AprendiAprendi
LiteraturaUESB2012

TEXTO:

Morreu um trovador — morreu de fome.

Acharam-no deitado no caminho:

Tão doce era o semblante! Sobre os lábios

Flutuava-lhe um riso esperançoso.

E o morto parecia adormecido.

[...]

Todos o viam e passavam todos.

Contudo era bem morto desde a aurora.

Ninguém lançou-lhe junto ao corpo imóvel

Um ceitil para a cova!... nem sudário!

O mundo tem razão, sisudo pensa,

E a turba tem um cérebro sublime!

De que vale um poeta — um pobre louco

Que leva os dias a sonhar — insano

Amante de utopias e virtudes

E, num tempo sem Deus, ainda crente?

[...]

A poesia é de certo uma loucura;

Sêneca o disse, um homem de renome.

É um defeito no cérebro... Que doidos!

É um grande favor, é muita esmola

Dizer-lhes bravo! à inspiração divina,

E, quando tremem de miséria e fome,

Dar-lhes um leito no hospital dos loucos...

Quando é gelada a fronte sonhadora,

Por que há de o vivo que despreza rimas

Cansar os braços arrastando um morto,

Ou pagar os salários do coveiro?

A bolsa esvaziar por um misérrimo,

Quando a emprega melhor em lodo e vício?

AZEVEDO, Álvares de. Um cadáver de poeta.Lira dos vinte anos. São Paulo: FTD, 1994. p. 126-127. (Coleção Grandes Leituras).

Com base no texto, está correto o que se afirma na alternativa

LiteraturaFAMERP2016

A primeira manifestação surrealista aconteceu em 1924 com a divulgação do panfleto “Um cadáver”, a propósito da morte de Anatole France, prêmio Nobel de literatura. Os surrealistas não estavam interessados no estilo límpido, nem no famoso ceticismo desse escritor consagrado e, por isso mesmo, alvo perfeito para o grupo de jovens lobos mostrarem suas garras. Numa linguagem violenta, afirmavam que acabava de morrer “um pouco da servilidade humana”. E, como esperavam, a repercussão foi enorme. Como consequência funesta, Breton e Aragon perderam o emprego oferecido pelo colecionador Jacques Doucet.

(Surrealismo, 1986.)

Com base no texto, é correto afirmar que Anatole France

LiteraturaUEL2010

Leia o texto a seguir:

Os burgueses consideravam o dadaísta um monstro dissoluto, um canalha revolucionário, um bárbaro asiático, conspirando contra suas campanhas, suas contas bancárias, seu código de honra.

(HANS, A. A garrafa umbilical. In: ADES, D. O Dada e o Surrealismo. São Paulo: Labor do Brasil, s/d. p. 3.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Dadaísmo,é correto afirmar que os dadaístas

LiteraturaUEL2017

Pelo canto do olho olhava para a mão, e o que eu via, de cima, era isto:

AU............Z,

sendo o espaço do meio ocupado por dedos que, muito ligeiramente, mas em definitivo, tremiam.

Avançamos. Todos os quartos tinham uma placa metálica, ligeiramente acima do olho de vigia, com o nome. O primeiro do lado direito era Buchenwald, o segundo Gross-Rosen, o terceiro, era o nosso, AUSCHWITZ. Coloquei a chave na fechadura, rodei para um lado, depois para o outro: abriu. Com um braço, empurrei a porta toda para trás, Hanna entrou logo no quarto com rapidez como fazia sempre. O quarto tinha duas camas – uma maior, que seria a de Hanna, e outra, que seria para mim, mais pequena, mas com aspecto confortável.

(TAVARES, G. M. Uma menina está perdida no seu século à procura do pai. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.54-55.)

Com base no texto e na prévia leitura do romance, assinale a alternativa correta quanto aos nomes dos quartos.

LiteraturaUNIOESTE2012

Com base no romance Um certo Capitão Rodrigo, de Erico Verissimo, assinale a alternativa cujas características NÃO correspondem à personagem do Capitão Rodrigo.

LiteraturaFAG2015

Com base no romance “Senhora” de José de Alencar, assinale a alternativa CORRETA:

LiteraturaFAG2017

Com base no romance “Chove sobre minha infância” de Miguel Sanches Neto, é correto afirmar que:

LiteraturaUECE2017

Com base no que você aprendeu em seus estudos literários durante o Ensino Médio, assinale aafirmação verdadeira.

LiteraturaPUC-RS2015

Para responder à questão, leia o poema “Mar português”.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Com base no poema, assinale a alternativa INCORRETA :

LiteraturaUNIOESTE2012

Com base no poema O Navio Negreiro, de Castro Alves, assinale a alternativa INCORRETA.