O que caracteriza o período é a vitória da concepção de mundo própria das ciências naturais e do pensamento racionalista e tecnológico sobre o idealismo e a tradição romântica. Por decorrência, a literatura deriva seus critérios para a construção de um mundo ficcional regido pela probabilidade científica. A verdade psicológica das personagens baseia-se no princípio de causalidade; a criação do ambiente apoia-se no princípio de que tudo que ocorre é determinado por condições e motivos [...].
(Lígia Cademartori. Períodos literários, 1987.)O texto trata da literatura
Leia a seguinte passagem de O demônio familiar.
CENA IV
EDUARDO, CARLOTINHA.
CARLOTINHA – Onde vai, mano?
EDUARDO – Vou ao Catete ver um doente; volto já.
CARLOTINHA – Eu queria falar-lhe.
EDUARDO – Quando voltar, menina.
CARLOTINHA – E por que não agora?
EDUARDO – Tenho pressa, não posso esperar. Queres ir hoje ao
Teatro Lírico?
CARLOTINHA – Não, não estou disposta.
EDUARDO – Pois representa-se uma ópera bonita. (Enche a carteira
de charutos.) Canta a Charton. Há muito tempo que não vamos
ao teatro.
ALENCAR, José de. O demônio familiar. 2. ed. Campinas: Pontes, 2003. p. 11.O texto teatral, exemplificado pelo trecho acima, apresenta semelhançascom o texto narrativo por utilizar personagens, representar ações e marcação de tempo e espaço. No texto teatral,
Aquilo que ontem cantava
já não canta.
Morreu de uma flor na boca:
não do espinho na garganta.
Ele amava a água sem sede,
e, em verdade,
tendo asas, fitava o tempo,
livre de necessidade.
Não foi desejo ou imprudência:
não foi nada.
E o dia toca em silêncio
a desventura causada.
Se acaso isso é desventura:
ir-se a vida
sobre uma rosa tão bela,
por uma tênue ferida.
MEIRELES, Cecília. Pássaro. Seleta em prosa e verso. 2a ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p. 30.O texto sugere que a
“Porque enfim fossem francos: que tinha ela? [...] não era uma amante chique; andava em tipóias de praça; usava meias de tear; casara com um reles indivíduo de secretaria; vivia numa casinhola, não possuía relações decentes; jogava naturalmente o quino, e andava por casa de sapatos de ourelo; não tinha espírito, não tinha toalette... Que diabo! Era um trambolho!”
(QUEIRÓS, Eça de. O Primo Basílio. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001).O texto se refere a:
Leia o texto para responder à questão a seguir.
“Movimento artístico e filosófico que surge com o conflito entre a Reforma Protestante e a Contra Reforma. Seu objetivo era propagar a religião por meio de uma arte de impacto, sinuosa, enfeitada ao extremo. Arte altamente contraditória.”
(Disponível em: <http://questoesdevestibularnanet.blogspot.com.br/2013/09/caracteristicas-erepresentantes-do.html>. Acesso em: 4 nov. 2015)O texto se refere a uma escola literária brasileira, denominada ________________, que tem as seguintes características
“As metáforas da luz vitoriosa das trevas, da vida renascendo do seio da morte, do mundo reconduzido ao seu começo são imagens que se impõem universalmente por volta de 1789.”
Jean Starobinski. 1789. Os emblemas da razão. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 38O texto se refere à
Tais autores veem o homem como um ser cindido, fragmentado, dissociado. Em função disso, sentem-se criaturas infelizes, que não conseguem enquadrar-se no contexto social e que tampouco querem fazê-lo porque a sociedade só iria cindi-las ainda mais. Entre consciente e inconsciente, deveres e inclinações, trabalho e recompensa a brecha só poderia crescer, como parte de um afastamento cada vez maior entre natureza e espírito. Daí o sentimento de inadequação social; daí a aflição e a dor que recebem o nome geral de “mal do século”; daí a busca de evasão da realidade e o anseio atroz de unidade e síntese.
(Anatol Rosenfeld apud Luiz Roncari. Literatura brasileira, 2014. Adaptado.)O texto refere-se aos autores
Como os seus ídolos europeus, esses autores brasileiros exibem fundos traços de defesa e evasão, que os leva a posições regressivas: no plano da relação com o mundo (retorno à mãe-natureza, refúgio no passado, reinvenção do bom selvagem, exotismo) e no das relações com o próprio eu (abandono à solidão, ao sonho, ao devaneio, às demasias da imaginação e dos sentidos).
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.)O texto refere-se aos autores
A natureza virou refúgio (“locus amoenus”) para o poeta- -pastor das culturas urbanas. Todas as tensões deveriam ser amaneiradas, para que ele pudesse fundir-se na paisagem campestre observada, para integrar-se em sua naturalidade. Nada aí seria excepcional e teria a singeleza dos acontecimentos comuns.
(Benjamin Abdala Junior e Samira Youssef Campedelli. Tempos da literatura brasileira, 1997. Adaptado.)O texto refere-se ao poeta
Leia o texto para responder à questão.
Constitui um movimento em que se tornou moda a supervalorização dos escritores da Antiguidade greco-latina. Integrado no Humanismo e na Renascença, o movimento se espraiou pela Europa, ao longo dos séculos XV e XVII.
Impulsionados pelas teorias estéticas defendidas pelos Antigos (Poética, de Aristóteles, Arte Poética, de Horácio, entre outras) os partidários desse movimento entendiam que a obra literária deveria obedecer aos cânones implícitos ou explícitos nos textos greco-latinos. A imitação dos Antigos constituía, pois, o princípio básico dos adeptos do movimento. Todavia, consideravam que a imitação não significava servilismo, cópia elementar; antes, pressupunha o talento individual, a inspiração e a imaginação.
(Massaud Moisés. Dicionário de termos literários, 1988. Adaptado.)O texto refere-se ao movimento literário conhecido como