[...] a propriedade da terra era monopólio do Estado, restando às comunidades locais apenas a posse privada da terra e dos frutos por ela produzidos. Aqui, a propriedade era estatal e somente a posse era privada, mas, mesmo assim, era uma posse a nível de aldeia comunal, e não propriamente individual. [...]. Quem se apropriava do excedente da produção não eram indivíduos privados e nem mesmo os agrupamentos locais comunais, mas sim o Estado, a unidade superior agregadora e ratificadora do nexo social entre as várias comunidades aldeãs, espalhadas pela quase infinita vastidão do território.
(MARX. 2017).O conceito de modo de produção é uma construção teórica marxista, que busca entender a formação e o desenvolvimento das sociedades humanas.
Dessa maneira, as características apontadas no texto podem ser corretamente aplicadas
Observe a imagem a seguir:
Desde o início do século XX, o sistema capitalista reordenou as relações de trabalho por meio da organização da produção, o que possibilitou a acumulação do capital de forma flexível. Nesse contexto, o processo produtivo verticalizado, apresentado na imagem, denomina-se de
Desde a década de 80 do século passado, os movimentos sociais brasileiros vêm apresentando significativas alterações quanto aos objetivos pretendidos. Refletindo mudanças mundiais, nossos movimentos sociais passaram gradativamente a apresentar um caráter mais identitário.Nesse contexto, os movimentos feminista e homossexual se aproximam e lutam pela
Desde a década de 1990, os movimentos sociais e as Organizações não Governamentais (ONGs), grupos sociais organizados, sem fins lucrativos, têm se destacado pelo mundo todo por práticas democráticas e de solidariedade, no campo das políticas públicas, em diferentes segmentos como a educação e a profissionalização, saúde, crianças e adolescentes, meio ambiente, direitos humanos, povos indígenas, relações de gênero, combate ao racismo, arte e cultura, ecumenismo, entre outros. Em comum têm o objetivo de:
Numa sociedade fortemente hierarquizada, onde as pessoas se ligam entre si e essas ligações são consideradas como fundamentais (valendo mais, na verdade, do que as leis universalizantes que governam as instituições e as coisas), as relações entre senhores e escravos podiam se realizar com muito mais “intimidade, confiança e consideração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou culpado por estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas, muito pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias atividades que são as do espírito. Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e inferiores, porque o mundo está realmente hierarquizado, tal qual o céu da Igreja Católica, também repartido e totalizado em esferas, círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins, santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualdade e hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.(...)
Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o mulato, o índio e o negro, porque as hierarquias asseguram a superioridade do branco como grupo dominante.
(Roberto da Matta, Relativizando - Uma Introdução à Antropologia Social)Depreende-se do texto que:
Em nosso planeta em rápida urbanização, a vida cotidiana da crescente população de urbanoides é cada vez mais sustentada por sistemas vastos e incrivelmente complexos de infraestrutura e tecnologia. Ainda que muitas vezes passem despercebidos – pelo menos quando funcionam –, esses sistemas permitem que a vida urbana moderna exista. Seus encanamentos, dutos, servidores, fios e túneis sustentam os fluxos, as conexões e os metabolismos que são intrínsecos às cidades contemporâneas.
(Adaptado de Stephen Graham, Cidades sitiadas. O novo urbanismo militar. São Paulo: Editora Boitempo, 2016, p. 345.)Depreende-se do texto que
Se médicos e população acreditavam que a maioria das doenças era causada pelo “calor intenso do país, e desordem de tomar o ar, e qualidade das águas”, era, porém, o clima responsável pela riqueza e diversidade da flora. Físicos, cirurgiões e barbeiros, que ministravam uma medicina prática, rapidamente aprenderam com índios e negros a utilização das plantas nativas como remédio. Estas foram incorporadas aos tratamentos por eles ministrados e incluídas nos manuais de medicina prática que se tornavam cada vez mais populares.
(Júnia Ferreira Furtado. Cultura e sociedade no Brasil colônia, 2000. Adaptado.)Depreende-se do excerto que, no Brasil colonial,
Leia o trecho da entrevista de Carl Hart para a revista Época para responder à questão.
ÉPOCA – O senhor defende a liberação ou a descriminalização do consumo de qualquer droga?
Hart – Defendo a descriminalização. Quer dizer: não prender usuários por porte de drogas e não registrar o consumo na ficha criminal. A polícia deixaria de prender e encarcerar gente que nada tem de criminosa. O dinheiro gasto em perseguir e encarcerar usuários poderia ser investido em iniciativas que realmente ajudem a sociedade.
ÉPOCA – O senhor não acha que usuários de drogas continuarão alvo de preconceito, com ou sem registro criminal?
Hart – Os três últimos presidentes dos Estados Unidos usaram drogas e nunca foram presos. Livres, conseguiram ser presidentes. Estamos cercados de usuários de drogas respeitáveis, que colaboram para uma sociedade melhor. Para aqueles que são presos, os horizontes pessoais ficam reduzidos.
ÉPOCA – O senhor é o primeiro negro americano a ensinar ciências na Universidade Columbia. Como a falta de negros na comunidade científica distorce as conclusões de pesquisas e a produção de conhecimento?
Hart – Não sei se a falta de negros na comunidade científica afeta a produção de conhecimento mais do que qualquer outra coisa em nossa sociedade. A questão racial influencia tudo. Sendo um cientista negro, um dos aspectos que mais me chamam a atenção é o grande número de negros presos por falta de informação sobre as drogas. Parece-me antiético não dizer nada sobre a grande injustiça racial existente nas prisões, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil. Isso me obriga a denunciar.
(http://epoca.globo.com, 07.05.2014.)Depreende-se da argumentação de Carl Hart que
Leia os textos.
Mais escolarizadas, mulheres ainda ganham menos e têm dificuldades de subir na carreira
As mulheres brasileiras já engravidam menos na adolescência, estudam mais do que os homens e tiveram aumento maior na renda média mensal, segundo mostram as Estatísticas de Gênero do IBGE, retiradas da base de dados do Censo de 2010, mas elas ainda ganham salários menores e têm dificuldades em ascender na carreira.
Acesso em: 29.08.2016. Adaptado.Homens recebem salários 30% maiores do que as mulheres no Brasil
O Brasil apresenta um grande nível de disparidade salarial. No país, os homens ganham aproximadamente 30% a mais do que as mulheres de mesma idade e de mesmo nível de instrução que eles.
Acesso em: 29.08.2016. Adaptado.Dentre os motivos que explicam essa disparidade, podemos destacar corretamente
Desde 2010, quando os serviços de saúde de todo o país passaram a ser obrigados a notificar os casos de sífilis adquirida para o Ministério da Saúde, foram registrados quase 480 mil novos casos. Entre os anos de 2016 e 2017, houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 28% em mulheres grávidas.
Disponível em: www.metropoles.com. Acesso em: 08 maio 2019 (adaptado).Considere as seguintes situações:
I – Redução do uso de preservativos em relações sexuais.
II – Resistência do agente infeccioso ao tratamento.
III – Falta de medicamentos antivirais no mercado.
IV – Superpopulação de Aedes aegypti nas cidades.
Dentre essas situações mencionadas, aquelas que podem ser consideradas explicações para o aumento do número de casos descrito no texto são