Em seu texto A Crise na Educação, Hannah Arendt afirma que a ideia de novidade e do “novo” para a educação acarreta em uma série de problemas em decorrência da confusão entre o âmbito da educação e o âmbito da política. Conforme escreve Arendt: “O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, a partir dos tempos antigos, mostra o quanto parece natural iniciar um novo mundo com aqueles que são por nascimento e por natureza novos. No que toca à política, isso implica obviamente um grave equívoco: ao invés de juntar-se aos seus iguais, assumindo o esforço de persuasão e correndo o risco do fracasso, há a intervenção ditatorial, baseada na absoluta superioridade do adulto, e a tentativa de produzir o novo como um fait accompli, isto é, como se o novo já existisse”
De acordo com os seus conhecimentos sobre o tema e baseando-se no texto mencionado, é CORRETO afirmar que
A Estação Primeira de Mangueira se sagrou vitoriosa no carnaval de 2019 do Rio com a proposta de contar o “avesso” da história do Brasil – com um samba-enredo que jogou os holofotes do Sambódromo sobre heróis “apagados” da história e sobre as lutas de negros, de indígenas e de mulheres ao longo dos séculos, após o descobrimento.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47409435.%20Acesso%20em%2009.mar.2019.A questão da diversidade e do reconhecimento das diferenças faz parte da pauta de discussão dos movimentos sociais feministas, negros, étnicos e indígenas.
De acordo com os pressupostos sociológicos, constituem-se justificativas para o apagamento desses heróis
“O capitalismo é uma religião de mero culto, sem dogma. O capitalismo desenvolveu-se no Ocidente como um parasita no cristianismo – não apenas no calvinismo, mas também como deve ser mostrado, nas várias correntes cristãs ortodoxas – de tal maneira que, no final, a história do cristianismo é essencialmente a de seu parasita, o capitalismo”.
BENJAMIN, Walter. O capitalismo como religião. Adaptado de uma conferência de Michael Löwy na USP no dia 29 de setembro. Trad. GONÇALVES L. R. M. In: Folha de S.Paulo, Caderno Mais, domingo, 18 de setembro de 2005.
Segundo Walter Benjamin, o capitalismo não representa apenas, como propõe Max Weber, uma forma de secularização da fé protestante, mas também seria ele próprio uma espécie de culto religioso, que se desenvolve de modo parasitário a partir do cristianismo e acaba por substituí-lo.
De acordo com os posicionamentos acima, o capitalismo apresenta as seguintes características, EXCETO,
“O controle social, algo mais amplo do que o controle da ordem pública, parece ter esgotado suas funções no interior de modelos tradicionais. Por um lado, os mecanismos de pressão social sobre o comportamento dos indivíduos, que operaram, sobretudo, na esfera da moralidade, pública e privada, não parecem suscitar nem o sentimento de medo, sequer o de angústia diante das possibilidades, sempre abertas, de violação das normas sociais. É como se operasse uma sorte de dissociação entre as imposições morais e as práticas sociais. [...] Por outro lado, as éticas vocacionais, muitas delas dotadas de forte inspiração religiosa, que, no passado, asseguravam o represamento das pulsões e do desejo, se não mais parecem mecanismos sólidos para conter os conflitos dos indivíduos entre si e com a sociedade, muito menos ainda o são para evitar as tensões entre coletivos sociais. Está-se em plena era das paixões, sem que quaisquer interditos ou freios morais subjetivos consigam objetivar a experiência social.”
ADORNO, Sérgio. Conflitualidade e violência: reflexões sobre a anomia na contemporaneidade. Tempo soc. [online]. 1998, vol.10, n.1, pp.19-47.De acordo com os argumentos apresentados no texto, é correto afirmar que a resolução dos problemas sociais relativos à segurança pública no Brasil envolveria
De acordo com Onocko-Campos (2019), para a garantia do acesso universal aos serviços de saúde mental dos quais os usuários necessitam, é preciso a ampliação das estratégias de combate:
Uma pessoa ser cancelada significa que ela fez ou disse algo errado, que não é tolerado no mundo de hoje, em que muitas pessoas passaram por essa desconstrução social. Algumas pessoas, no entanto, possuem vivências diferentes e não conseguiam enxergar seus erros antes de terem sido rechaçadas na internet, sendo então essa punição uma maneira de educar.
Disponível em: https://canaltech.com.br/comportamento/o-que-e-cultura-do-cancelamento-164153/. Acesso em: 22 fev. 2021. [Fragmento]De acordo com o trecho, a prática do cancelamento, corrente nas redes sociais, sobretudo a partir de 2019, busca:
Nas últimas décadas, o Brasil experimentou mudanças demográficas, sociais, culturais, econômicas e políticas significativas. A crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho e na política, a melhoria de seu nível educacional, a redução da fecundidade, a postergação da maternidade, a redução da resistência a novos atributos para os papeis feminino e masculino são algumas delas. No entanto, os ritmos de tais mudanças parecem seguir descompassados.
PICANÇO, Felícia Silva. Amélia e a mulher de verdade: representações dos papeis da mulher e do homem em relação ao trabalho e à vida familiar. Em: ARAÚJO, C. & SCALON, C. (org.). Gênero, família e trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.De acordo com o trecho acima, as desigualdades de gênero na inserção no mercado de trabalho persistiriam devido à
Essa propaganda propõe a aplicação de um dos princípios da alimentação equilibrada a outras situações da nossa vida.
De acordo com o texto, tal princípio pode ser seguido ao
Uma mãe canadense defendeu a decisão tomada por ela e por seu marido de manter em segredo o sexo de seu filho mais novo, para dar à criança a oportunidade de desenvolver a sua identidade sexual por conta própria. A decisão tomada por Kathy Witterick, 38 anos, e David Stocker, 39, de não revelar o gênero de seu bebê Storm, de quatro meses de idade, gerou uma avalanche de reações – positivas e negativas – após reportagem do jornal “Toronto Star”, publicada nesta semana [28.05.2011].
(www.g1.globo.com. Adaptado.)De acordo com o texto, pode-se afirmar que:
“Neste novo século, na América Latina, os indígenas estão re-emergindo como a grande novidade no cenário das lutas e movimentos sociais na região. Sabe-se que a luta dos indígenas, de resistência à colonização europeia e branca, é secular. Na atualidade, o elemento novo é a forma e o caráter que essas lutas têm assumido – não apenas de resistência, mas também de luta por direitos: reconhecimento de suas culturas e da própria existência, redistribuição de terras em territórios de seus ancestrais, escolarização na própria língua, etc.”
Gohn, Maria da Glória. Abordagens teóricas no estudo dos movimentos sociais na América Latina. Caderno CRH, Salvador. v. 21, n. 54, p. 439-455. Set/Dez. 2008.De acordo com o texto, os movimentos indígenas contemporâneos têm buscado