O mais legal do filme Nahid – Amor e Liberdade é o fato de deflagrar aos olhos ocidentais um Irã contemporâneo. Nahid é uma datilógrafa falida, divorciada, que se apaixona por um empresário que a pede em casamento e propõe vida confortável. Acontece que, pelas leis do país, se ela se casar de novo, perderá a guarda de seu filho, para o pai dele, seu ex-marido.
(Marcelo Quaz. “Incompatíveis, amores causam dor à iraniana”. Folha de S.Paulo, 31.07.2016. Adaptado.)Inserindo-se a trama do filme no panorama da história internacional dos primeiros decênios do século XXI, observa-se:
Inserido no contexto das Revoluções Burguesas, o processo de industrialização, que teve como pioneira a economia britânica, transformou não somente a organização da produção, mas, fundamentalmente, as relações entre o Capital e o Trabalho em todas as sociedades que o vivenciaram. Fruto deste momento histórico, o Capitalismo surge como uma variante do Sistema do Capital responsável por generalizar a lógica da subordinação do Trabalho ao Capital. Analisando o trecho acima, assinale a alternativa que caracteriza alguns aspectos que sustentam a lógica do Capitalismo.
A inventividade das empresas farmacêuticas reduz-se ao controle e direcionamento da autoridade e da força persuasória da preocupação com a saúde no sentido de uma busca cada vez mais intensa de aptidão física e de autoconfiança – luta que nós, consumidores numa sociedade de consumidores, fomos impelidos, persuadidos e treinados a travar. Já se tornou parte de nossa filosofia de vida – ou melhor, de nosso senso comum – que acatar a via para melhorar a aptidão física e ter mais autoconfiança passa pelo estudo atento das novas peças publicitárias e termina nas lojas. Integrando nosso senso comum, isto é, fazendo parte da lista de coisas que “todo mundo sabe”, “todo mundo aceita” e “todo mundo faz”, esses truísmos se converteram no mais importante e inesgotável recurso das empresas em sua luta por lucros cada vez maiores.
BAUMAN, Zygmunt. Remédios e Doenças. In: 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno. Tradução Vera Pereira. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 94.Infere-se do discurso de Zygmunt Bauman que a saúde, na contemporaneidade,
Em 2006, o IBOPE divulgou uma pesquisa acerca da opinião do eleitor brasileiro sobre corrupção e ética, com o objetivo de tentar entender se os problemas éticos enfrentados pela sociedade brasileira estão concentrados nos “políticos” ou se há uma cultura na sociedade que avaliza a corrupção. Foram apresentados aos pesquisados 13 atos de corrupção, incluindo: dar uma “gorjeta” para se livrar de uma multa, sonegar impostos, receber benefícios do governo sabendo que não tem direito a eles, adquirir documentos falsos para obter algum tipo de vantagem, pedir mais de um recibo por um mesmo procedimento médico para obter mais reembolso do plano de saúde, comprar produtos que copiam os originais de marcas famosas, sabendo que são piratas ou falsificados, fazer ligação clandestina ou “gato” de TV a cabo do vizinho, entre outros. Os resultados mostraram que 69% dos eleitores brasileiros já transgrediram alguma lei ou descumpriram alguma regra contratual de forma consciente e intencional, para adquirir ganhos materiais, sendo que 75% afirmaram que cometeriam algum dos 13 atos de corrupção avaliados pelo estudo se tivessem oportunidade.
Fonte: http://reinehr.org/sociedade/saude-dasociedade/corrupcao-na-politica-eleitor-vitima-ou-cumplice
Indique a alternativa que está amparada no texto acima.
Quando aborda o carnaval de Salvador/BA, Fátima Teles afirma que este festejo
Foi incorporado à onda neoliberal do capital fetiche e ficou restrito às classes privilegiadas que abandonaram os cordões e fecharam-se nos luxos dos camarotes ou nos blocos, cordões fechados por compra de abadás. Portanto hoje, atrás do trio elétrico só não vai a classe menos favorecida, a classe que vive de salário suado e só vai atrás do trio elétrico quem pode pagar caro, uma minoria que concentra renda de alguma forma. (...) A festa já não é mais popular, mas é a festa de uma minoria privilegiada. Olhando para o carnaval de Salvador lembramos do compositor baiano Gilberto Gil quando ele canta “ó mundo tão desigual, tudo é tão desigual, de um lado esse carnaval, de outro a fome total...”
Fátima Teles. A mercantilização do carnaval soteropolitano Disponível em: <http://www.vermelho.org.br/noticia/258814-11>. Acesso em: 22 fev. 2015.Implícitas no fragmento acima estão várias categorias marxianas utilizadas, neste caso, para a interpretação das transformações ocorridas em umas das mais importantes festas populares do país. Assim, é correto afirmar que:
Leia o trecho do ensaio “O direito à literatura”, de Antonio Candido, para responder a questão.
O assunto que me foi confiado nesta série é aparentemente meio desligado dos problemas reais: “Direitos humanos e literatura”.
Por quê? Porque pensar em direitos humanos tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo. Esta me parece a essência do problema.
Nesse ponto as pessoas são frequentemente vítimas de uma curiosa obnubilação1 . Elas afirmam que o próximo tem direito, sem dúvida, a certos bens fundamentais, como casa, comida, instrução, saúde, coisas que ninguém bem formado admite hoje em dia que sejam privilégio de minorias, como são no Brasil. Mas será que pensam que o seu semelhante pobre teria direito a ler Dostoiévski ou ouvir os quartetos de Beethoven? Apesar das boas intenções no outro setor, talvez isto não lhes passe pela cabeça. E não por mal, mas somente porque quando arrolam os seus direitos não estendem todos eles ao seu semelhante. Ora, o esforço para incluir o semelhante no mesmo elenco de bens que reivindicamos está na base da reflexão sobre os direitos humanos.
Certos bens são obviamente indispensáveis, como o alimento, a casa, a roupa. O fato é que cada época e cada cultura fixam os critérios de indispensabilidade, que estão ligados à divisão da sociedade em classes, pois inclusive a educação pode ser instrumento para convencer as pessoas de que o que é indispensável para uma camada social não o é para outra.
(Vários escritos, 2011. Adaptado.) obnubilação: obscurecimento das sensações ou do pensamento.Implícita à argumentação do autor está a ideia de que:
Só num sentido muito restrito, o indivíduo cria com seus próprios recursos o modo de falar e de pensar que lhe são atribuídos. Fala o idioma de seu grupo; pensa à maneira de seu grupo. Encontra a sua disposição apenas determinadas palavras e significados. Estas não só determinam, em grau considerável, as vias de acesso mental ao mundo circundante, mas também mostram, ao mesmo tempo, sob que ângulo e em que contexto de atividade os objetos foram até agora perceptíveis ao grupo ou ao indivíduo.
MANNHEIM, K. Ideologia e utopia. Porto Alegre: Globo, 1950 (adaptado).
Ilustrando uma proposição básica da sociologia do conhecimento, o argumento de Karl Mannheim defende que o(a)
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (7) derrubar a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, alterando um entendimento adotado desde 2016.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/11/08/entenda-a-decisao-do-supremo-que-derrubou-prisao-apos-condenacao-em-segunda-instancia.ghtmlUma das alternativas a seguir é continuação do texto da matéria e responde corretamente sobre o assunto.
Identifique-a:
No dia 04 de abril de 2017, portanto, 15 dias antes da data que se comemora no Brasil o Dia do Índio, o Deputado Jair Bolsonaro em palestra no Clube Hebraico na Zona Sul do Rio de janeiro faz a seguinte fala: “Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola.”
A fala do parlamentar foi entendida para muitos como preconceituosa.
Identifique nas assertivas abaixo, fatores que expliquem porque não devemos assumir atitudes preconceituosas ou de indiferença em relação as comunidades indígenas.
Herança Social', conforme entendida e conceituada na disciplina acadêmica denominada ‘Sociologia’, deve definir-se como: