Assinale a única alternativa correta.
Assinale a única alternativa correta.
Lei atentamente a seguinte colocação de Alfredo Bosi acerca do período pré-modernista de nossa literatura:
[...]
Nos países de extração colonial, as elites, na ânsia de superar o subdesenvolvimento que as sufoca, dão às vezes passos largos no sentido da atualização literária: o que, afinal, deixa ver um hiato ainda maior entre as bases materiais da nação e as manifestações culturais de alguns grupos. É verdade que esse hiato, coberto quase sempre de arrancos pessoais, modas e palavras, não logra ferir senão na epiderme aquelas condições, que ficam como estavam, a reclamar uma cultura mais enraizada e participante. E o sentimento do contraste leva a um espinhoso vaivém de universalismo e nacionalismo, com toda a sua sequela de dogmas e anátemas.
[...]
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 2017. p. 326.)A partir das críticas de Alfredo Bosi, considere as seguintes proposições acerca de autores e obras pré-modernistas:
I - Os escritores desse período preferem optar por uma posição neutra em relação aos dilemas sociais do momento, a exemplo de Lima Barreto.
II - As obras são marcadas pelo uso de linguagem simples e coloquial, e caracterizadas pela presença de personagens sertanejos, caipiras e mulatos, entre outros.
III - São exemplos de escritores pré-modernistas: Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato.
Assinale a única alternativa correta sobre o período pré-modernista:
Leia o fragmento do texto Um olhar para o futuro, de Luiz Roncari:
A passagem do século XVII para o seguinte, na Europa, representou uma mudança muito grande de mentalidade e cosmovisão; quer dizer, em muitos aspectos o homem abandonou uma visão religiosa do mundo e da vida e adotou uma perspectiva mais terrena para a busca do conhecimento e orientação dos seus esforços. Todos os ganhos do pensamento filosófico do século XVII [...], à medida que foram sendo discutidos, refutados, aceitos, reproduzidos e vulgarizados, foram sendo difundidos e assimilados pelo homem comum, interferindo na sua forma de ver o mundo.
(RONCARI, L. Literatura brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp/FDE, 1995, p. 180-181.)Sobre a lírica produzida e autores árcades brasileiros, analise as proposições a seguir:
I - Os escritores árcades mineiros tiveram participação direta no movimento da Inconfidência Mineira.
II - As obras desvinculam-se da estética arcádica, escola na qual os poetas estavam inseridos.
III - Os poetas árcades procuravam obedecer apenas aos princípios estabelecidos pelas academias literárias portuguesas.
Assinale a única alternativa correta sobre a lírica produzida e autores árcades brasileiros:
A questão aborda o romance “Enquanto Deus não está olhando”, de Débora Ferraz.
Assinale a única alternativa CORRETA sobre a filiação estética do romance de Débora Ferraz:
Assinale a única afirmativa que corresponde a uma informação CORRETA sobre o livro A alma encantadora das ruas: crônicas, de João do Rio.
Assinale a ÚNICA afirmativa correta.
Assinale a única afirmativa CORRETA.
Já rompe, Nise, a matutina aurora
O negro manto, com que a noite escura,
Sufocando do Sol a face pura,
Tinha escondido a chama brilhadora.
Que alegre, que suave, que sonora,
Aquela fontezinha aqui murmura!
E nestes campos cheios de verdura
Que avultado prazer tanto melhora!
Só minha alma em fatal melancolia,
Por te não poder ver, Nise adorada,
Não sabe inda que coisa é alegria;
E a suavidade do prazer trocada
Tanto mais aborrece a luz do dia,
Quanto a sombra da noite mais lhe agrada.
CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
Assinale a única afirmação que não se refere ao poema acima.
TEXTO 2
[80] O Quinze foi publicado em agosto
de 1930. Não fez grande sucesso quando
saiu em Fortaleza. Escreveram até um
artigo falando que o livro era impresso em
papel inferior e não dizia nada de novo.
[85] Outro sujeito escreveu afirmando
que o livro não era meu, mas do meu
ilustre pai, Daniel de Queiroz. E isso tudo
me deixava meio ressabiada. Morava então
no Ceará o jornalista carioca Renato Viana,
[90] que me deu os endereços das pessoas no
Rio de Janeiro, uma lista de jornalistas e
críticos para os quais eu devia mandar o
livrinho. O mestre Antônio Sales, que
[95] Então me chegou uma carta do meu amigo
Hyder Corrêa Lima, que morava no Rio,
convivia com Nazareth Prado e a roda de
Graça Aranha. Hyder mostrava na carta o
maior alvoroço e contava o entusiasmo de
[100] Graça Aranha por O Quinze. Depois veio
uma carta autografada do próprio Graça,
realmente muito entusiasmado. Em
seguida começaram a chegar críticas, de
Augusto Frederico Schmidt (no "Novidades
[105] Literárias"), do escritor Artur Mota, em São
Paulo; foram pipocando notas e artigos,
tudo muito animador. No Ceará, não. Não
me lembro de nenhuma repercussão.
Depois, quando a coisa virou, é que o livro
[110] começou a pegar por lá.
(Rachel de Queiroz. In: QUEIROZ, Rachel de e QUEIROZ, Maria Luíza de. Tantos anos. p. 31.)Assinale a única afirmação FALSA sobre a escritora Rachel de Queiroz.