De acordo com as regras da gramática normativa da língua portuguesa, qual das frases a seguir possui equívoco de concordância?
Considerando os elementos de humor utilizados na linguagem das tirinhas, assinale a alternativa que aponta o alvo de crítica na ironia no cartum a seguir:
As três peças publicitárias abaixo fazem parte de uma campanha sobre o consumo consciente de água
Avalie as afirmações abaixo: I. As peças publicitárias acima revelam que mudanças em algumas ações habituais são benéficas por caracterizarem o uso consciente da água, apesar de essas mesmas mudanças acarretarem prejuízos ao resultado dessas ações.II. A combinação entre verbal e não verbal é que permite a construção de sentido nas peças acima: enquanto a repetição da imagem revela que não há qualquer alteração, o texto verbal explicita alguns fatores, como o tempo do banho, por exemplo.III. A única diferença existente nas situações exemplificadas em cada peça está explicitada pelo texto verbal.
Uma das características mais apontadas na obra de Machado de Assis é a presença do discurso irônico. Veja abaixo a definição de ironia pelo Dicionário Houaiss:
ironia s.f. (s XV cf. FichIVPM) 1 RET figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender, uso de palavra ou frase de sentido diverso ou oposto ao que deveria ser empr., para definir ou denominar algo [A ironia ressalta do contexto.] (...) 2 m. q. ASTEÍSMO (‘uso sutil e delicado da crítica irônica’) (...) 4 p. ext. uso de palavra, expressão ou acepção de caráter sarcástico; zombaria.
(Houaiss, 2001, p. 1651)
Agora, leia o primeiro capítulo da obra Quincas Borba, de Machado de Assis:
Capítulo 1
RUBIÃO fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra cousa. Cortejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Queé agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade. "Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas", pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...
Assim como em grande parte da obra do escritor, também neste capítulo podemos observar uma forte presença da ironia. Podemos dizer que são irônicos os trechos em que:I. Rubião, sentindo-se dono de tudo, desde as chinelas até o céu, atribui à sua mudança de profissão o fato de estar rico, como se vê no trecho “Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista.”II. Rubião atribui a Deus os fatos que aconteceram em sua vida e que o levaram a enriquecer, inclusive a morte de sua irmã e de seu amigo, ao pensar "Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas".III. Rubião relativiza o infortúnio da morte de sua irmã, pois, se ela não tivesse morrido, ele não estaria rico, o que fica evidente no trecho “Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”Estão corretas:
Observe o poema a seguir, do autor Paulo Henriques Britto, e, a partir dele, responda aquestão:
Nada de mergulhos. É na superfície
que o real, minúsculo plâncton, se trai.
Sentidos, sentimentos e outros moluscos
não passam pela finíssima peneira
do funcional. E o sofrimento, ai,
esse nefando pinguim de louça
sobre o que deveria ser, na quiti
nete do eu, uma austera geladeira...
Que ninguém nos ouça: guarda esse escafandro,
meu filho. Só o raso é cool. A dor é kitsch.
(BRITTO, Paulo Henriques. Macau. São Paulo: Cia das Letras, 2003.)As expressões “nefando pinguim de louça”, “quitinete do eu” e “austera geladeira” são:
Observe a imagem a seguir, chamada “Guerra Fiscal”:
Ao observar a imagem acima, podemos dizer que:
Observe o cartum:
Agora marque a alternativa que contém uma explicação correta sobre a figura de linguagem chamada “metonímia”:
Leia a charge a seguir:
A relação entre a figura e o trecho “Ah, bom. Se a Samarco garante, eu fico mais tranquilo...” resulta na seguinte figura de linguagem:
“As sociedades da Antiguidade e da Idade Média desconheciam a ideia de tempo que temos hoje, isto é, o tempo unificado, padronizado, controlado e medido em intervalos de horas, minutos e segundos perfeitamente iguais em sua duração. A ausência da consciência de tempo era a regra entre as pessoas comuns na Idade Média. Sequer as datas de nascimento eram registradas e a maioria desconhecia o ano em que estava, uma vez que isso dependia de cálculos feitos pela Igreja e que não era usado no cotidiano. (...) Na Idade Média, o tempo era essencialmente o tempo circular da liturgia cristã, marcado pela vida de Cristo: Advento, Natal, Quaresma, Semana Santa (com o Domingo de Ramos, Eucaristia, Paixão culminando na Páscoa, a ressurreição), Domingo de Pentecostes etc”.
(Disponível em: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/tempona-idade-media-invencao-do-relogio/ Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues. Acesso: mar. 2017.)A partir do texto citado, é possível afirmar que:
na rua mena barreto passa uma avó
que nunca teve netos por um feirante
que não se casou e dá olá de longe
para um apontador do jogo do bicho
que perdeu a mãe de trombose e todos
seguem carregando suas tristezas
dentro de sacolas de plástico.
(Duvivier, Gregorio. Ligue os pontos : poemas de amor e big bang. 1.ed. São Paulo: Cia das Letras, 2013.)A metáfora é um recurso de linguagem em que se utiliza um termo em um sentido que não lhe é próprio segundo o sentido apresentado no dicionário; a partir disso, a palavra metafórica assume um sentido figurado, que deve ser interpretado no contexto. No poema de Gregorio Duvivier, temos um claro exemplo de metáfora em: