“Embora a terra e todas as criaturas inferiores sejam comuns a todos os homens, cada homem tem uma propriedade em sua própria pessoa. A esta ninguém tem direito algum além dele mesmo. O trabalho de seu corpo e a obra de suas mãos, pode-se dizer, são propriamente dele. Qualquer coisa que ele então retire do estado com que a natureza o proveu e deixou, mistura-a ele com o seu trabalho e junta-lhe algo que é seu, transformando-a em sua propriedade. Sendo por ele retirada do estado comum em que a natureza a deixou, a ele agregou, com esse trabalho, algo que a exclui do direito comum dos demais homens.”
(John Locke. Dois Tratados sobre o governo. II, §27)O trecho acima trata de um tema fundamental para o pensamento liberal: o que vem a ser a propriedade.
De acordo com Locke, a propriedade é
Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. Conheço indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca e engolem tudo.
Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes.
Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve reclamações.
— Minhas senhoras, Seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar, paciência, vá à justiça.
Como a justiça era cara, não foram a justiça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudando direito. Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz.
Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças as chicanas de João Nogueira.
Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicultura e a avicultura. Para levar os meus produtos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequência mordeu-me cem mil réis.
RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1990.O trecho, de São Bernardo, apresenta um relato de Paulo Honório, narrador-personagem, sobre a expansão de suas terras.
De acordo com esse relato, o processo de prosperidade que o beneficiou evidencia que ele
Tendemos a concordar que a distribuição isonômica do que cabe a cada um no estado de direito é o que
permite, do ponto de vista formal e legal, dar estabilidade às várias modalidades de organizações instituídas no
interior de uma sociedade. Isso leva Aristóteles a afirmar que a justiça é “uma virtude completa, porém não em
absoluto e sim em relação ao nosso próximo”
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 332.
De acordo com essa caracterização, é correto dizer que a função própria e universal atribuída à justiça, no estado de direito, é
Para o racionalismo, a razão é a verdadeira fonte do conhecimento.
De acordo com essa afirmativa, os filósofos que podem ser considerados racionalistas são
A ação humana é fruto de uma escolha entre o certo e o errado, e entre o que é bom e o que é mal. O indivíduo procura se basear em parâmetros socialmente aceitos que lhe permitem conviver com as outras pessoas, em outras palavras, ele busca sempre se guiar pelos conceitos que norteiam a prática dos valores positivos e das qualidades humanas. A ética não somente serve de base para as relações humanas, mas, trata também das relações sociais dos homens na medida em que os filósofos consideram a ética como base da justiça ou do direito, e até mesmo das leis que regulam a convivência entre todos que vivem na sociedade.
FILOSOFIA,ÉticaeSociedade.Disponívelem:<http://www.portalconscienciapolitica. com.br/products/filosofia-etica-e-sociedade/>. Acesso em: 5 set. 2016.De acordo com as informações do texto, a ética
Leia o texto a seguir sobre características dos mundos real e virtual.
O psiquiatra de Stanford Elias Aboujaoude afirma que o problema não é tanto a cultura digital “achatar” nossa personalidade, mas nos dividir em dois. Desenvolvemos pouco a pouco uma “e-personalidade” ou “e-identidade” que é distinta de nossa personalidade off-line: “para cada ser real com uma conexão de internet, existe agora uma versão virtual vivendo lado a lado.” Mais ainda, nosso eu virtual está começando a dominar nossa vida. Estar on-line está se transformando depressa em nosso estado-padrão, com uma crescente proporção de pessoas passando metade das horas do dia ligada em tecnologia digital: o adolescente americano típico passa quase oito horas por dia conectado, atualizando seu status no Facebook, consultando mídia e enviando mensagens de texto para os amigos.
KRZNARIC, Roman. O poder da empatia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p. 186.De acordo com as informações apresentadas e a análise desse parágrafo, infere-se que o elemento central da discussão é
Leia o excerto abaixo e assinale a alternativa que relaciona corretamente duas das principais máximas do existencialismo de Jean-Paul Sartre, a saber:
I.“a existência precede a essência”
II. “estamos condenados a ser livres”
Com efeito, se a existência precede a essência, nada poderá jamais ser explicado por referência a uma natureza humana dada e definitiva; ou seja, não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Por outro lado, se Deus não existe, não encontramos já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. [...] Estamos condenados a ser livres. Estamos sós, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.
SARTRE, Jean-Paul. O Existencialismo é um Humanismo. 3ª. ed. S. Paulo: Nova Cultural, 1987.De acordo com as alternativas apresentadas acima, responda
“É fato, no entanto, que a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas, o poder material tem de ser derrubado pelo poder material, no entanto, também a teoria se transforma em poder material assim que se apodera das massas. A teoria é capaz de apoderar-se das massas assim que se evidencia ad hominem [no ser humano – latim], e de fato ela se evidencia ad hominem tão logo se torna radical [...] A teoria só se efetiva num povo na medida em que representa a concretização das suas necessidades” (MARX, Contribuição à crítica da Filosofia do direito de Hegel).
Considere o fragmento acima e avalie as seguintes asserções:
I. A teoria tudo vence por ser superior e não depender de nenhum poder material.
II. Quando a teoria penetra na consciência dos trabalhadores, se transforma em força material.
III. Em razão do analfabetismo, a teoria não é capaz de apoderar-se das massas.
IV. A expressão teórica se realiza num povo quando representa seus interesses.
De acordo com as afirmações acima,
De acordo com algumas teorias políticas, a formação do Estado é explicada pela renúncia que os indivíduos fazem de sua liberdade natural quando, em troca da garantia de direitos individuais, transferem a um terceiro o monopólio do exercício da força. O conjunto dessas teorias é denominado de
Segundo Aristóteles, "a justiça é aquela disposição de caráter que torna as pessoas propensas a fazer o que é justo, que as faz agir justamente e a desejar o que é justo". A justiça é a maior das virtudes e pode ser dividida em duas modalidades: a justiça distributiva e a justiça corretiva. Para a primeira, agir com justiça é dar a cada um segundo o seu valor, o seu mérito, ou seja, utiliza-se de critérios de proporcionalidade e é uma forma de manter uma sociedade totalmente hierarquizada. Já "a justiça corretiva será o meio-termo entre perda e ganho", sendo um fator intermediário, equânime.
Disponível em: <https://jus.com.br/artigos>. Acesso em: mar. 2017. Adaptado.As sociedades clássicas deixaram um legado cultural que influenciou o processo de formação da sociedade ocidental. Entre esses legados, destaca-se o pensamento filosófico.
De acordo com a visão filosófica de Aristóteles, a justiça distributiva contribuiu para