O antropólogo Edward Burnett Tylor em 1871 definiu Cultura como: “todo complexo que inclui os conhecimentos, a crença, a arte, as leis, a moral, os costumes e quaisquer outras capacidades e habitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade”. Tendo por base o transcrito acima, é correto afirmar que
Nos currículos acadêmicos, o estudo da Ciência chamada Sociologia tem especial relevância pelo fato de ser ela que:
“Com o desenvolvimento do capitalismo, também a arte passa a ser cada vez mais regida por princípios de mercado. Em um sentido bem preciso: o formato mercadoria passa a determinar a própria forma de produção da arte. A idéia fundamental é a de que há padrões, "standards" de produção da arte que têm de ser respeitados se quem produz arte quiser ter sucesso” (Marcos Nobre, Folha de São Paulo, coluna opinião. 16/12/2008).
Nos anos quarenta do século passado, dois filósofos e sociólogos alemães, da chamada Escola de Frankfurt, Max Horkheimer e Theodor Adorno, pensando a questão da arte e da cultura no mundo capitalista cunharam uma expressão que, desde então, passou a ser sistematicamente utilizada para designar a forma de produzir e consumir cultura nas sociedades industrializadas. Que expressão é essa?
Leia o trecho da entrevista que a jornalista Betty Milan realizou com a cientista social francesa Juliette Minus, pesquisadora especialista da condição feminina no mundo muçulmano.
Betty Milan: (no Islã) Em que condições o homem pode repudiar a mulher com que se casou?
Juliette Minus: Em quaisquer condições. Por ser estéril, por não ter filhos homens, por não cozinhar bem, ter mau humor, enfim, por qualquer coisa. E o homem não tem que prestar contas a ninguém. Basta usar a fórmula do repúdio, com ou sem testemunha, e o que resta à mulher é ir embora.
MILAN, Betty. As mulheres do véu. Folha de São Paulo, 06 jan. 2002, Caderno Mais, p. 14 – 15.Normalmente, a muçulmana repudiada volta para a casa dos pais ou do irmão mais velho sem ficar necessariamente estigmatizada socialmente, recuperando inclusive seu dote e podendo se casar novamente depois de três meses. Porém, fica privada de levar seus filhos. Tal situação se justifica em termos religiosos e sociais pelo fato de que no Islã
A burguesia não pode existir sem revolucionar constantemente os instrumentos de produção, portanto as relações de produção, e, por conseguinte, todas as relações sociais. A conservação inalterada dos antigos modos de produção era a primeira condição de existência de todas as classes industriais anteriores.
MARX, Karl. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Expressão Popular, 2008.No trecho, o pensador Karl Marx indica que um dos sustentáculos do sistema capitalista era a
Uma parte da nossa formação científica confunde-se com a atividade de uma polícia de fronteiras, revistando os pensamentos de contrabando que viajam na mala de outras sabedorias. Apenas passam os pensamentos de carimbada cientificidade. A biologia, por exemplo, é um modo maravilhoso de emigrarmos de nós, de transitarmos para lógicas de outros seres, de nos descentrarmos. Aprendemos que não somos o centro da vida nem o topo da evolução.
COUTO, M. Interinvenções. Portugal: Caminho, 2009 (adaptado).No trecho, expressa-se uma visão poética da epistemologia científica, caracterizada pela
É certo que entramos na era das sociedades de “controle”. Elas já não são exatamente sociedades disciplinares, cuja técnica principal é o confinamento (não somente o hospital e a prisão, mas também a escola, a fábrica, o quartel). A sociedade de controle não funciona por confinamento, mas por controle contínuo e comunicação instantânea. É evidente que não deixamos de falar de prisão, de escola, de hospital: mas essas instituições estão em crise.
DELEUZE, G. Entrevista a Toni Negri. In: O devir revolucionário e as criações políticas. Novos Estudos Cebrap, n. 28, out. 1990 (adaptado).No trecho, ao problematizar as sociedades contemporâneas, Gilles Deleuze está enfatizando a ausência de
A letra da música Cidadão, composta por Lúcio Barbosa, retrata fenômenos sociais presentes nas sociedades estratificadas.
Cidadão
Tá vendo aquele edifício, moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
"Tu tá aí admirado?
Ou tá querendo roubar?"
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio, moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
"Pai, vou me matricular"
Mas me diz um cidadão
"Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar"(...)
Fonte: Disponível em: <http://www.vagalume.com.br/>. Acesso em: 29 jul. 2014.No trecho da letra da música, há uma denúncia, de forma crítica, à/ao
Mas plantar pra dividir
Não faço mais isso, não.
Eu sou um pobre caboclo,
Ganho a vida na enxada.
O que eu colho é dividido
Com quem não planta nada.
Se assim continuar
vou deixar o meu sertão,
mesmo os olhos cheios d’água
e com dor no coração.
Vou pro Rio carregar massas
pros pedreiros em construção.
Deus até está ajudando:
está chovendo no sertão!
Mas plantar pra dividir,
Não faço mais isso, não.
VALE, J.; AQUINO, J. B. Sina de caboclo. São Paulo: Polygram, 1994 (fragmento).No trecho da canção, composta na década de 1960, retrata-se a insatisfação do trabalhador rural com
Com o pós-fordismo, a ‘desmetropolização’ gerou um esvaziamento de investimentos produtivos nas tradicionais metrópoles mundiais e afetou, inclusive, as áreas emergentes da América Latina e Ásia do Sul. Em algumas grandes metrópoles, buscam-se ações que reduzam os impactos do desmonte dos setores geradores de emprego que afeta milhões de pessoas em megarregiões densamente povoadas.
Nesse contexto, leia os trechos selecionados a seguir:
(...) O Rio de Janeiro, ao longo de sua história, exerceu papel de protagonista na produção cultural e intelectual (...) do Brasil. Não podemos compreender o país sem a bossa nova, o samba e o funk; sem as novelas e os filmes produzidos e ambientados na cidade; sem a moda da praia e do subúrbio carioca; sem os projetos de arquitetos, designers e publicitários que se alimentaram da cultura carioca, única, em seus processos de criação. (...) É justamente este histórico que nos faz defender (...) tais ações (...) como um eixo central do desenvolvimento do Rio de Janeiro e, consequentemente, como preocupação primordial no planejamento e gestão das políticas públicas municipais. (...)
(Adaptado de trechos da entrevista do geógrafo João Luiz de Figueiredo ao jornal o Globo On Line, Opinião, de 14/06/2017. Endereço eletrônico: https://oglobo.globo.com/opiniao/cultura-criatividade-contra-crise-21333327#ixzz5Nv3c6brD. Acesso: 21 de julho de 2018)No trecho citado, o geógrafo se refere a um modelo de políticas públicas municipais para a cidade do Rio de Janeiro que priorize a