No início da primeira parte da “Apologia de Sócrates”, na qual este apresenta a sua defesa diante dos cidadãos atenienses acerca dos seus acusadores, podemos ler: “Contudo, não disseram nada de verdadeiro. Mas, entre as muitas mentiras que divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro”.
Qual alternativa a seguir se refere a tal mentira\calúnia atribuída contra Sócrates? Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto abaixo que apresenta um trecho do Discurso Fúnebre de Péricles, citado pelo historiador Tucídides (460-396 a.C.).
A nossa constituição não imita as leis dos estados vizinhos. Em vez disso, somos mais um modelo para os outros do que imitadores. O governo favorece a maioria em vez de poucos – por isso é chamado de democracia. Se consultarmos a lei, veremos que ela garante justiça igual para todos em suas diferenças particulares; quanto à condição social, o avanço na vida pública depende da reputação de capacidade.
As questões de classe não têm permissão de interferir no mérito, tampouco a pobreza constitui um empecilho: se um homem está apto a servir ao Estado, não será tolhido pela simplicidade da sua condição.
Com relação à democracia ateniense no século V a.C., considere as afirmações abaixo.
I - A isonomia – igualdade de direitos para todos os cidadãos perante a lei – era uma característica da democracia ateniense.
II - Todos os cidadãos, na Assembleia, tinham o direito ao voto, mas somente os cidadãos de origem nobre tinham o direito a discursar.
III - Atenas vetava a participação política das mulheres, estrangeiros e escravos, uma vez que esses não eram considerados cidadãos.
Quais estão corretas?
A atividade atualmente chamada de ciência tem se mostrado fator importante no desenvolvimento da civilização liberal: serviu para eliminar crenças e práticas supersticiosas, para afastar temores brotados da ignorância e para fornecer base intelectual de avaliação de costumes herdados e de normas tradicionais de conduta.
NAGEL, E. et al. Ciência: natureza e objetivo. São Paulo: Cultrix, 1975 (adaptado).Quais características permitem conceber a ciência com os aspectos críticos mencionados?
A atividade atualmente chamada de ciência tem se mostrado fator importante no desenvolvimento da civilização liberal: serviu para eliminar crenças e práticas supersticiosas, para afastar temores brotados da ignorância e para fornecer base intelectual de avaliação de costumes herdados e de normas tradicionais de conduta.
NAGEL, E. et al. Ciência: natureza e objetivo. São Paulo: Cultrix, 1975 (adaptado).Quais características permitem conceber a ciência com os aspectos críticos mencionados?
O homem é a medida de todas as coisas, daquelas que existem e de sua natureza; daquelas que não existem e da explicação de sua não existência.
(Protágoras. Os pensadores gregos antes de Sócrates, 1964.)
Protágoras, filósofo do século V a.C., sustenta um princípio essencial à civilização grega clássica, corretamente exemplificado
Na abertura do “Discurso sobre a Origem e os fundamentos da Desigualdade entre os Homens”, Rousseau, dirigindo-se aos soberanos, senhores de Genebra, diz considerar-se um felizardo.
Por quê? Assinale a alternativa CORRETA.
“Liberdade” e “determinismo fatal” se contradizem.
Por quê?
Na cultura grega e em algumas correntes filosóficas, existe a crença de que cada homem, ao nascer, já traz o seu destino marcado, e regido por uma lei prévia de causa-efeito. Se aceitarmos esse determinismo, estaremos negando, em parte, a essência do homem.
Por quê?
Determinismo, na cultura grega, era a crença de que todo o ser humano, ao nascer, já traz seu Destino “determinado” por uma espécie de deusa maléfica, denominada Moira. Se aceitarmos essa crença, estaremos negando, em parte, a essência do homem.
Por quê?
“A extrema desigualdade na maneira de viver, o excesso de ociosidade por parte de uns, o excesso de trabalho de outros, [...] os alimentos demasiadamente requintados, que nos nutrem de sucos abrasantes e nos sobrecarregam de indigestões, a má alimentação dos pobres, [...]: eis, pois, as funestas garantias de que a maioria dos males é fruto de nossa própria obra, e de que seriam quase todos evitados se conservássemos a maneira simples, uniforme e solitária de viver, que nos foi prescrita pela Natureza.”
Rousseau, J.-J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 61 – Coleção Os Pensadores.Por meio do trecho acima, é correto concluir que, para Rousseau,