A liberdade, enquanto um dos constitutivos essenciais do ser humano, como ser racional, tem que entenderse como:
A liberdade, enquanto constitutivo essencial da natureza humana, deve entender-se como:
A liberdade humana pode definir-se como:
Desde o início da semana, alunos da rede municipal de Vitória da Conquista, na Bahia, não vão mais poder cabular aulas. Um “uniforme inteligente” vai contar aos pais se os alunos chegaram à escola – ou “dedurar” se eles não passaram do portão. O sistema, baseado em rádio-frequência, funciona por meio de um minichip instalado na camiseta do novo uniforme, que começou a ser distribuído para 20 mil estudantes na segunda-feira. Funciona assim: no momento em que os alunos entram na escola, um sensor instalado na portaria detecta o chip e envia um SMS aos pais avisando sobre a entrada na instituição.
(Natália Cancian. Uniforme inteligente entrega aluno que cabula aula na Bahia. Folha de S.Paulo, 22.03.2012.)A leitura do fato relatado na reportagem permite repercussõesfilosóficas relacionadas à esfera da ética, pois o “uniforme inteligente”
Aristóteles em sua obra Política, elaborou uma profunda reflexão sobre a política antiga, mostrou os mecanismos que regularam a vida social, analisou as várias formas de agregação política, ofereceu interessantes informações sobre o papel social da mulher, dos escravos e dos estrangeiros, que, segundo ele, eram inferiores, porque em decorrência da sua condição e natureza, não participavam da vida na polis.
A justificativa aristotélica de exclusão social das mulheres, escravos e estrangeiros na sociedade grega foi baseada no(a)
A instalação do artista conceitual Joseph Kosuth alude, de maneiras diferentes, a três cadeiras. Da direita para esquerda, a primeira alusão é a definição de cadeira extraída de um dicionário; a segunda é a presença de uma cadeira real; e a terceira é a fotografia da cadeira real. Essa obra pode ser utilizada para conferir forma à argumentação do filósofo grego Platão, segundo a qual,
A influência da Igreja Católica foi dominante em todas as áreas. Um dos seus teóricos mais conhecido, Santo Agostinho, defendia:
Na temática da Lógica, leia o texto a seguir sobre os tipos de inferência:
A dedução e a indução são conhecidas com o nome de inferência, isto é, concluir alguma coisa a partir de outra já conhecida. Sobre a indução e a dedução, entende-se como inferências mediatas.
(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1996, p. 68.) Adaptado.A autora acima enfatiza a singularidade dos tipos de inferência no âmbito da razão discursiva. Sobre isso, observe a seguinte inferência:
Sócrates é homem e mortal
Platão é homem e mortal
Aristóteles é homem e mortal
Logo, todos os homens são mortais.
A inferência expressa o raciocínio
Normalmente numa discussão em grupo, de amigos ou mesmo entre pessoas de classe e de cultura diferentes, ao tratar de um assunto polêmico, é fácil e também legítimo observar que cada pessoa manifesta opinião própria em razão de sua formação, classe social, educação e cultura. Tal como na situação a seguir:
No leito de morte, Ribeiro, um ateu convicto, recebe o amigo Leonardo, um cristão autêntico para uma última conversa.
Leonardo: – você não será recebido por Deus Pai, mas Mãe!
Ribeiro: – Será uma deusa! Leonardo: – Sim, e, por sua demora, terá muitos afagos e muita festa!
Ribeiro: – Muita farra pelo visto... ah, como eu gostaria que fosse verdade!... invejo você por ter fé... eu não tenho.
Leonardo: – não importa a fé, mas o amor. E toda sua vida é um ato de amor; aos famintos, às crianças abandonadas, aos índios marginalizados, aos negros, às mulheres oprimidas...
Ribeiro: – Continuo não acreditando, mas gosto de farra.
Em situações como a descrita acima, parece que a discussão não chega a um acordo, o da aceitação de uma vida pós-morte com os divinos conforme as tradições religiosas nos expõem. Porém, nem sempre esse acordo é possível, sobretudo quando temos posições diferentes e as radicalizamos.
A impossibilidade de acordo, do ponto de vista filosófico, ocorre, sobretudo, quando se está diante de um
Enquanto o pensamento de Santo Agostinho representa o desenvolvimento de uma filosofia cristã inspirada em Platão, pensamento de São Tomás reabilita a filosofia de Aristóteles– até então vista sob suspeita pela Igreja –, mostrando ser possível desenvolver uma leitura de Aristóteles compatível com a doutrina cristã. O aristotelismo de São Tomás abriu caminho para o estudo da obra aristotélica separa a legitimação do interesse pelas ciências naturais, um dos principais motivos do interesse por Aristóteles nesse período.
MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.A Igreja Católica por muito tempo impediu a divulgação da obra de Aristóteles pelo fato de a obra aristotélica