O trecho “(...) filósofos gregos consideravam que todo dia poderia ser o último de suas vidas, e isso aumentava sua (...) apreciação pelos temas da vida” faz intertextualidade com o sentido evocado pela expressão latina Carpe diem, experienciada pelos poetas e escritores de que escola literária brasileira?
Em suas férias, Maria observou que em alguns dias choveu só no período da manhã, outros dias à tarde e alguns à noite. Houve dias que choveu só em dois períodos ou em três e até mesmo em nenhum dos períodos. Maria anotou em um caderno as seguintes observações:
I - choveu de manhã: 8 dias;
II - choveu de tarde: 6 dias;
III - choveu de noite: 4 dias;
IV - não choveu 2 dias;
V - choveu nos três períodos: 1 dia;
VI - todas as combinações possíveis de chuvas nos períodos ocorreram.
O total de dias que Maria ficou de férias foi:
O tópico clássico do locus amoenus está bem exemplificado nos seguintes versos do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage:
Grande São Paulo: veredas
A crise hídrica que desde o início do ano de 2014 toma conta do estado de São Paulo, atingindo nos últimos meses proporções alarmantes, é apenas a ponta de um iceberg – às avessas. A situação é semelhante ao que ocorre na periferia das grandes cidades do país e decorre de um conjunto de fatores: da degradação dos mananciais e fontes de água associadas à falta de transparência e participação nos processos de gestão, até o déficit de chuvas e eventos climáticos extremos. Há pelo menos três verões, chove abaixo do esperado em São Paulo. Foi o outubro mais seco dos últimos 12 anos para os sistemas da Cantareira e do Alto Tietê, que abastecem o estado. Na Cantareira, por exemplo, destinada à captação e tratamento de água para a Grande São Paulo e responsável pelo abastecimento de 8,8 milhões de pessoas, choveu apenas 32,49% da média histórica.
“Gerenciamos muito mal a escassez”, diz o especialista em recursos hídricos Carlos Eduardo Morelli Tucci. “Temos duas reduções de vazão: pela escassez (período seco) e pela contaminação da água disponível por falta de tratamento (escassez qualitativa)”. Para ele, São Paulo desprezou o risco de falta de abastecimento e mostrou como não se deve gerir um sistema de água.
daptado de: <http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/conteudo/ grande-sao-paulo-veredas>.O título do texto, Grande São Paulo: veredas, faz analogia a uma obra-prima da literatura brasileira, que retrata o universo sertanejo, da amizade e do amor de Riobaldo e Diadorim. O velho sertanejo, Riobaldo, narra sua vida de aventuras, seu amor pelo companheiro de batalhas, narra sua própria travessia a um interlocutor da cidade, sempre em busca de um sentido para a vida que viveu. Este é um romance escrito por:
O título do romance Caminhos cruzados, de Érico Veríssimo,
TEXTO:
Cogito
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
[5] na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
[10] nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
[15] eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.
NETO, Torquato. Cogito. In: Os cem melhores poemas do século.Ítalo Mariconi (Org). Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 269.O título do poema sugere
O título do livro A hora da estrela, de Clarice Lispector, diz respeito ao seguinte momento do romance:
Leia o conto de Carlos Drummond de Andrade para responder à questão.
O entendimento dos contos
— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.
— Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.
Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.
— Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito.
— Não entendi nada.
— Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.
O título do conto antecipa seu caráter
Leia o texto a seguir.
Importantes e duradouros foram as realizações de Carlos Magno no terreno cultural. Para isso, o “Imperador do Ocidente” foi buscar intelectuais nos centros mais avançados [...). Carlos Magno abriu escolas nos conventos, nas catedrais e até no palácio real [...). Os frequentadores da Corte Carolíngia fizeram grandes realizações, mormente no terreno da poesia.
O mais importante poema épico francês conta o sacrifício heroico de um sobrinho de Carlos Magno ao proteger a retaguarda do exército do Imperador, durante um ataque surpresa dos bascos.
O título dessa obra imortal é
Paráfrase de Ronsard
Foi para vós que ontem colhi, senhora,
Este ramo de flores que ora envio.
Não no houvesse colhido e o vento e o frio
Tê-las-iam crestado antes da aurora.
Meditai nesse exemplo, que se agora
Não sei mais do que o vosso outro macio
Rosto nem boca de melhor feitio,
A tudo a idade afeia sem demora.
Senhora, o tempo foge... o tempo foge...
Com pouco morreremos e amanhã
Já não seremos o que somos hoje...
Por que é que o vosso coração hesita?
O tempo foge... A vida é tão breve e é vã...
Por isso, amai-me... enquanto sois bonita.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira – poesias reunidas. 7. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.O título “Paráfrase de Ronsard” já diz claramente que o poema de Manuel Bandeira, acima transcrito, constitui