Na obra A Ideologia Alemã, Marx e Engels apresentam a afirmação a seguir.
As premissas de que partimos não são bases arbitrárias, dogmas; são bases reais que só podemos abstrair na imaginação. São os indivíduos reais, sua ação e suas condições materiais de existência, tanto as que eles já encontraram prontas, como aquelas engendradas de sua própria ação. Essas bases são pois verificáveis por via puramente empírica.
(MARX, K. & ENGELS, F. A Ideologia Alemã. São Paulo: Martins Fontes, 2002.)Sobre os fundamentos do materialismo histórico, assinale a alternativa correta.
Coisas que este livro fará por você: facilitar-lhe-á fazer amigos rápida e facilmente; aumentará sua popularidade; ajuda-loá a conquistar pessoas para seu modo de pensar; aumentará sua influência, seu prestígio, sua habilidade em obter a realização das coisas; facilitar-lhe-á conseguir novos clientes, novos fregueses; aumentará suas rendas; torna-lo-á um melhor vendedor, um melhor diretor; ajudá-lo-á a resolver reclamações, evitar discussões e manter seus contatos humanos agradáveis e suaves; tornalo- á um melhor orador, um conversador mais atraente; tornará os princípios de psicologia fáceis para que você os aplique nos seus contatos diários.
(Dale Carnegie. Como fazer amigos e influenciar pessoas, 1936.) Se alguma coisa há que esta vida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos: de nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecermos uns aos outros. A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que não se usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia. Ninguém conhece outro, e ainda bem que o não conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o íntimo, metafísico inimigo. (Fernando Pessoa. Livro do desassossego, 1931.)Sobre os dois textos, é correto afirmar:
O mundo seria ordenado demais, harmonioso demais, para que se possa explicá-lo sem supor, na sua origem, uma inteligência benevolente e organizadora. Como o acaso poderia fabricar um mundo tão bonito? Se encontrassem um relógio num planeta qualquer, ninguém poderia acreditar que ele se explicasse unicamente pelas leis da natureza, qualquer um veria nele o resultado de uma ação deliberada e inteligente. Ora, qualquer ser vivo é infinitamente mais complexo do que o relógio mais sofisticado. Não há relógio sem relojoeiro, diziam Voltaire e Rousseau. Mas que relógio ruim o que contém terremotos, furacões, secas, animais carnívoros, um sem-número de doenças – e o homem! A história natural não é nem um pouco edificante. A história humana também não. Que Deus após Darwin? Que Deus após Auschwitz?
(André Comte-Sponville. Apresentação da filosofia, 2002. Adaptado.)Sobre os argumentos discorridos pelo autor, é correto afirmar que a existência de Deus é
“[...] Tenho sido, durante muitos anos, um aderente à teoria de Copérnico. Isto me explica a causa de muitos fenômenos que são ininteligíveis por meio de teorias geralmente aceitas. Eu tenho coligido muitos argumentos para refutar essas últimas, mas eu não me arriscaria a levá-los à publicação. Há muito tempo que estou convencido de que a Lua é um corpo como a Terra. Descobri também uma multidão de estrelas fixas, a princípio invisíveis, ultrapassando mais de dez vezes as que podem ver a olho nu, formando a Via Láctea.”
Carta de Galileu a Kepler, 1597. In: BANFI, Antonio. Galileu. Lisboa: Edições 70, 1992.Sobre o trecho da correspondência e seus conhecimentos sobre a Revolução Científica na época do Renascimento, é correto afirmar que:
Texto
Para que serve o saber
Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.
Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.
Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.
O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?
Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.
CORTELA, Mario Sergio. Disponível em: http://www.mscortella.com.br/para-que-serve-o-saber-artigo-de mario-sergio-cortella-7a. Acesso em: 04 de mai de 2021.Sobre o texto, é correto o que se afirma em:
Atente ao texto a seguir:
Na história do pensamento ocidental, a filosofia nasce na Grécia, por volta do século VI (ou VII) a.C. Por meio de longo processo histórico, surge promovendo a passagem do saber mítico ao pensamento racional.
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia, São Paulo, 2002, p. 73.
Sobre o texto, é CORRETO afirmar que
Leia o texto a seguir
“Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.”
Sobre o texto acima, assinale a alternativa que apresenta corretamente a concepção ética e o filósofo que a escreveu.
O termo ética tem sua origem etimológica no grego ethos, cujo significado repousa em ser uma derivada da reflexão filosófica que estuda o comportamento do homem e seu valor nas suas relações sociais.
Sobre o tema ética, é correto afirmar:
Já no início da primeira Meditação, Descartes afirma:
Há algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo de firme e constante nas ciências.
(DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p.257.)Sobre o sentido dessas afirmações, assinale a alternativa correta.
O Inglês William Shakespeare (1564-1616), na obra Hamlet, expressa a concepção sobre o ser humano afirmando:
“Que obra-prima, o homem! Quão nobre pela razão! Quão infinito pelas faculdades! Como é significativo e admirável na forma e nos movimentos! Nos atos, quão semelhantes aos anjos! Na apreensão como se aproxima aos deuses, adorno do mundo, modelo das criaturas!”.
(SHAKESPEARE, William. A trágica história de Hamlet. Disponível em <http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/hamlet.html>. Acesso em 10 ago. 2017).Sobre o retorno ao conhecimento da Antiguidade clássica, chamado de Renascimento, pode-se afirmar: