Um dos elementos estruturantes mais importantes da narrativa literária é o narrador. Por meio de suas posições, decisões e ações, tem-se acesso ao universo que ele produz. Tais funções possuem o poder de instalar o público leitor no universo ficcional de formas variadas.
No romance O homem duplicado, no que se refere ao narrador escolhido, há
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a seguir, com a nacionalidade cultural retratada na obra, nome da cidade criada e nome do personagem, respectivamente.
No romance O Exército de um homem só, Moacyr Scliar cria uma trama em que a cultura ________________ assume um espaço singular na fictícia cidade de___________________. Além disso, destaca-se como protagonista,________________, um verdadeiro herói idealista.
No romance O Cortiço, temos várias personagens femininas que são criadas de acordo com a ideologia da época, século XIX, fortemente marcada pelo patriarcalismo. As mulheres, ricas ou pobres, sofriam com a submissão e, obviamente, o sofrimento das mais pobres era maior. Uma dessas personagens, entretanto, demonstra uma relativa autonomia e parece escapar à ideologia imposta. Assinale o trecho que indica essa variante.
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Capitulo IX
Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e trabalhava dois dedos de parati “pr’a cortar a friagem”.
Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavamlhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar. [...]
(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 3ª ed. São Paulo: Martin Claret, 2010, p.90)No romance O Cortiço, o personagem português Jerônimo vai, segundo o narrador, aos poucos, “abrasileirando-se”, afrouxando seus costumes, o que confirma a filiação da obra a uma corrente filosófica em voga no mundo ocidental, na época (século XIX), a qual defendia que o ser humano:
No romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, tem-se a representação da prestação de serviços domésticos na sociedade carioca do século XIX. Nesse sentido, a relação entre o enredo e o espaço do trabalho doméstico de tal período se expressa pelo fato de que
Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando e caindo em tristeza; mas, de repente, o cavaquinho de Porfiro, acompanhado pelo violão do Firmo, romperam vibrantemente com um chorado baiano. Nada mais que os primeiros acordes da música crioula para que o sangue de toda aquela gente despertasse logo, como se alguém lhe fustigasse o corpo com urtigas bravas. E seguiram-se outras notas, e outras, cada vez mais ardentes e mais delirantes. Já não eram dois instrumentos que soavam, eram lúbricos gemidos e suspiros soltos em torrente, a correrem serpenteando, como cobras numa floresta incendiada; eram ais convulsos, chorados em frenesi de amor: música feita de beijos e soluços gostosos; carícia de fera, carícia de doer, fazendo estalar de gozo.
AZEVEDO, A. O Cortiço. São Paulo: África, 1983(fragmento).No romance O Cortiço (1890), de Aluízio Azevedo, as personagens são observadas como elementos coletivos caracterizados por condicionantes de origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto entre brasileiros e portugueses revela prevalência do elemento brasileiro, pois
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.
No romance O amor de Pedro por João , de Tabajara Ruas, as personagens estão distribuídas em três gerações: na primeira, aparece ........, testemunha da Coluna Prestes nos anos 20 e do Estado Novo; na segunda, encontra-se ........, ideologicamente próximo dos líderes dos anos 60, Leonel Brizola e João Goulart; na terceira, estão as personagens nascidas em período democrático – entre 45 e 64 – que ingressam na guerrilha no final dos anos 60, por exemplo ........ .
O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.
ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.No romance Grande Sertão: veredas, o protagonista Riobaldo narra sua trajetória de jagunço. A leitura do trecho permite identificar que o desabafo de Riobaldo se aproxima de um(a)
No romance Eu vos abraço, milhões, de Moacyr Scliar, o conformismo do protagonista, ao final da narrativa, é decorrente da
No romance Eu vos abraço, milhões, de Moacyr Scliar, a participaçãode Valdo na construção do Cristo Redentor constitui, para essa personagem, um problema porque