Com a publicação de “As regras do método sociológico” em 1895, Émile Durkheim postulou variados pilares sobre os quais se sustentariam as práticas e métodos aplicáveis pela Sociologia nos anos seguintes. Considere os seguintes trechos da obra:
do ponto de vista puramente biológico, o que é normal para o selvagem não o é sempre para o civilizado, e vice-versa. (...) Um fato social pode, pois, ser acoimado de normal para uma espécie social determinada senão em relação com uma fase, igualmente determinada, de seu desenvolvimento”. p. 52
“Existem, pois, espécies sociais pela mesma razão por que existem espécies em biologia. Estas, com efeito, são devidas ao fato de que os organismos não constituem senão combinações variadas de uma única e mesma unidade anatômica”. p. 81.
Pode-se perceber, nos dois trechos selecionados, traços do
Se a tragédia havia absorvido e assimilado todas as formas de arte antecedentes, o mesmo se pode dizer do diálogo platônico. Mistura de todos os estilos e de todas as formas precedentes, o diálogo oscila entre a narrativa, o lirismo e o drama, entre a prosa e a poesia. Platão conseguiu realmente legar à posteridade o modelo de uma obra de arte nova, o do “romance”. Neste gênero literário, a poesia existe gradualmente subordinada à filosofia e durante muitos séculos, mais tarde, a mesma filosofia esteve subordinada à teologia.
(Friedrich Wilhelm Nietzsche. A origem da tragédia, 2004. Adaptado.)Pode-se exemplificar o argumento sobre a submissão da filosofia à teologia, com
Diariamente somos inundados por inúmeras promessas de curas milagrosas, métodos de leitura ultrarrápidos, dietas infalíveis, riqueza sem esforço. Basta abrir o jornal, ver televisão, escutar o rádio, ou simplesmente abrir a caixa de correio eletrônico. A grande maioria desses milagres cotidianos é vestida com alguma roupagem científica: linguagem um pouco mais rebuscada, aparente comprovação experimental, depoimentos de “renomados” pesquisadores, utilização em grandes universidades. São casos típicos do que se costuma definir como “pseudociência”.
(Marcelo Knobel. “Ciência e pseudociência”. In: Física na escola, vol. 9, no 1, 2008.)Pode-se elaborar a crítica filosófica aos conhecimentos pseudocientíficos por meio
Pode-se definir o pensamento mítico como elaboração simbólica do mundo. Os mitos de sociedades distintas apresentam traços recorrentes, tais como
Mito quer dizer “palavra”, “discurso”. Ele não se opõe, de imediato, a logos cujo sentido primeiro é igualmente “palavra, discurso”, antes de designar a inteligência e a razão. Foi somente no quadro da exposição filosófica ou da pesquisa histórica que a partir do século V [a. C.] mito, postulado como oposição a logos, [passou a designar] uma asserção vã, sem fundamento.
(Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego, sem data.)Pode-se deduzir do trecho citado, que a distinção entre o pensamento filosófico e o discurso mítico decorre do fato de que na filosofia as asserções
Pode-se considerar atitude filosófica o reconhecimento do não saber para buscar o conhecimento. Nessa perspectiva, é fundamento relevante, que sustenta a verdade oriunda da razão, a seguinte alternativa:
Na obra Leviatã, Thomas Hobbes explica que o ser humano busca satisfazer suas necessidades por meio do domínio sobre o outro, exercido pelo uso da força. Essa tentativa de domínio levada a cabo por indivíduo gera, segundo o autor, um estado permanente de guerra de todos contra todos, uma situação insustentável, pela busca desenfreada de sobrevivência de todos num mundo de recursos limitados. Para que esse Estado Natural destrutivo não reine, faz-se necessário que haja um Contrato Social, um acordo entre todos, em que os direitos ilimitados justificados pela busca da sobrevivência e da satisfação de necessidades e vontades sejam limitados em prol de uma autoridade maior, soberana, que organize a sociedade, distribuindo os recursos de acordo com as possibilidades e as necessidades e garantindo a paz.
Disponível em: https://www.infoescola.com/filosofia/leviata/. Acesso em: 2 fev. 2019(adaptado).Pode-se afirmar que o discurso de Thomas Hobbes sobre um Estado Soberano que impede a “guerra de todos contra todos” defende a
Platão, filósofo grego (428-347 a.C.), tem como base de sua teoria a distinção entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, uma característica ou aspecto de cada um desses mundos.
Quem pratica a retórica fará que apareça a mesma coisa às mesmas pessoas, ora justa, quando quiser, ora injusta. O Palamedes de Eleia discorria com tanta arte que aos seus ouvintes as mesmas coisas pareciam semelhantes e dessemelhantes, unas e múltiplas, permanentes e transitórias.
(Platão. Fedro, 2016. Adaptado.)Platão refere-se
Platão procurou comprovar racionalmente sua teoria sobre a imortalidade da alma no diálogo Fédon. Argumentou que os vivos nascem dos mortos e os mortos dos vivos. Essa perspectiva filosófica platônica está na base de sua teoria do conhecimento e do método para alcançá- -lo, que são, respectivamente,