AprendiAprendi
SociologiaUNIOESTE2012

O antropólogo Edward Burnett Tylor em 1871 definiu Cultura como: “todo complexo que inclui os conhecimentos, a crença, a arte, as leis, a moral, os costumes e quaisquer outras capacidades e habitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade”. Tendo por base o transcrito acima, é correto afirmar que

SociologiaCESMAC2020

Nos currículos acadêmicos, o estudo da Ciência chamada Sociologia tem especial relevância pelo fato de ser ela que:

SociologiaUNICENTRO2010

“Com o desenvolvimento do capitalismo, também a arte passa a ser cada vez mais regida por princípios de mercado. Em um sentido bem preciso: o formato mercadoria passa a determinar a própria forma de produção da arte. A idéia fundamental é a de que há padrões, "standards" de produção da arte que têm de ser respeitados se quem produz arte quiser ter sucesso” (Marcos Nobre, Folha de São Paulo, coluna opinião. 16/12/2008).

Nos anos quarenta do século passado, dois filósofos e sociólogos alemães, da chamada Escola de Frankfurt, Max Horkheimer e Theodor Adorno, pensando a questão da arte e da cultura no mundo capitalista cunharam uma expressão que, desde então, passou a ser sistematicamente utilizada para designar a forma de produzir e consumir cultura nas sociedades industrializadas. Que expressão é essa?

SociologiaUEG2017

Leia o trecho da entrevista que a jornalista Betty Milan realizou com a cientista social francesa Juliette Minus, pesquisadora especialista da condição feminina no mundo muçulmano.

Betty Milan: (no Islã) Em que condições o homem pode repudiar a mulher com que se casou?

Juliette Minus: Em quaisquer condições. Por ser estéril, por não ter filhos homens, por não cozinhar bem, ter mau humor, enfim, por qualquer coisa. E o homem não tem que prestar contas a ninguém. Basta usar a fórmula do repúdio, com ou sem testemunha, e o que resta à mulher é ir embora.

MILAN, Betty. As mulheres do véu. Folha de São Paulo, 06 jan. 2002, Caderno Mais, p. 14 – 15.

Normalmente, a muçulmana repudiada volta para a casa dos pais ou do irmão mais velho sem ficar necessariamente estigmatizada socialmente, recuperando inclusive seu dote e podendo se casar novamente depois de três meses. Porém, fica privada de levar seus filhos. Tal situação se justifica em termos religiosos e sociais pelo fato de que no Islã

SociologiaUNIFENAS2021

A burguesia não pode existir sem revolucionar constantemente os instrumentos de produção, portanto as relações de produção, e, por conseguinte, todas as relações sociais. A conservação inalterada dos antigos modos de produção era a primeira condição de existência de todas as classes industriais anteriores.

MARX, Karl. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Expressão Popular, 2008.

No trecho, o pensador Karl Marx indica que um dos sustentáculos do sistema capitalista era a

SociologiaENEM2019

Uma parte da nossa formação científica confunde-se com a atividade de uma polícia de fronteiras, revistando os pensamentos de contrabando que viajam na mala de outras sabedorias. Apenas passam os pensamentos de carimbada cientificidade. A biologia, por exemplo, é um modo maravilhoso de emigrarmos de nós, de transitarmos para lógicas de outros seres, de nos descentrarmos. Aprendemos que não somos o centro da vida nem o topo da evolução.

COUTO, M. Interinvenções. Portugal: Caminho, 2009 (adaptado).

No trecho, expressa-se uma visão poética da epistemologia científica, caracterizada pela

SociologiaENEM2020

É certo que entramos na era das sociedades de “controle”. Elas já não são exatamente sociedades disciplinares, cuja técnica principal é o confinamento (não somente o hospital e a prisão, mas também a escola, a fábrica, o quartel). A sociedade de controle não funciona por confinamento, mas por controle contínuo e comunicação instantânea. É evidente que não deixamos de falar de prisão, de escola, de hospital: mas essas instituições estão em crise.

DELEUZE, G. Entrevista a Toni Negri. In: O devir revolucionário e as criações políticas. Novos Estudos Cebrap, n. 28, out. 1990 (adaptado).

No trecho, ao problematizar as sociedades contemporâneas, Gilles Deleuze está enfatizando a ausência de

SociologiaUEMA2015

A letra da música Cidadão, composta por Lúcio Barbosa, retrata fenômenos sociais presentes nas sociedades estratificadas.

Cidadão

Tá vendo aquele edifício, moço?

Ajudei a levantar

Foi um tempo de aflição

Eram quatro condução

Duas pra ir, duas pra voltar

Hoje depois dele pronto

Olho pra cima e fico tonto

Mas me vem um cidadão

E me diz desconfiado

"Tu tá aí admirado?

Ou tá querendo roubar?"

Meu domingo tá perdido

Vou pra casa entristecido

Dá vontade de beber

E pra aumentar meu tédio

Eu nem posso olhar pro prédio

Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio, moço?

Eu também trabalhei lá

Lá eu quase me arrebento

Fiz a massa, pus cimento

Ajudei a rebocar

Minha filha inocente

Vem pra mim toda contente

"Pai, vou me matricular"

Mas me diz um cidadão

"Criança de pé no chão

Aqui não pode estudar"(...)

Fonte: Disponível em: <http://www.vagalume.com.br/>. Acesso em: 29 jul. 2014.

No trecho da letra da música, há uma denúncia, de forma crítica, à/ao

SociologiaENEM2014

Mas plantar pra dividir

Não faço mais isso, não.

Eu sou um pobre caboclo,

Ganho a vida na enxada.

O que eu colho é dividido

Com quem não planta nada.

Se assim continuar

vou deixar o meu sertão,

mesmo os olhos cheios d’água

e com dor no coração.

Vou pro Rio carregar massas

pros pedreiros em construção.

Deus até está ajudando:

está chovendo no sertão!

Mas plantar pra dividir,

Não faço mais isso, não.

VALE, J.; AQUINO, J. B. Sina de caboclo. São Paulo: Polygram, 1994 (fragmento).

No trecho da canção, composta na década de 1960, retrata-se a insatisfação do trabalhador rural com

SociologiaPUC-Rio2019

Com o pós-fordismo, a ‘desmetropolização’ gerou um esvaziamento de investimentos produtivos nas tradicionais metrópoles mundiais e afetou, inclusive, as áreas emergentes da América Latina e Ásia do Sul. Em algumas grandes metrópoles, buscam-se ações que reduzam os impactos do desmonte dos setores geradores de emprego que afeta milhões de pessoas em megarregiões densamente povoadas.

Nesse contexto, leia os trechos selecionados a seguir:

(...) O Rio de Janeiro, ao longo de sua história, exerceu papel de protagonista na produção cultural e intelectual (...) do Brasil. Não podemos compreender o país sem a bossa nova, o samba e o funk; sem as novelas e os filmes produzidos e ambientados na cidade; sem a moda da praia e do subúrbio carioca; sem os projetos de arquitetos, designers e publicitários que se alimentaram da cultura carioca, única, em seus processos de criação. (...) É justamente este histórico que nos faz defender (...) tais ações (...) como um eixo central do desenvolvimento do Rio de Janeiro e, consequentemente, como preocupação primordial no planejamento e gestão das políticas públicas municipais. (...)

(Adaptado de trechos da entrevista do geógrafo João Luiz de Figueiredo ao jornal o Globo On Line, Opinião, de 14/06/2017. Endereço eletrônico: https://oglobo.globo.com/opiniao/cultura-criatividade-contra-crise-21333327#ixzz5Nv3c6brD. Acesso: 21 de julho de 2018)

No trecho citado, o geógrafo se refere a um modelo de políticas públicas municipais para a cidade do Rio de Janeiro que priorize a