mais obediente a Deus.” “Gostaria de ter deixado mais patrimônio aos meus descendentes.”
COELHO, M. Folha de São Paulo, 2 jan. 2013.O texto compara hipoteticamente dois padrões morais que divergem por se basearem respectivamente em
Leia o texto.
O ser humano é único em sua essência. Ele tem personalidade própria, necessidades que o motivam e medo das mudanças repentinas. E é justamente isso que nos faz tão diferentes uns dos outros e com uma visão de mundo totalmente diversificada. Alguns pesquisadores se interessaram em estudar o ser humano para entenderum pouco melhor essa diversidade. Um desses estudiosos foi Abraham Maslow, que desenvolveu a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas. Ele explica em suas pesquisas que os aspectos motivacionais das pessoas estão diretamente ligados ao entendimento das necessidades humanas. Portanto, motivação é o resultado dos estímulos que agem sobre as pessoas levando-as à ação. Ou seja, para que haja ação ou reação, é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Por isso, o ser humano tem a necessidade de ser aceito socialmente (no trabalho, na escola/faculdade, nos grupos de amigos etc.), de ser amado, reconhecido, de pertencer e fazer parte de algo, de ser notado positivamente, de ser útil, de atender a suas necessidades fisiológicas, de segurança, de autoestima e de autorrealização.
Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.O texto cita a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, de Abraham Maslow, com a finalidade de
“Consta que o conceito de cidadão surgiu nas Cidades-Estado da Grécia Antiga. Naquele tempo, ser cidadão não era para qualquer um. Estrangeiros, escravos e mulheres não podiam fazer parte da seleta casta. E um homem livre podia perder o privilégio e se tornar escravo, bastava contrair dívidas ou ser derrotado na guerra. A liberdade era, por isso, muito valorizada e possibilitava a participação na vida pública. Envolver-se nos negócios da comunidade era imperativo e implicava deveres. Cumprir tais obrigações fomentava a virtude, gerava respeito e conferia honra aos cidadãos.”
(Wood Jr. Adaptado).O texto atribui significado para cidadania na Grécia Antiga. Se compararmos a definição do texto com o uso social do termo hoje, conclui-se que cidadão, na sociedade atual, é