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SociologiaUFT2019

Leia o fragmento de texto a seguir:

“Num exercício de imaginação, suponhamos que um dos missionários jesuítas do século XVI, durante sua permanência no Brasil, tenha dividido as suas observações entre o comportamento dos indígenas e os hábitos das formigas saúva. Quatro séculos depois, qualquer entomologista poderá constatar que não houve mudanças nos hábitos dos referidos insetos. Durante quase meio milênio, as habitantes do formigueiro repetiram os procedimentos de suas antecessoras, obedecendo apenas às diretrizes de seus padrões genéticos. Supondo, por outro lado, numa hipótese quase absurda, que um dos grupos indígenas observados tenha sobrevivido aos quatro séculos de dizimação, graças a um isolamento em relação aos brancos, o que constaria um antropólogo moderno?”

Fonte: LARAIA, Roque. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2001, p. 49.

De acordo com o excerto assinale a alternativa CORRETA.

SociologiaENCCEJA2017

Nos anos 1960, a etnóloga Margaret Mead combateu veementemente a noção de “eterno feminino”, mostrando que os atributos de cada sexo variam segundo os povos. Por exemplo, entre os arapeches da Nova Guiné, que ela estava estudando, era aos homens que se atribuiam traços de caráter geralmente considerados femininos, tais como a sensibilidade, a passividade e o amor pelos filhos.

DORTIER, J.-F. Gênero. In: Dicionário de ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

De acordo com o estudo citado, os papéis e responsabilidades de homens e mulheres em uma sociedade são

SociologiaENEM2012

A sociedade em movimento tem gestado algumas alternativas. Surgem novas experiências de luta no campo, nas quais os movimentos sociais têm buscado formas para permanecer na terra, afirmando sua territorialidade. Estes novos sujeitos sociais, de que são exemplo os seringueiros no Acre e as quebradeiras de coco no Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí, têm lutado por seu reconhecimento, chegando em certos casos a obter mudanças na legislação.

MARQUES, M. O conceito de espaço rural em questão. São Paulo: Terra Livre, ano 18, v. 2, jul./dez. 2002.

De acordo com o debate apresentado no texto, e visando à permanência digna no campo, a organização social e política dos seringueiros busca

SociologiaENEM2014

Desde 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem registrado certos bens imateriais como patrimônio cultural do país. Entre as manifestações que já ganharam esse status está o ofício das baianas do acarajé. Enfatize-se: o ofício das baianas, não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o acarajé, há uma série de códigos imperceptíveis para quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos e os adereços mudam de acordo com o santo e com a hierarquia dela no candomblé. O Iphan conta que, registrando o ofício, “esse e outros mundos ligados ao preparo do acarajé podem ser descortinados”.

KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduíche de Bauru. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 13, out. 2006 (adaptado).

De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessidade de se protegerem certas manifestações históricas para que continuem existindo, destacando-se nesse caso a

SociologiaUNICID2019

Leia o texto “Apologia grega à preguiça”, de Francis Wolff, para responder à questão.

Quando digo que os antigos gregos não conheciam a preguiça, isso não significa que fossem mais trabalhadores do que nós. Pelo contrário, eu diria. Isso significa que, para eles, o gosto pelo trabalho não era uma virtude: portanto, o fato de não gostar de trabalhar nem querer trabalhar não era um vício. As virtudes e os vícios não são universais. Por exemplo, o voyeurismo é um vício – a menos que você esteja em uma sociedade de exibicionistas, onde os voyeurs são bem-vindos. Ocorre o mesmo com a preguiça. Nós a consideramos um vício porque acreditamos que o trabalho (o gosto pelo trabalho) seja uma virtude. Mas, em uma sociedade que visse o trabalho como uma calamidade, ou o gosto pelo trabalho como perversão, não pensaríamos a preguiça como um vício. Acharíamos que ela é uma virtude ou, pelo menos, uma disposição sadia do caráter. Na verdade, até ignoraríamos a ideia de preguiça. O que restaria dessa repugnância ao trabalho, que denominamos preguiça, se não mais a condenássemos? Restariam apenas as emoções positivas: o gosto pelo repouso, por exemplo. E, de fato, por que preferir o movimento ao repouso? Por que escolher a excitação, em geral, vã? Aliás, seria preciso acreditar que somos indispensáveis para achar que o mundo necessita de nossa atividade. Amanhã, estaremos mortos e o mundo girará igualmente bem (ou igualmente mal) sem a nossa agitação. E, por fim, se não fizermos nada além de ir levando a vida, será que não estaremos mais disponíveis para as coisas realmente importantes: o amor, a amizade, a cultura de si, o divertimento, o desenvolvimento de nossas faculdades físicas e mentais? Finalmente: por que preferir a submissão ao trabalho diante da possibilidade de nada fazer, ou melhor, diante da liberdade de fazer o que bem nos aprouver?

(Adauto Novaes (org.). Mutações: elogio à preguiça, 2012. Adaptado.)

De acordo com o autor,

SociologiaUFVJM2015

Leia este texto.

A democracia moderna repousa na soberania não do povo, mas dos cidadãos. O povo é uma abstração, que foi frequentemente utilizada para encobrir realidades muito diversas. Mas o que esse “povo” tem a ver com os cidadãos da democracia contemporânea? Numa democracia moderna, quem toma as decisões coletivas, direta ou indiretamente, são sempre e somente os cidadãos, no momento em que depositam seu voto na urna. Não é um corpo coletivo, “povo”. Se não fosse assim, não teria nenhuma justificação a regra da maioria, que é a regra fundamental do governo democrático.
Fonte: BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro, Campus, 1992, p. 119- 120. Adaptado.

De acordo com o autor Norberto Bobbio, é correto afirmar que:

SociologiaUnichristus2020

Foucault ressalta que a principal função das instituições no estrato sócio-histórico da sociedade disciplinar é a de normalização, implementando práticas classificatórias hierarquizantes e distribuindo lugares. […] O que um estabelecimento visa é controlar os desvios dos sujeitos enquanto indivíduos, esquadrinhando seus comportamentos e efetuando sobre eles uma vigilância constante.

Disponível em: https://colunastortas.com.br/sociedade-disciplinar. Acesso em: 10 jun. 2020.

De acordo com Foucault, as instituições citadas nesse trecho têm como objetivo a criação

SociologiaUFU2013

Ao contrário de outros pensadores sociológicos anteriores, Weber acreditava que a Sociologia deveria se concentrar na ação social e não nas estruturas

GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 33.

De acordo com esta assertiva, Weber considera que

SociologiaENEM2020

Uma civilização é a entidade cultural mais ampla. As aldeias, as regiões, as etnias, as nacionalidades, os segmentos religiosos, todos têm culturas distintas em diferentes níveis de heterogeneidade cultural. A cultura de um vilarejo no sul da Itália pode ser diferente da de um vilarejo no norte da Itália, mas ambos compartilharam uma cultura italiana comum que os distingue de vilarejos alemães. As comunidades europeias, por sua vez, compartilharão aspectos culturais que as distinguem das comunidades chinesas ou hindus.

HUNTINGTON, S. P. O choque de civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva,1997.

De acordo com esse entendimento, a civilização é uma construção cultural que se baseia na

SociologiaUNICENTRO2012

Max Weber elaborou um conjunto de conceitos teóricos que têm a realidade do Estado como seu centro de referência.

De acordo com esse autor, é correto afirmar que o Estado é