AprendiAprendi
LiteraturaUFT2012

Leia o fragmento de texto para responder à questão 15.

Não ouso interrogá-la sobre a esquivança que tem se mostrado em relação a mim; mas por que motivo se estende essa esquivança a tantos mais? Na idade das paixões férvidas, ornada pelo céu com uma beleza rara, por que motivo quer esconder-se ao mundo e defraudar a natureza e o coração de seus incontestáveis direitos? Perdoe-me a audácia da pergunta; acho-me diante de um enigma que o meu coração desejaria decifrar. Penso às vezes que alguma grande dor a atormenta, e quisera ser o médico do seu coração; ambicionava, confesso, restaurar-lhe alguma ilusão perdida. Parece que não há ofensa nesta ambição.

Machado de Assis. Contos fluminenses.

Marque a alternativa CORRETA, indicando a que conto pertence o fragmento:

LiteraturaPUC-GO2019

Leia com atenção as estrofes do poema A ingaia ciência, de Carlos Drummond de Andrade:

A madureza, essa terrível prenda
que alguém nos dá, raptando-nos, com ela,
todo sabor gratuito de oferenda
sob a glacialidade de uma estrela,


a madureza vê, posto que a venda
interrompa a surpresa da janela,
o círculo vazio, onde se estenda,
e que o mundo converte numa cela.


[...]

(ANDRADE, Carlos Drummond de. A ingaia ciência. Claro enigma. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 18. Disponível em: https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13225. pdf. Acesso em: 17 jan. 2019.)

Sobre o poema de Drummond, analise as seguintes afirmações:

I - A madureza remete à senectude e, por isso, é considerada dádiva negativa que revela ausência de novas experiências.

II - A madureza tende a tornar o indivíduo introspectivo e distante da agitação comum às outras fases da vida.

Marque a alternativa correta sobre as afirmações apresentadas nos itens I e II, a respeito do poema de Drummond:

LiteraturaCUSC2017

Que fim levaram aqueles rapazes literatos de São Paulo, que a Semana de Arte Moderna lançou em 1922?... Me refiro exatamente aos “novos” que ainda não tinham nenhuma fé de ofício literária, e que apareciam então pela primeira vez. Eram uma bem numerosa companhia e ajudaram decisivamente a que nos fingíssemos de exército, quando aparecemos todos juntos do palco do Teatro Municipal, formando um luzido segundo plano pra que a vaidade de Graça Aranha se sentisse satisfeita de falar. Bom, mas não quero ser apenas maldoso, e reconheço com facilidade que, da parte de Graça Aranha, não havia apenas vaidade, mas, principalmente, uma forte dose de convicção e entusiasmo. Entusiasmo por nós? Convicção pela arte que fazíamos? Certamente não, e nem por isso ele merecerá pedradas. A nossa arte era bastante incerta e continha em sua pesquisa exagerada germes de caducidade que a lucidez do mestre havia certamente de enxergar. O fato é que toda aquela rapaziada paulista, se ainda luziluziu nas páginas da revista Klaxon, que viveu nesse mesmo ano, aos poucos desapareceu; por que desapereceu? [...]

ANDRADE, Mário de. Noção de responsabilidade (19-III-1939). In: ________________. O empalhador de passarinho. Disponível em: <https://books.google.com.br/books>.

Mário de Andrade foi poeta, ficcionista, cronista, crítico literário e pesquisador do folclore – da música e das artes plásticas nacionais. São obras do escritor:

LiteraturaUEA2017

Naco de prosa cearense – Sujeito pequeninho, mal colocado na terceira classe. E assim dizia: – Vou mais pro diante do Guajará, são ainda três dias de lancha até chegar no meu barracão. Antes, fiquei em Guajará numa casa alemã, empregado. Depois comprei um seringal da casa mesmo, os patrões me ajudaram, comprei vinte contos de mercadoria e meti com os meus homens pelo mato. Nesse ano os índios mataram o meu mateiro. Fiquei no mato com a colheita, não sabendo o que fazer. Passava as noites num susto, os índios querendo queimar o meu caucho e até chorei. Também é só mais um ano: quatro anos de caucheiro basta!... Depois vendo o meu seringal e vou-me embora para o Rio de Janeiro.
(Mário de Andrade. O turista aprendiz, 2002. Adaptado.)

Mário de Andrade fez uma viagem pelos rios Amazonas e Madeira em 1927, que foi registrada em um diário, publicado como livro em 1943. Lendo-se o excerto, é possível descrever a experiência de vida do interlocutor do escritor como

LiteraturaUNIMONTES2011

Mar Morto, romance de Jorge Amado, está inserido didaticamente entre as obras que compõem o chamado ciclo regionalista do Modernismo brasileiro. Assinale a alternativa que justifique CORRETAMENTE tal inserção.

LiteraturaFAG2017

Irene no céu
“Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
– Licença, meu branco!
E São Pedro, bonachão:
– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto acima uma das suas fortes características, a tendência em:

LiteraturaUNITINS2017

Leia o poema com atenção.

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(BANDEIRA, Manuel. Poema tirado de uma notícia de jornal. Disponível em: <www.escritas.org/pt/t/1634/poema-de-umanoticia-de-jornal>. Acesso em: 17 nov. 2016)

Manuel Bandeira representa a poesia do Primeiro Momento do Modernismo. São características dessa época literária e que estão presentes no poema em análise:

LiteraturaUNEMAT2016

PORQUINNHO-DA-ÍNDIA

Quando eu tinha seis anos

Ganhei um porquinho-da-índia.

Que dor de coração me dava

Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!

Levava ele pra sala

Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos

Ele não gostava:

Queria era estar debaixo do fogão.

Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…

— O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

(Manuel Bandeira. Libertinagem e Estrela da manhã.)

Manuel Bandeira é considerado um dos mais importantes poetas da primeira geração modernista brasileira. O poema em questão é um bom exemplo da renovação estética proposta pelo grupo de modernistas que, dentre seus propósitos, defendia:

LiteraturaCESMAC2016

Manuel Bandeira (1886-1968) foi considerado, pelos modernistas de 1922, como o seu São João Batista. Podemos afirmar que a sua poesia é antirretórica, coloquial, que encerra tanto o verso livre quanto o metro clássico e popular, mas também que ela é uma poesia que frequenta, em seus vários momentos, um universo autobiográfico, seja de maneira irônica, seja de maneira melancólica. Dentre os seus versos, qual podemos assinalar como fortemente autobiográfico?

LiteraturaUFG2012

Manuel Antônio de Almeida situa os acontecimentos narradosem Memórias de um sargento de milícias nas primeiras décadas do século XIX, período em que a sede da monarquia portuguesa se fixou no Brasil. Escrito à moda de uma crônica de costumes, esse romance