Assinale a alternativa que apresenta corretamente a análise crítica do poema Arte de amar, extraído da coletânea 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, apresentado a seguir:
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma,
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação,
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Leia o poema de Cora Coralina “Todas as vidas”.
[...]
Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
[...]
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
[...]
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
[...]
Todas as vidas dentro de mim.
Na minha vida -
a vida mera das obscuras.
Ao tematizar a mulher, nesse poema, Cora Coralina valoriza as condições sociais marginalizadas
PORQUE
Sou um homem arrasado. (...) O que estou é velho. Cinquenta anos. Cinquenta anos perdidos, gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. (...) A lembrança de Madalena persegue-me. Diligencio afastá-la e caminho em redor da mesa. Aperto as mãos de tal forma que me firo com as unhas, e, quando caio em mim, estou mordendo os beiços a ponto de tirar sangue. (...) Penso em Madalena com insistência. Se fosse possível recomeçarmos... Para que enganar-me? Se fosse possível recomeçarmos, aconteceria exatamente o que aconteceu. Não consigo modificar-me, é o que mais me aflige. (...) Se ao menos a criança chorasse... Nem sequer tenho amizade a meu filho. Que miséria!
São Bernardo, Graciliano Ramos.São Bernardo é um romance introspectivo, machadiano na estrutura. A influência de Machado de Assis na obra de Graciliano Ramos é notória, percebe-se muita semelhança entre São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Porém, enquanto Bentinho, protagonista de Dom Casmurro, afunda-se em uma melancolia que é saudade de si próprio e da menina da sua infância; a leitura do fragmento anterior permite inferir que Paulo Honório, protagonista de São Bernardo,
Leia o trecho da cantiga medieval galego-portuguesa, em que o eu lírico pede a Deus que lhe permita ver a mulher amada ou então que lhe dê a morte.
A dona que eu amo e tenho por senhor
amostrade-mi-a, Deus, se vos en prazer for,
senom dade-mi a morte.
A que tenho eu por lume destes olhos meus
e por que choram sempre, amostrade-mi-a, Deus,
senom dade-mi a morte.
(Bernal de Bonaval. https://cantigas.fcsh.unl.pt. Adaptado.)Por suas características, essa obra poética é típica do movi-mento literário conhecido como
Por seu ________________, o Simbolismo apresenta algumas semelhanças com a poesia romântica, porém a grande diferença reside na linguagem bem mais trabalhada dos simbolistas, que procuram obter variados efeitos rítmicos e sonoros. Além disso, os simbolistas manifestam acentuado gosto pelo vocabulário litúrgico e ________________, o que dá a seus textos um ar de misticismo e espiritualidade ausente do Romantismo. (In: TUFANO, Douglas. Estudos de literatura brasileira. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 1988. p. 170.)Assinale a alternativa correta em relação aos autores do período simbolista que apresentam, em suas obras, algumas das características mencionadas no texto acima.
Por se afastar das orientações gerais que caracterizam oRomantismo brasileiro, o romance Memórias de um sargento de milícias ocupa uma posição singular entre as obras que pertencem a esse período literário. No contexto dessa obra, tal singularidade evidencia-se na
Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista
na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana.História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37)Por muito tempo vigorou, nos livros didáticos, uma simplificação dos conceitos colonização de exploração e colonização de povoamento. Tal simplificação se baseava na hipótese de que
A Lira XIV, reproduzida a seguir, foi extraída da obra Marília de Dirceu, publicada em 1792; já a canção Tempos Modernos pertence ao álbum homônimo, lançado em 1982.
Lira XIV – parte I
(...) Ornemos nossas testas com as flores.
E façamos de feno um brando leito,
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos Amores.
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possam deter, o tempo corre;
E para nós o tempo, que se passa,
Também, Marília, morre.
Tempos Modernos
(Lulu Santos)(...) Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...
(www.letras.mus.br/. Acesso: 8/8/2012.)
Por meio de uma leitura comparativa entre os dois textos, é CORRETO afirmar que
A vasta produção ficcional de Alencar mapeia a diversidade histórica, geográfica e cultural do povo brasileiro. É possível agrupar suas obras conforme a temática e o estilo.
Por exemplo, há o romance indianista, o romance regionalista e o romance urbano, aos quais correspondem, respectivamente, as obras:
No momento da morte de seu Joãozinho Bem-Bem, o narrador conta que “a turba começou a querer desfeitar o cadáver”, isto é, fazer desfeita, insultar e ofender o corpo, ao que Nhô Augusto responde energicamente: “—Para com essa matinada, cambada de gente herege! (...) E depois enterrem direitinho o corpo, com muito respeito e em chão sagrado, que esse aí é o meu parente seu Joãozinho Bem-Bem? [Sagarana, p. 332].
Por essa fala, é possível entender que o título do conto alude