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Os Bruzundangas

No gabinete do ministro

Pancome, quando se deu uma vaga de amanuense na sua secretaria de Estado, de acordo com o seu critério não abriu concurso, como era de lei, e esperou o acaso para preenchê-la convenientemente.

Houve um rapaz que, julgando que o poderoso visconde queria um amanuense chic e lindo, supondo-se ser tudo isso, requereu o lugar, juntando os seus retratos, tanto de perfil como de frente.

Pancome fê-lo vir à sua presença. Olhou o rapaz e disse:

_ Sabe sorrir?

_ Sei, Excelentíssimo Senhor Ministro.

_ Então mostre.

Pancome ficou contente e indagou ainda:

_ Sabe cumprimentar?

_ Sei, Senhor Visconde.

_ Então, cumprimente ali o Major Marmeleiro.

Este major era o seu secretário e estava sentado, em outra mesa, ao lado da do ministro, todo ele embrulhado em uma vasta sobrecasaca.

O rapaz não se fez de rogado e cumprimentou o major com todos os “ff” e “rr” diplomáticos.

O visconde ficou contente e perguntou ainda:

_ Sabe dançar?

_ Sei, Excelentíssimo Senhor Visconde.

_ Dance.

_ Sem música?

O visconde não se atrapalhou. Determinou ao secretário:

_ Marmeleiro, ensaia aí uma valsa.

_ Só sei “Morrer sonhando” (exemplo).

_ Serve.

O candidato dançou às mil maravilhas e o visconde não escondia o grande contentamento de que sua alma exuberava.

Indagou afinal:

_ Sabe escrever com desembaraço?

_ Ainda não, doutor.

_ Não faz mal. O essencial, o senhor sabe. O resto o senhor aprenderá com os outros.

E foi nomeado, para bem documentar, aos olhos dos estranhos, a beleza dos homens da Bruzundanga.

(Lima Barreto. Os Bruzundangas, 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1961, p. 166-7.)

Pelo contexto, é possível inferir que o significado de “amanuense” é:

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Leia o soneto abaixo de Camões e responda à questão.

“Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

O termo “descontente”, na 1ª estrofe, no 2º verso, é analisado sintaticamente como:

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Leia o texto:

“Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”

O fragmento acima elabora-se estilisticamente com figuras de linguagem caracterizadoras do estilo poético de Alencar e apresenta, predominantemente, as seguintes figuras de linguagem:

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Assinale a alternativa que preenche as lacunas com o uso correto do pronome relativo:

O controle biológico de pragas,__________________o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso_________________ os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo.

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Os Bruzundangas

No gabinete do ministro

Pancome, quando se deu uma vaga de amanuense na sua secretaria de Estado, de acordo com o seu critério não abriu concurso, como era de lei, e esperou o acaso para preenchê-la convenientemente.

Houve um rapaz que, julgando que o poderoso visconde queria um amanuense chic e lindo, supondo-se ser tudo isso, requereu o lugar, juntando os seus retratos, tanto de perfil como de frente.

Pancome fê-lo vir à sua presença. Olhou o rapaz e disse:

_ Sabe sorrir?

_ Sei, Excelentíssimo Senhor Ministro.

_ Então mostre.

Pancome ficou contente e indagou ainda:

_ Sabe cumprimentar?

_ Sei, Senhor Visconde.

_ Então, cumprimente ali o Major Marmeleiro.

Este major era o seu secretário e estava sentado, em outra mesa, ao lado da do ministro, todo ele embrulhado em uma vasta sobrecasaca.

O rapaz não se fez de rogado e cumprimentou o major com todos os “ff” e “rr” diplomáticos.

O visconde ficou contente e perguntou ainda:

_ Sabe dançar?

_ Sei, Excelentíssimo Senhor Visconde.

_ Dance.

_ Sem música?

O visconde não se atrapalhou. Determinou ao secretário:

_ Marmeleiro, ensaia aí uma valsa.

_ Só sei “Morrer sonhando” (exemplo).

_ Serve.

O candidato dançou às mil maravilhas e o visconde não escondia o grande contentamento de que sua alma exuberava.

Indagou afinal:

_ Sabe escrever com desembaraço?

_ Ainda não, doutor.

_ Não faz mal. O essencial, o senhor sabe. O resto o senhor aprenderá com os outros.

E foi nomeado, para bem documentar, aos olhos dos estranhos, a beleza dos homens da Bruzundanga.

(Lima Barreto. Os Bruzundangas, 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1961, p. 166-7.)

No trecho “Este major era o seu secretário e estava sentado, em outra mesa, ao lado da do ministro ...” há uma figura de linguagem denominada:

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Os versos abaixo são de Fernando Pessoa, no heterônimo de Ricardo Reis.

Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos

Senão para o que fica do que passa
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes.

No 1º verso, o termo Lídia tem a função sintática de:

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No 1º quarteto, no 2º verso, a palavra “o alento”, analisada sintaticamente temos:

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Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços abaixo:

As crianças querem saber o -------------- de tudo isso.

Aja com prudência, ---------------- as pessoas envolvidas são perigosas.

Ignoro o motivo ----------------- ele partiu sem se despedir.

Não terminou toda a leitura, poderia me explicar ----------------?

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Leia o soneto abaixo de Camões e responda à questão.

“Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Na 3ª estrofe, o poeta usa o verbo “E se vires ...”. Em que tempo e modo verbal está?

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Leia o trecho de Navio Negreiro, de Castro Alves, para responder à questão

“Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar. Era
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...”

Na 2ª estrofe, 2º verso, aparece o termo “cujas”, que é um: