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FilosofiaUECE2022

Os filósofos políticos modernos usaram o conceito de estado de natureza para colocar a questão sobre o que legitima o contrato (ou pacto) social fundador da sociedade civil (o Estado). Em outras palavras, perguntavam-se pelo que torna legítima a saída dos indivíduos do estado de natureza e sua submissão à lei no Estado, através do contrato (ou pacto). Em última instância, essa é uma pergunta pela legitimidade do Estado.

O filósofo que considerou que a finalidade do contrato é o estabelecimento da liberdade e da igualdade civis em substituição à liberdade e à igualdade naturais foi

FilosofiaUPE2017

Sobre a consciência crítica, considere o texto a seguir:

O homem é corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande valor no homem é ele ser uma ponte e não um fim; o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um acabamento. Eu só amo aqueles que sabem viver como que se extinguindo, porque são esses os que atravessam de um para outro lado.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra. São Paulo, 1999, p. 27.

O filósofo Nietzsche elucida, sobre a consciência crítica e a filosofia, que

FilosofiaPUC-PR2019

Leia o texto abaixo.

“Só pode ser objeto de respeito e, portanto, mandamento aquilo que está ligado à minha vontade somente como princípio e nunca como efeito, não aquilo que serve à minha inclinação mas o que a domina ou que, pelo menos a exclui do cálculo na escolha, que dizer a simples lei por si mesma”

(KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Lisboa: Edições 70, 2011, p.32).

O filósofo Immanuel Kant discute o respeito à lei moral como contrário aos outros sentimentos que nascem das inclinações. Sobre o puro respeito é CORRETO afirmar que

FilosofiaUnichristus2020

[...] nenhum conhecimento em nós precede a experiência, e todo o conhecimento começa com ela. Embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso todo ele se origina justamente da experiência, pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento de experiência seja um composto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que nossa faculdade de conhecimento [...] fornece de si mesma. [...] Tais conhecimentos se denominam a priori e distinguem-se dos empíricos, que possuem suas fontes a posteriori, ou seja, na experiência.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. (Adaptado)

O filósofo Immanuel Kant (século XVIII) inova ao pensar o conhecimento em duas perspectivas denominadas de

FilosofiaUNESP2020

Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina.

(Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”. In: Historiæ, vol. 3, no 3, 2012. Adaptado.)

O filósofo iluminista Montesquieu, autor de Do espírito das leis, criticou o absolutismo e propôs

FilosofiaUNIOESTE2019

O filósofo francês, Michel Foucault, ao iniciar os estudos sobre arquitetura hospitalar na segunda metade do século XVIII, percebeu que grande parte dos projetos arquitetônicos tinham como característica uma centralização do olhar voltada para indivíduos, corpos e coisas. Segundo Foucault, os modelos arquitetônicos seguiam os princípios formulados por Jeremy Bentham em sua obra “O Panopticon”, publicada no final do século XVIII. Foucault encontrou o mesmo princípio dopanopticon na arquitetura das escolas, nos hospitais e, sobretudo, nos grandes projetos prisionais do início do século XIX. Em 1975, ele retoma o tema em sua obra “Vigiar e Punir”, quando se refere ao tema da tecnologia de poder e o da vigilância no sistema prisional. Sobre o panopticon, é CORRETO afirmar.

FilosofiaUniCesumar2016

O filósofo francês Montesquieu (1689-1755), pseudônimo de Charles-Louis de Secondat, foi um iluminista que influenciou o pensamento político e a formação de Estados por todo o mundo. Em sua mais famosa obra (O Espírito das Leis, de 1748), defendia a idéia de que "só o poder freia o poder." (Livro XI, Capítulo IV). Tal proposição se traduz, na sociedade brasileira, na divisão percebida entre:

FilosofiaUEG2013

O filósofo francês Alain Badiou considera que existem algumas condições que alimentam o desejo de filosofar do homem – a revolta, a lógica, a universalidade e a aposta no acaso, no caos. Entretanto, o autor considera que a sociedade insistentemente mata o desejo de filosofar em favor de uma existência administrada, segura e sem grandes imprevistos. A partir dessas considerações, verifica-se que

FilosofiaENEM2013

O contrário de um fato qualquer é sempre possível, pois, além de jamais implicar uma contradição, o espírito o concebe com a mesma facilidade e distinção como se ele estivesse em completo acordo com a realidade. Que o Sol não nascerá amanhã é tão inteligível e não implica mais contradição do que a afirmação de que ele nascerá. Podemos em vão, todavia, tentar demonstrar sua falsidade de maneira absolutamente precisa. Se ela fosse demonstrativamente falsa, implicaria uma contradição e o espírito nunca poderia concebê-la distintamente, assim como não pode conceber que 1 + 1 seja diferente de 2.

HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1999 (adaptado).

O filósofo escocês David Hume refere-se a fatos, ou seja, a eventos espaço-temporais, que acontecem no mundo. Com relação ao conhecimento referente a tais eventos, Hume considera que os fenômenos

FilosofiaEMESCAM2016

Para Paul Feyerabent “a ideia de que a ciência pode e deve ser governada de acordo com regras fixas e universais é simultaneamente não realista e perniciosa. É não realista, pois supõe uma visão por demais simples dos talentos do homem e das circunstâncias que encorajam ou causam seu desenvolvimento. E é perniciosa, pois a tentativa de fazer valer as regras aumentará forçosamente nossas qualificações profissionais à custa de nossa humanidade. Além disso, a ideia é prejudicial à ciência, pois negligencia as complexas condições físicas e históricas que influenciam a mudança científica. Ela torna a ciência menos adaptável e mais dogmática...”

(In: Chalmers. O que é a ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993, p. 175).

O filósofo da ciência (Feyerabent) acima citado é considerado: