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FilosofiaUECE2022

“Sto. Tomás [de Aquino], sempre fiel às legítimas tradições, afirma a distinção entre direito natural e direito positivo, em sólido artigo da Suma Teológica (II-II 57, 2). O termo direito aplica-se aos dois direitos analogicamente, alicerçando Santo Tomás a sua distinção em Aristóteles. Haverá um direito proveniente ‘da própria natureza da coisa’, direito natural, que não se confunde com as normas da justiça firmadas entre duas pessoas, ou estabelecidas pela autoridade pública (direito positivo). Enquanto o primeiro direito independe da vontade humana, o segundo nasce dela por uma convenção estabelecida.”

MOURA, Odilão, D. A Doutrina do Direito Natural em Tomás de Aquino. In: Veritas, Porto Alegre, vol. 40, n. 159, setembro, 1995, p. 484.

Com base na citação acima, é correto definir o Direito Natural, em Tomás de Aquino, como

FilosofiaUECE2019

“Toda polis é uma forma de comunidade. [...] O homem é, por natureza, um ser vivo político (zoon politikon). [...] Além disso, a polis é anterior à família e a cada um de nós, individualmente considerado; é que o todo é, necessariamente, anterior à parte. [...] É evidente que a polis é, por natureza, anterior ao indivíduo; como um indivíduo separado não é autossuficiente, ele permanece em relação à cidade como uma parte em relação ao todo. Quem for incapaz de ser em comunidade ou que não sente essa necessidade por causa de sua autossuficiência será um bicho ou um deus; e não faz parte de qualquer polis”.

ARISTÓTELES. Política, 1252a1; 1253a5-30 – Texto adaptado.

Com base na citação acima, é correto afirmar que, para Aristóteles,

FilosofiaUECE2019

A filósofa brasileira Rosa Dias diz o seguinte sobre a filosofia da arte de Nietzsche:

“[O] ponto mais importante da estética nietzschiana do seu primeiro livro [O nascimento da tragédia] é o desenvolvimento dos aspectos apolíneo e dionisíaco na arte grega, considerados como impulsos antagônicos, como duas faculdades fundamentais do homem: a imaginação figurativa, que produz as artes da imagem (a escultura, a pintura e parte da poesia), e a potência emocional, que encontra sua voz na linguagem musical. Cada um desses impulsos manifesta-se na vida humana por meio de dois estados fisiológicos, o sonho e a embriaguez, que se opõem como o apolíneo e o dionisíaco. O sonho e a embriaguez são condições necessárias para que a arte se produza; por isso, o artista, sem entrar em um desses estados, não pode criar”.

DIAS, Rosa Maria. Arte e vida no pensamento de Nietzsche. In: Cadernos Nietzsche, São Paulo, v. 36 nº 1, p. 228, 2015.

Com base na citação acima, é correto afirmar que

FilosofiaUNICENTRO2011

Analisando-se os princípios da consciência moral, sob influencia do pensamento de Immanuel Kant, conclui-se que a vontade humana é verdadeiramente moral quando a autonomia da razão para legislar supõe a liberdade e o dever.

Com base na análise da tira e nas informações, é correto afirmar que ela se refere ao ato moral kantiano, segundo o qual o

FilosofiaUFU2012

O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor: essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como incompatíveis entre si [...].

HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis: Vozes, 1988.

Com base em seus conhecimentos e na leitura do texto acima, assinale a alternativa correta segundo a filosofia de Hegel.

FilosofiaUNICENTRO2014

Com a teoria do conhecimento, a Filosofia, deixando de ser metafísica, torna possível o conhecimento verdadeiro aos seres humanos racionais. Nesse aspecto, torna-se uma teoria sobre a capacidade humana de conhecer. Com base nessas informações e nos conhecimentos acerca do significado da teoria do conhecimento, assinale a alternativa correta.

FilosofiaUNESP2013

A modernidade não pertence a cultura nenhuma, mas surge sempre CONTRA uma cultura particular, como uma fenda, uma fissura no tecido desta. Assim, na Europa, a modernidade não surge como um desenvolvimento da cultura cristã, mas como uma crítica a esta , feita por indivíduos como Copérnico, Montaigne, Bruno, Descartes, indivíduos que, na medida em que a criticavam, já dela se separavam, já dela se desenraizavam. A crítica faz parte da razão que, não pertencendo a cultura particular nenhuma, está em princípio disponível a todos os seres humanos e culturas. Entendida desse modo, a modernidade não consiste numa etapa da história da Europa ou do mundo, mas numa postura crítica ante a cultura, postura que é capaz de surgir em diferentes momentos e regiões do mundo, como na Atenas de Péricles, na Índia do imperador Ashoka ou no Brasil de hoje.

(Antonio Cícero. Resenha sobre o livro “O Roubo da História”. Folha de S.Paulo, 01.11.2008. Adaptado.)

Com a leitura do texto, a modernidade pode ser entendidacomo

FilosofiaUNIVAG2017

A influência dos livros de filosofia na vida dos homens raramente se compara àquela dos efeitos das descobertas técnicas ou de revoluções políticas. Quando consideramos as consequências advindas da invenção da lâmpada, da má- quina a vapor ou do computador para a sociedade moderna, ou as mudanças na vida de milhões de pessoas devido às duas guerras mundiais do século XX, os efeitos dos livros clássicos de filosofia nos parecem como aqueles recordes mundiais em categorias esportivas extravagantes, praticadas por algumas poucas pessoas igualmente extravagantes, que talvez recebam apenas uma menção anual nas colunas de jornais.

Mas esse não é o caso de Dois tratados sobre o governo, de John Locke. Formulado em linguagem clara e despretensiosa, e que dá início à filosofia política do Iluminismo, esse escrito não surge em uma torre de marfim acadêmica e, sim, como parte de um acalorado debate, do qual participa toda uma nação e no qual o autor tomou claramente partido. Nessa obra, Locke fundamenta por que os governantes não poderiam dispor do poder a seu bel-prazer: este poder lhes foi outorgado pelo povo para ser exercido de acordo com determinadas regras, mas, em determinadas circunstâncias, deveria ser devolvido ao povo.

(O portal da filosofia, 2009.)

Com a expressão “torre de marfim”, o autor se refere

FilosofiaUEG2013

Com a emergência da época moderna, a partir do séc. XVII, ocorreram diversas mudanças cruciais no plano filosófico, científico e religioso que mudaram a forma de o ser humano compreender a si mesmo, o universo e a sociedade. Nesse sentido, pode-se inferir que:

FilosofiaUECE2019

A dialética não é um mero método que organiza, mentalmente, na cabeça do filósofo, a realidade que lhe é exterior. Ao contrário, a dialética é, para autores como Hegel e Marx, a única forma de ler a realidade sem traí-la ou distorcê-la, pois é na própria realidade que se situam as contradições dialéticas.

Ciente dessa compreensão, assinale a opção que exprime corretamente essa identificação da contradição do real com a forma de pensar.