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FilosofiaUEMA2020

Analise o seguinte caso:

O filósofo e psicólogo Lawrence Kohlberg em suas pesquisas expôs o seguinte problema para ser pensado: “A esposa de Heinz estava gravemente enferma, o remédio que a salvaria custava muito caro, e, Heinz não tinha condições financeiras para comprá-lo do farmacêutico que tinha a fórmula. Após esgotadas as tentativas de conseguir o remédio de modo transparente, ele roubou”.

Então Kohlberg pergunta aos entrevistados se o marido fizera bem ou não em ter roubado. As respostas são várias, entre elas têm: “Não devia roubar, pois poderia ser preso”; “Deve roubar porque ela é sua mulher, é da sua família”.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2016.

A situação retratada nos defronta com um dilema porque trata de problema cujas possibilidades de soluções são

FilosofiaUNCISAL2009

A criação de um proletariado despossuído de qualquer propriedade, (...) cultivadores vítimas de expropriações violentas repetidas, foi necessariamente mais rápida que sua absorção pelas nascentes manufaturas. (...) Forma-se uma massa de mendigos, ladrões e vagabundos. Desde o final do século XV e durante todo o século XVI na Europa Ocidental foi criada uma legislação sanguinária contra o ócio. Os pais da atual classe operária foram castigados por terem sido reduzidos à situação de vagabundos e pobres. A legislação os tratava como criminosos voluntários; ela pressupunha que dependia de seu livre arbítrio continuar a trabalhar como antes.

(Karl Marx, O Capital. 1969)

A situação apontada por Marx refere-se ao processo histórico

FilosofiaUECE2020

“O silogismo é uma locução em que uma vez certas suposições sejam feitas, alguma coisa distinta delas se segue necessariamente devido à mera presença das suposições como tais. Por ‘devido à mera presença das suposições como tais’ entendo que é por causa delas que resulta a conclusão, e por isso quero dizer que não há necessidade de qualquer termo adicional para tornar a conclusão necessária”

ARISTÓTELES. Órganon: Categorias, Da interpretação, Analíticos anteriores, Analíticos posteriores, Tópicos, Refutações sofísticas. Bauru, SP: EDIPRO, 2010, p. 111.

Considerando o enunciado acima, constante no livro I dos Analíticos anteriores, atente para o que se afirma a seguir, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Trata-se da definição de silogismo, termo filosófico com o qual Aristóteles designou a conclusão deduzida de premissas, a argumentação lógica perfeita.

( ) Expõe as bases do argumento indutivo com três proposições declarativas (duas premissas e uma conclusão) que se conectam de tal modo que, a partir de premissas, é possível induzir uma conclusão.

( ) Expressa a importância dada por Aristóteles à correção lógica do raciocínio empregado na construção do conhecimento do Ser das coisas.

( ) O silogismo não trata do conteúdo do que se afirma, mas permite se chegar a conclusões verdadeiras, desde que baseadas em princípios gerais verdadeiros.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

FilosofiaUECE2019

“Como a composição das tragédias mais belas não é simples, mas complexa, e, além disso, deve imitar casos que suscitam o terror e a piedade (porque tal é o próprio fim desta imitação), evidentemente se segue que [nelas] não devem ser representados nem homens muito bons que passem da boa para a má fortuna – caso que não suscita terror nem piedade, mas repugnância – nem homens muito maus, que passem da má para a boa fortuna, pois não há coisa menos trágica, faltandolhe todos os requisitos para tal efeito; não é conforme aos sentimentos humanos, nem desperta terror ou piedade.”

ARISTÓTELES. Poética, XIII, 1452b 31. Trad. de Eudoro de Souza. São Paulo: Ars Poética, 1993.

Considerando a concepção de poética de Aristóteles, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir:

( ) Aristóteles concebe que toda poesia trágica é uma imitação (mimese ou mímesis).

( ) A imitação trágica deve ser tal que provoque nos espectadores terror e piedade.

( ) Para atingir seus fins, a tragédia deve ser conforme aos sentimentos humanos.

( ) A tragédia representa homens muito bons que passaram da boa para a má fortuna.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

FilosofiaUECE2019

Atente para as seguintes citações:

“Temos assim três virtudes que foram descobertas na nossa cidade: sabedoria, coragem e moderação para os chefes; coragem e moderação para os guardas; moderação para o povo. No que diz respeito à quarta, pela qual esta cidade também participa na virtude, que poderá ser? É evidente que é a justiça”

(Platão, Rep., 432b).

“O princípio que de entrada estabelecemos que se devia observar em todas as circunstâncias quando fundamos a cidade, esse princípio é, segundo me parece, ou ele ou uma de suas formas, a justiça. Ora, nós estabelecemos, segundo suponho, e repetimo-lo muitas vezes, se bem te lembras, que cada um deve ocupar-se de uma função na cidade, aquela para a qual a sua natureza é mais adequada”

(Platão, Rep., 433a).

Considerando a teoria platônica das virtudes, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir:

( ) Nessa teoria das virtudes, cada grupo desenvolve a(s) virtude(s) que lhe é (ou são) própria(s).

( ) Só pode ser justa a cidade em que os grupos que dela participam e nela agem o fazem de acordo com sua natureza.

( ) Quando sabedoria, coragem e moderação se realizam de modo adequado, temos a justiça.

( ) Existe uma relação entre a natureza dos indivíduos, o grupo de que devem fazer parte na cidade, as virtudes que lhes são adequadas e, em consequência, a função que nela devem desempenhar.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

FilosofiaUNIMONTES2018

O Iluminismo foi um movimento intelectual que eclodiu na França, no século XVIII, e englobou filosofia, ciências, política, arte e direito. Muitos pensadores, tais como John Locke, Voltaire e Adam Smith, colaboraram para o eixo básico desse movimento, isto é, a contraposição entre razão e fé. Um dos objetivos centrais do movimento foi transformar a sociedade inserindo a razão na base da educação, das tradições e das esferas do exercício do poder político. A partir do exposto, considere as afirmativas abaixo e assinale C para as corretas e I para as incorretas:

( ) O pensador inglês John Locke (1632-1704) defendeu que a população teria o direito de depor um governante, caso ele rompesse o contrato estabelecido com a sociedade.
( ) O filósofo francês Voltaire (1694-1778) postulou a liberdade de expressão dos indivíduos, no entanto, fez ressalvas, caso o discurso propagado fosse em favor da propriedade privada.
( ) O pensador Adam Smith (1723-1790), considerado “pai da ciência econômica”, esclareceu que a única fonte de riqueza é o trabalho, pois, a partir do aumento da produtividade, todos os envolvidos enriqueceriam.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

FilosofiaPUC-RS2011

Para responder à questão, leia o seguinte trecho do conto “O espelho”, do livro Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa, e as afirmativas, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

Sim, são para se ter medo, os espelhos.

Temi-os, desde menino, por instintiva suspeita. Também os animais negam-se a encará-los, salvo as críveis exceções. Sou do interior, o senhor também; na nossa terra, diz-se que nunca se deve olhar em espelho às horas mortas da noite, estando-se sozinho. Porque, neles, às vezes, em lugar de nossa imagem, assombra-nos alguma outra e medonha visão. Sou, porém, positivo, um racional, piso o chão a pés e patas. Satisfazer-se com fantásticas nãoexplicações? – jamais. Que amedrontadora visão seria então aquela? Quem o Monstro?

Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a ideia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma.

( ) O narrador demonstra conhecer crenças antigas a respeito do perigo de se mirar em um espelho.

( ) Segundo essas histórias populares, nem sempre os espelhos projetam a imagem de quem se mira, podendo refletir seres assombrosos.

( ) Por ser racional e realista, o narrador sente-se tranquilo em olhar-se no espelho, ciente de que não irá flagrar alguma visão medonha.

( ) De acordo com as crenças, há certas horas perigosas para refletir-se no espelho, sobretudo quando se está só.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

FilosofiaUNICAMP2013

A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveuno século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois

FilosofiaUEL2021

Leia o texto a seguir.

A ideia de que a razão, a mais alta faculdade intelectual do homem, interessa-se apenas pelos instrumentos, ou melhor, é ela mesma apenas um instrumento, é formulada de modo mais claro e aceita mais amplamente hoje do que no passado. [...] O indivíduo outrora concebeu a razão exclusivamente como um instrumento do eu. Agora, ele experiencia o inverso dessa autodeificação. A máquina ejetou o piloto; ela corre cegamente pelo espaço. No momento da consumação, a razão tornou-se irracional e estultificada.

HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. Trad. Carlos Henrique Pissardo. São Paulo: Editora da UNESP, 2015. p. 118; 143

A respeito do problema da racionalidade instrumental em Horkheimer, assinale a alternativa correta.

FilosofiaUEG2019

John Locke afirmou que a mente é como uma folha em branco na qual a cultura escreve seu texto e Descartes demonstrava desconfiança em relação aos sentidos como fonte de conhecimento.

A respeito desses dois filósofos, verifica-se o seguinte: