O número de equipamentos e tecnologias voltadas aos pequenos produtores aumentou. Com preços mais acessíveis, produtos permitem que lavouras menores utilizem técnicas mais sofisticadas. Empresas de consultoria especializadas prestam serviço e ajudam o agricultor a tirar dúvidas e descobrir qual é o aparelho mais adequado para otimizar os negócios no campo. Ainda existe a possibilidade do aluguel – que permite um verdadeiro test-drive antes de um investimento definitivo. Um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em maio de 2014, apontou que 53% das propriedades agrícolas do Sudeste do País optaram pela agricultura de precisão.
Por que o custo caiu? “Com essas tecnologias saindo de fábrica acopladas às máquinas, houve uma redução significativa no custo de aquisição, além disso existe a possibilidade de financiamento com taxas menores, diz Antonio Rafael Costa, gerente de marketing de produto da AGCO, fabricante de máquinas agrícolas. É o caso dos modelos de tratores menores, que apostam em maior segurança e conforto, e podem ser financiados pelos programas de incentivo federais.
Há outras alternativas. No lugar de um trator, técnicos aconselham a compra de uma motossemeadora, desenvolvida pela Embrapa, que tem uso duplo, para plantar sementes ou aplicar adubo. O silo-bolsa é mais leve e comporta mais de 200 toneladas de grãos. Portátil, não precisa de estrutura física para suporte e pode custar até 20% do valor de um modelo convencional.
ESTADAO PROJETOS ESPECIAIS. Cresce oferta de produtos para pequeno produtor. Caderno do agronegócio, 27 fev. 2015, p. 8. Adaptado.Com o Novo Acordo Ortográfico, ocorreram mudanças no uso do hífen. Na frase “No lugar de um trator, técnicos aconselham a compra de uma motossemeadora, desenvolvida pela Embrapa, [...]”, a palavra motossemeadora deixou de ter hífen. Quais outros vocábulos seguem a mesma regra e deixaram de usar o hífen?
I. metarregra, fotorreportagem, minissaia.
II. malassombrada, antepassados, interregional.
III. motosserra, semirreta, antirrábica.
IV. ultrassonografia, microondas, suprarrenal.
Pode-se afirmar que:
O número de equipamentos e tecnologias voltadas aos pequenos produtores aumentou. Com preços mais acessíveis, produtos permitem que lavouras menores utilizem técnicas mais sofisticadas. Empresas de consultoria especializadas prestam serviço e ajudam o agricultor a tirar dúvidas e descobrir qual é o aparelho mais adequado para otimizar os negócios no campo. Ainda existe a possibilidade do aluguel – que permite um verdadeiro test-drive antes de um investimento definitivo. Um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em maio de 2014, apontou que 53% das propriedades agrícolas do Sudeste do País optaram pela agricultura de precisão.
Por que o custo caiu? “Com essas tecnologias saindo de fábrica acopladas às máquinas, houve uma redução significativa no custo de aquisição, além disso existe a possibilidade de financiamento com taxas menores", diz Antonio Rafael Costa, gerente de marketing de produto da AGCO, fabricante de máquinas agrícolas. É o caso dos modelos de tratores menores, que apostam em maior segurança e conforto, e podem ser financiados pelos programas de incentivo federais.
Há outras alternativas. No lugar de um trator, técnicos aconselham a compra de uma motossemeadora, desenvolvida pela Embrapa, que tem uso duplo, para plantar sementes ou aplicar adubo. O silo-bolsa é mais leve e comporta mais de 200 toneladas de grãos. Portátil, não precisa de estrutura física para suporte e pode custar até 20% do valor de um modelo convencional.
Cresce oferta de produtos para pequeno produtor. Estadão Projetos Especiais, São Paulo, 27 fev. 2015. Caderno do agronegócio, p.8. Adaptado.O pronome relativo refere-se a um termo anterior, antecedente. Identifique os pronomes cujos antecedentes são um substantivo.
I. “Com preços mais acessíveis, produtos permitem que lavouras menores utilizem técnicas mais sofisticadas.”
II. “Ainda existe a possibilidade do aluguel – que permite um verdadeiro test-drive antes de um investimento definitivo.”
III. “Um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em maio de 2014, apontou que 53% das propriedades agrícolas do Sudeste do País optaram pela agricultura de precisão.”
IV. “É o caso dos modelos de tratores menores, que apostam em maior segurança e conforto, e podem ser financiados pelos programas de incentivo federais.”
O pronome que refere-se a um substantivo em, apenas:
Leia o trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei- -me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei- -me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, — para dizer alguma cousa, — que era capaz de os pentear, se quisesse.
— Você?
— Eu mesmo.
— Vai embaraçar-me o cabelo todo, isso sim.
— Se embaraçar, você desembaraça depois.
— Vamos ver.
No texto, a expressão “olhos de ressaca” é utilizada para descrever
Leia a crônica de Ruy Castro para responder à questão.
Como um tumor
Cientistas da Universidade de Hiroshima, no Japão, criaram uma rã transparente, cujas intimidades ficam expostas e podem ser perfeitamente observadas pelo lado de fora. Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando. Outra vantagem é a de que poderão acompanhar uma rã por todo o seu ciclo de vida — o ciclo de vida da rã, claro, não dos cientistas.
Para chegar à rã transparente, os japoneses, craques em engenharia genética, levaram anos cruzando exemplares de rãs albinas. E agora partiram para aperfeiçoá-la: vão fazer com que qualquer corpo estranho que apareça dentro da rã se acenda. Um tumor, por exemplo.
Já no Marrocos, também nesta semana, os cientistas da Universidade de Rabat conseguiram com que um pato nascesse no ovo de uma galinha. Se isso lhe parece meio mixo (afinal, no mesmo dia, em Recife, uma avó deu à luz seus próprios netos, lembra-se?), saiba que a proeza marroquina é considerada mais importante, pelo fato de os palmípedes e os galináceos constituírem famílias diferentes.
Por coincidência, é o que se está discutindo em Brasília nos últimos dias: um político gerado num ovo destinado a palmípedes pode se baldear no meio do mandato para o terreiro dos galináceos, por ver neste mais oportunidades para ciscar? Em princípio, não. Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu?
Essas mudanças nunca são de graça. Assim, sugiro convocar os japoneses para cruzar nossos políticos com as rãs albinas e, com isso, criar políticos transparentes. Quando um deles recebesse um corpo estranho — uma propina, por exemplo —, esse corpo se acenderia. Como um tumor.
(Crônicas para ler na escola, 2010.)“Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu?” (4° parágrafo)
No contexto, “o pinto ou o pato” e “ovo de onde ele saiu” referem-se, respectivamente,
Leia o poema de Jorge de Lima (1895-1953) para responder a questão.
O acendedor de lampiões
Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!
No contexto do poema, o verso “Parodiar o sol e associar-se à lua” (1ºestrofe) expressa,
Leia o poema de Jorge de Lima (1895-1953) para responder à questão.
O acendedor de lampiões
Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!
No contexto do poema, o verso “Parodiar o sol e associar-se à lua” (1a estrofe) expressa,
Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão.
Balanço
A infância não foi uma manhã de sol:
demorou vários séculos; e era pífia,
em geral, a companhia. Foi melhor,
em parte, a adolescência, pela delícia
do pressentimento da felicidade
na malícia, na molícia, na poesia,
no orgasmo; e pelos livros e amizades.
Um dia, apaixonado, encarei a minha
morte: e eis que ela não sustentou o olhar
e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
que me abate. Tarde aprendi a gozar
a juventude, e já me ronda a suspeita
de que jamais serei plenamente adulto:
antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
os deuses façam felizes e maduros
Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.
“Que ao menos
os deuses façam felizes e maduros
Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.”
Nesses versos, estão presentes as seguintes ideias:
Na tirinha acima há a ocorrência de uma figura de linguagem que consiste em atribuir características humanas a seres inanimados, a elementos da natureza, a sentimentos ou a animais. Assinale a alternativa que apresenta sua denominação correta:
O nível de emprego na construção brasileira registrou queda de 0,94% em fevereiro no comparativo com janeiro. O saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 30,9 mil trabalhadores com carteira assinada. Os dados são do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No Estado de São Paulo, o nível de emprego registrou queda de 0,69% em fevereiro e o saldo entre contratações e demissões ficou negativo em 5,2 mil trabalhadores. No acumulado do ano anterior, o indicador apresentou baixa de 5,46%, com o fechamento de 48.597 vagas.
Emprego recua 0,94%. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 29 mar. 2015. Caderno classificados, p. 1.A vírgula, além de marcar uma pausa de pequena duração, é empregada para separar elementos de uma oração, como também orações de um só período.
Na frase do texto: “No Estado de São Paulo, o nível de emprego registrou queda de 0,69% em fevereiro [...]”, a vírgula empregada:
Leia a crônica de Ruy Castro para responder à questão.
Como um tumor
Cientistas da Universidade de Hiroshima, no Japão, criaram uma rã transparente, cujas intimidades ficam expostas e podem ser perfeitamente observadas pelo lado de fora. Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando. Outra vantagem é a de que poderão acompanhar uma rã por todo o seu ciclo de vida — o ciclo de vida da rã, claro, não dos cientistas.
Para chegar à rã transparente, os japoneses, craques em engenharia genética, levaram anos cruzando exemplares de rãs albinas. E agora partiram para aperfeiçoá-la: vão fazer com que qualquer corpo estranho que apareça dentro da rã se acenda. Um tumor, por exemplo.
Já no Marrocos, também nesta semana, os cientistas da Universidade de Rabat conseguiram com que um pato nascesse no ovo de uma galinha. Se isso lhe parece meio mixo (afinal, no mesmo dia, em Recife, uma avó deu à luz seus próprios netos, lembra-se?), saiba que a proeza marroquina é considerada mais importante, pelo fato de os palmípedes e os galináceos constituírem famílias diferentes.
Por coincidência, é o que se está discutindo em Brasília nos últimos dias: um político gerado num ovo destinado a palmípedes pode se baldear no meio do mandato para o terreiro dos galináceos, por ver neste mais oportunidades para ciscar? Em princípio, não. Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu?
Essas mudanças nunca são de graça. Assim, sugiro convocar os japoneses para cruzar nossos políticos com as rãs albinas e, com isso, criar políticos transparentes. Quando um deles recebesse um corpo estranho — uma propina, por exemplo —, esse corpo se acenderia. Como um tumor.
(Crônicas para ler na escola, 2010.)Na frase “os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando” (1° parágrafo), o verbo “viver” foi empregado com a mesma acepção que se verifica em: