AprendiAprendi
LiteraturaUERR2019

TEXTO

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem

Manuel Bandeira

A Semana de Arte Moderna, segundo Bosi (2006, p. 340), “...foi ao mesmo tempo, o ponto de encontro das várias tendências que desde a I Guerra se vinham firmando em São Paulo e no Rio, e a plataforma que permitiu a consolidação de grupos, a publicação de livros, revistas e manifestos, numa palavra, o seu desdobrar-se em viva realidade cultural”.

Assinale o item que evidencia a contribuição de Manuel Bandeira para a Semana de Arte Moderna.

LiteraturaACAFE2021

Assinale o fragmento extraído da obra De Amor e Amizade, de Clarice Lispector.

LiteraturaUNEMAT2012

Assinale o exemplo de personageminteriormente cindida e contraditória, cuja estrutura moral se esquiva a classificações muito rígidas, como a que se estabelece a partir das noções típicas de bem e mal.

LiteraturaUFAM2016

Assinale o excerto de texto que, pela linguagem e pelas ideias, pode ser considerado representante da corrente barroca:

LiteraturaPUC-GO2017

TEXTO

É com certa sabedoria que se diz: pelos olhos se conhece uma pessoa. Bem, há olhares de todos os tipos — dos dissimulados aos da cobiça, seja pelo vil metal ou pelo sexo.

Garimpeiro se conhece pelos olhos. Olhos de febre, que flamejam e reluzem. Há, em suas pupilas, o ouro. O brilho dourado tatua a íris. Trata-se apenas de um reflexo de sua alma e daquilo que corre em suas veias. É um vírus. A princípio, um sonho distante, mas, ao correr dos dias, torna-se uma angustiante busca. Na primeira vez que o ouro fagulha na sua frente, na bateia, toda a alma se contamina e o vírus se transforma em doença incurável.

Todos, no garimpo, têm histórias semelhantes. Têm família, filhos, empregos em suas cidades, nos distantes estados, mas, de repente, espalha-se a notícia do ouro. Então, largam tudo, vendem a roupa do corpo e lá se vão. Caçar o rastro do ouro é a sina. Nos olhos, a febre — um brilho dourado doentio. Sim, é fácil conhecer um garimpeiro.

Todos sabem que, no garimpo, não é lugar para se viver. Mas ninguém abandona o seu posto. Suor, lama, pedregulhos, pepitas douradas, cansaço — é a vida que até o diabo rejeita.

Por onde passam, o rastro da destruição. A Amazônia é nossa. Tratores e retroescavadeiras derrubam e limpam a floresta; as dragas chegam, os rios se contaminam rapidamente de mercúrio. Quem pode mais chora menos. Na trilha do brilho dourado, nada se preserva. Ai daqueles que levantarem alguma voz... No dia seguinte, o corpo é encontrado no meio da selva, um bom prato aos bichos.

(GONÇALVES, David. Sangue verde. Joinville: Sucesso Pocket, 2014. p. 5-6. Adaptado.)

O Texto abre o longo romance Sangue verde e cumpre a função de apresentar a visão do narrador sobre o garimpeiro – um dos inúmeros tipos que comporão o enredo – e os efeitos de sua ação sobre o meio ambiente, no caso, a Floresta Amazônica. Nesse fragmento instaura-se o espaço narrativo como elemento mobilizador de todos os conflitos da trama, e confirma-se a crítica do autor à exploração do meio pelo homem, mediante o uso da ironia.

Assinale dentre as alternativas a seguir, que apresenta uma passagem do texto em que isso fica mais evidente:

LiteraturaMACKENZIE2020

Texto para aquestão

Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo…

v. 05 Num cortejo de cânticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo…

Dos etéreos turíbulos de neve
v. 10 Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de Visões levanta…

E as ânsias e os desejos infinitos
Vão com os arcanjos formulando ritos
Da Eternidade que nos Astros canta…

Cruz e Sousa, Broquéis

Assinale as correntes estéticas que, por aproximação, possuem mais afinidades com o simbolismo de “Siderações”.

LiteraturaUDESC2016

Cada obra literária é única, uma vez que o autor busca imprimir o seu particular às características dos períodos literários. Assim, de forma às vezes mais marcantes, outras por inferência, a leitura de uma obra apresenta fragmentos que podem remeter o leitor a escolas literárias. Relacione as colunas, numerando as estéticas literárias às características, nos excertos da obra A majestade do Xingu, Moacir Scliar.

( 1 ) Quinhentismo

( 2 ) Naturalismo/Realismo

( 3 ) Modernismo

( 4 ) Contemporâneo

( ) “Ano de chegada ao Brasil? 1553. ... Entendia a língua tupi, relacionava-se bem como os selvagens, cuidava deles quando estavam doentes; em sua tarefa missionária, valeu-se da poesia e do teatro como recursos didáticos.” (p. 62)

( ) “Naquele começo de 1922 – ano glorioso, doutor, ano do centenário da Independência, ano da Semana de Arte Moderna.” (p. 61)

( ) “... naquela época – estava com dez anos – só pensava em peitinhos. Os peitinhos das meninas do Bom Retiro, das meninas da escola [...] O mundo estava cheio de belos seios; fora do meu alcance, claro, ao menos durante o dia. À noite, em sonhos, eu possuía todas as mulheres, todas as indiazinhas do mundo. E aí – litros de esperma molhando o pijama, sonhos úmidos...” (pp. 71 e 72)

( ) “A conclusão era óbvia: um judeu só poderia sair da miséria, da insignificância, com um diploma. ... A propósito – o senhor é judeu, não é? Eu sabia, um judeu reconhece o outro mesmo quando está deitado numa UTI...” (p. 60)

( ) “O que pretende a agonizante? Quer que sinta os ossos avultando sob a pele macerada, quer que sinta o coração batendo cada vez mais fraco no peito cavo? [...] quer que sinta o seio, o pequeno seio que recém começa a crescer e que logo os vermes devorarão?” (p.70)

( ) “...é grande esta floresta, maior do que a França, maior do que a Inglaterra, e nesta floresta há arvores altíssimas e flores belíssimas e pássaros de todas as cores... Esta é uma praia de mar, olhem como é bonito este mar... Olhem as palmeiras... [...] Via as cores do Brasil. Deus, que cores. Que verdes. Que amarelos.” (pp. 35 e 48)

Assinale alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.

LiteraturaUCPEL2010

Assinale a única opção INCORRETA.

LiteraturaUCPEL2015

Assinale a única opção correta.

LiteraturaPUC-GO2021

Leia atentamente o fragmento do poema I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, transcrito a seguir:

CANTO IV

Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;

Meu canto de morte,

Guerreiros, ouvi.

Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.

Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimorés;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes — escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.

(DIAS, Gonçalves. I-Juca Pirama. Os timbiras. Outros poemas. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 24-25.)

A partir da leitura do fragmento do poema I-Juca Pirama, observando a visão de índio no período romântico, analise as assertivas a seguir:

I - O índio é idealizado como o herói, fielrepresentante de sua nação, por ser dela nativo.
II - No contexto do Romantismo, a temática indianista busca afirmar o nacionalismo e afastar-se da influência de Portugal.
III - A visão do guerreiro, idolatrado por sua tribo, recorre nas produções literárias posteriores ao Romantismo.
IV - A posição do sujeito lírico, narrando seus feitos heroicos, dá objetividade ao poema.

Assinale a única alternativa que apresenta as assertivas corretas: