Com apenas 11 anos, Nada al-Ahdal, do Iêmen, parecia condenada ao destino de milhões de jovens mulheres em países muçulmanos: o casamento arranjado. Mas, contrária à decisão dos pais, ela decidiu fugir de casa para evitar o enlace. Gravou um vídeo denunciando a situação que em apenas dois dias foi visto por mais de 5,6 milhões de pessoas no You Tube. Mesmo que pouco tempo depois tenha sido questionado, com denúncias de que a família da menina já teria recusado a proposta de casamento antes mesmo de ela virar uma celebridade, o episódio iniciou um debate sobre a liberdade das mulheres no mundo islâmico.
(Galileu, abril/2014 – trecho)Avaliando o desempenho social da tecnologia de comunicação e informação nesse episódio, é possível concluir-se que
Leia o excerto a seguir:
Mais claro e fino do que as finas pratas
O som da tua voz deliciava...
Na dolência velada das sonatas
Como um perfume a tudo perfumava.
Era um som feito luz, eram volatas
Em lânguida espiral que iluminava,
Brancas sonoridades de cascatas...
Tanta harmonia melancolizava.
Expressão das contradições e do conflito espiritual do homem, uso de figuras de linguagem, sugestões de cor, som e de imagens fortes com a finalidade de traduzir o sentido trágico da vida são características simbolistas.
Assinale a alternativa cujos versos do poema confirmam a presença de sinestesia e aliteração, respectivamente:
Texto para aquestão
O céu que nós vemos não é o limite: um foguete o furou ... E no domingo, 20 de julho de 1969, há meio século portanto, a humanidade realizava a sua mais incrível e extraordinária aventura, inimaginável, até então, fora das extravagantes obras de ficção científica: a conquista da Lua!
Eram 20 horas, 17 minutos e 40 segundos (horário universal de Greenwich) quando o módulo lunar americano Eagle, nome dado em homenagem à águia que simboliza os EUA, pousou em segurança na superfície lunar. Aqui na Terra, pela primeira vez em sua história, estima-se que 400 milhões de pessoas, de pelo menos 39 países, se postavam diante de seus televisores, ávidas pela mesma imagem: a transmissão ao vivo desse grandioso feito. Dois astronautas iriam caminhar na Lua, o homem superava o próprio homem e uma sensação preenchia inteiramente a espécie humana: se tudo desse certo, nada mais lhe parecia ser impossível.
(Istoé, 17/07/2019, p. , trecho)As características formais, sua função e uso permitem afirmar que o texto pertence ao gênero
Os estudos de língua e literatura não são segmentos estanques e dicotômicos na prática diária do ensino-aprendizagem da língua portuguesa. Mas, como leitores e produtores textuais, devemos considerar as diferenças entre textos literários e não-literários. A partir dessa afirmação, considere algumas características peculiares a esses dois tipos de textos.
I – maior ênfase no conteúdo – função utilitária;
II – predomínio da linguagem conotativa;
III – textos plurissignificativos;
IV – maior ênfase na expressão - função estética;
V – a realidade é apenas traduzida.
Afora, assinale a única alternativa em que as características apresentadas são comuns aos textos literários.
Texto para a questão
Papel passado
Grileiro é o sujeito que clama para si a posse de uma terra pública de forma fraudulenta. Esse processo de regulamentação forjada envolve a falsificação de documentos de posse, a chamada grilagem — numa referência ao costume ancestral de colocar escrituras de posse na gaveta junto com grilos, de modo que o papel fique carcomido, com aparência de algo antigo. Esse costume não existe mais. Mas a grilagem segue firme.
(Super, outubro de 2019)A relação entre o título e o texto produz um efeito irônico, sugerido pela ambiguidade da expressão
No início de setembro, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe o funcionamento do Uber na cidade. Foram 43 votos a favor e apenas 3 contra. Um dia depois, outra Câmara, a dos Deputados, aprovou o texto-base do que ficou conhecido como o “imposto do Netflix” – um projeto de lei que obriga empresas que ofertam conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet a pagar imposto sobre serviço (ISS). Foram só duas iniciativas entre tantas apresentadas nos últimos meses por diferentes setores do governo brasileiro para regular, taxar ou proibir uma série de aplicativos. E todas elas têm no mínimo uma coisa em comum: foram resultado, ao menos em parte, do lobby das empresas tradicionais que acusam as startups de concorrência desleal. Outro aplicativo que também está na mira do governo e das operadoras de telefonia móvel é o WhatsApp.
Para Mark Lemley, diretor do Departamento de Direito, Ciência e Tecnologia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, os critérios para decidir quais aplicativos serão regulados precisam ser revistos. “Outros aplicativos como o Google e o Facebook pagam impostos sobre os seus serviços? Não parece razoável taxar alguns e outros não só porque eles competem com serviços preexistentes. Ele diz: “Algumas regulações são criadas para proteger interesses públicos legítimos, como saúde e segurança. Mas outras são criadas exclusivamente para proteger algumas empresas da competição. Essas tendem a ser uma ideia ruim”.
( revista Galileu, outubro de 2015 – trechos)A partir do texto, é possível inferir que a causa dos conflitos reside no seguinte fato:
Texto para aquestão
Professor Pelé
Sempre achei que o melhor professor de português do Brasil foi o Pelé. Quem o viu jogar ou hoje vê os seus teipes sabe que o Pelé jamais fez uma jogada que não fosse parte de uma progressão para o gol. O sentido de tudo que o Pelé escrevia com a bola no campo era o gol. O drible espetacular era apenas circunstancialmente, com perdão do longo advérbio, espetacular, porque ele existia em função do objetivo final.
A lição para escritores é: defina o seu gol e tente chegar lá como Pelé chegaria, com poucos, mas definitivos toques, sem nunca deixar que os meios o desviem do fim. E se, no caminho para o gol, você fizer alguma coisa espetacular, esforce-se para dar a impressão de que foi apenas por obrigação.
Luis Fernando Veríssimo in “Banquete com os Deuses”, trecho”Sempre achei que o melhor professor de português do Brasil foi o Pelé”.
A partir dessa afirmação, o autor desenvolve uma analogia entre:
No início de setembro, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe o funcionamento do Uber na cidade. Foram 43 votos a favor e apenas 3 contra. Um dia depois, outra Câmara, a dos Deputados, aprovou o texto-base do que ficou conhecido como o “imposto do Netflix” – um projeto de lei que obriga empresas que ofertam conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet a pagar imposto sobre serviço (ISS). Foram só duas iniciativas entre tantas apresentadas nos últimos meses por diferentes setores do governo brasileiro para regular, taxar ou proibir uma série de aplicativos. E todas elas têm no mínimo uma coisa em comum: foram resultado, ao menos em parte, do lobby das empresas tradicionais que acusam as startups de concorrência desleal. Outro aplicativo que também está na mira do governo e das operadoras de telefonia móvel é o WhatsApp.
Para Mark Lemley, diretor do Departamento de Direito, Ciência e Tecnologia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, os critérios para decidir quais aplicativos serão regulados precisam ser revistos. “Outros aplicativos como o Google e o Facebook pagam impostos sobre os seus serviços? Não parece razoável taxar alguns e outros não só porque eles competem com serviços preexistentes. Ele diz: “Algumas regulações são criadas para proteger interesses públicos legítimos, como saúde e segurança. Mas outras são criadas exclusivamente para proteger algumas empresas da competição. Essas tendem a ser uma ideia ruim”.
( revista Galileu, outubro de 2015 – trechos)A leitura do texto possibilita a percepção da existência de um conflito que se estabeleceu entre
A charge é uma sátira ao tempo atual das redes sociais. Assim como o chargista Brum, todos percebemos a ambiguidade presente no uso social das novas tecnologias, pois elas contribuem para o (a)
A charge contém uma crítica ao consumo excessivo de tecnologia, deixando implícito que: