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FilosofiaUNESP2022

Não é fácil vencer uma discussão. Especialmente em um contexto inflamado, em que as opiniões se polarizam, notícias falsas se proliferam, debatedores recorrem a ofensas e sarcasmo e festas de fim de ano criam ambientes propícios para a briga. Uma boa discussão, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, não serve para a disputa — e, sim, para a construção do conhecimento. Nesse sentido, saber sustentar uma boa argumentação é fundamental.

(Beatriz Montesanti e Tatiana Dias. “Por que ‘opinião não é argumento’, segundo este professor de lógica da Unicamp”. www.nexojornal.com.br, 28.02.2018.)

O excerto explicita a relevância de uma área da filosofia que contribui para o desenvolvimento de boas discussões, qual seja,

FilosofiaUSF2014

(...) em sua obra Leviatã, compara o Estado a um monstro poderoso, criado para acabar com a desordem e a insegurança da sociedade. (...) nas sociedades primitivas o “homem era o lobo do próprio homem”. Isso quer dizer que as pessoas viviam em constantes guerras e matanças entre si, cada qual lutando pela sua sobrevivência e olhando para seus interesses individuais. Só havia uma solução para esses conflitos: estabelecer um “contrato social”, na qual cada um deveria renunciar à sua liberdade em favor de um governo absoluto, capaz de garantir a ordem, a direção e a segurança no convívio social. Assim, justificava-se o poder absoluto como forma de garantir a paz e o progresso da sociedade.

Adaptado de COTRIN, Gilberto. História Global. Saraiva, 1995,P. 294.

O excerto é atribuído a

FilosofiaUEA2013

Considerando que todos os mesmos pensamentos que temos quando despertos nos podem também ocorrer quando dormimos, sem que haja nenhum, nesse caso, que seja verdadeiro, resolvi fazer de conta que todas as coisas que até então haviam entrado no meu espírito não eram mais verdadeiras que as ilusões de meus sonhos. Mas, logo em seguida, adverti que, enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições não seriam capazes de a abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava. Pelo fato mesmo de eu pensar em duvidar da verdade das outras coisas seguia-se mui evidentemente e mui certamente que eu existia.

(René Descartes. Discurso do método, 1973. Adaptado.)

O excerto do Discurso do método de René Descartes (1596-1650) expõe o procedimento inicial da reflexão do filósofo, a chamada “dúvida metódica”. A dúvida tem a função de abrir o caminho da verdade. Pela dúvida, o filósofo chega à primeira certeza, que está na origem do

FilosofiaUNESP2021

Locke […] admite, a título de direito natural, o direito de propriedade fundado sobre o trabalho e limitado, por consequência, à extensão de terra que um homem pode cultivar, e o poder paterno, sendo a família instituição natural e não política. […] O pacto social não cria nenhum direito novo. É um acordo entre indivíduos que se reúnem para empregar a força coletiva no sentido de executar as leis naturais, renunciando a executá-las por sua própria força.

(Émile Bréhier. História da filosofia, 1979.)

O excerto apresenta um aspecto da teoria política de Locke, que estabelece

FilosofiaUEA2020

Frente a um caos de práticas sociais ou de representações religiosas, continuaremos a procurar explicações parciais e diferentes para cada caso analisado, ou tentaremos descobrir uma ordem, uma estrutura profunda, para que possamos dar conta dessa diversidade aparente e vencer a incoerência?

(Claude Lévi-Strauss. De près et de loin, 1988. Adaptado.)

O etnólogo Lévi-Strauss resume, na forma de perguntas, o pressuposto teórico da análise estruturalista, segundo o qual

FilosofiaUNICENTRO2017

O Estado, enquanto instituição social, é uma realidade no seio da sociedade, contudo, sobre sua origem, pode-se afirmar:

FilosofiaUEA2016

Atribui-se a Tales de Mileto, por sua grande sabedoria, uma especulação lucrativa […]. Reprovava-se a sua pobreza, dizendo-lhe que a filosofia para nada serve. Ele havia previsto, diz-se, por seus conhecimentos astronômicos, que iria haver uma grande colheita de azeitonas. Estava-se ainda no inverno. Procurou Tales o dinheiro necessário, arrendou todas as prensas de óleo de Mileto e de Quio por um preço bem módico, pelo fato de não ter concorrentes. Quando veio a colheita, as prensas foram procuradas de repente por uma multidão de interessados. Alugou-lhas então pelo preço que quis, e, realizando assim grandes lucros, mostrou que é fácil aos filósofos enriquecer quando querem, embora não seja esse o fim dos seus estudos.

(Aristóteles. A política, s/d.)

O episódio de Tales de Mileto (séculos VII e VI a.C), relatado por Aristóteles, demonstra que não é função da filosofia se preocupar com alguma forma de lucro e que o campo da reflexão filosófica

FilosofiaUFMS2017

“Este filósofo é visto como um proponente do que viria a ser o cientista empirista moderno, defendendo que expandir a partir da experiência e fatos históricos é o melhor método de se desenvolver uma filosofia consistente, especialmente em política, e que a teorização a partir da imaginação é inútil. Com esta aproximação, foi capaz de afastar a política da teologia e da filosofia moral, desenvolvendo-a como uma disciplina em si mesma. Assim, contribuiu para a compreensão de como os governantes de fato agem e mesmo para a antecipação de seu comportamento. Defendeu o estudo da fundação de uma nação e a compreensão de seus elementos originais como essencial para a antecipação do futuro.


Encontramos neste pensador uma crítica ao aristotelianismo teológico, aceito pela igreja, e a relação da igreja com o estado, que levaria muitas decisões práticas a serem tomadas com base em ideais imaginários. O aristotelianismo teológico foi a mais sofisticada forma de justificação do cristianismo e, neste contexto, teve como efeito justificar a preguiça e inação das pessoas frente aos desafios da vida e da sociedade, ao esperar pela providência divina para solucionar tais desafios. Este posicionamento, de recusa da sorte e destino baseados em algo externo a vida humana, classificou-o como um humanista. Enquanto encontramos em Platão a descrição da política, tornando-o mais próximo do filósofo analisado do que Aristóteles, tais pensadores sempre tiveram uma inclinação para posicionar a filosofia acima da política, enquanto este recusava qualquer ideia teleológica, aquelas que postulam causas finais ideais.


Embora seus seguidores tenham preferido métodos mais pacíficos e baseados na economia para promover o desenvolvimento, é aceito que a posição de aceitação de riscos, ousadia, ambição e inovação que o filósofo sugere aos líderes políticos ajudou a fundar novos modos de se fazer política e negócios.”

(Disponível em: https://www.infoescola.com/biografias/ ( Acesso em 17 nov 2018)

O enunciado acima se refere a um importante filósofo. Quem é ele?

FilosofiaUEA2015

O enunciado “Todos os cisnes são brancos, logo se esta ave for um cisne, ela será branca” é um exemplo de raciocínio

FilosofiaUPE2018

Sobre a dimensão do homem na perspectiva existencialista, considere o texto a seguir:

O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber.

(SARTRE, Jean-Paul. O Existencialismo é um Humanismo. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 12).

O enfoque existencialista questiona o modo de ser do homem. Entende esse modo de ser como o modo de ser-no-mundo. Na perspectiva existencialista, sobre o homem, assinale a alternativa CORRETA.