AprendiAprendi
LiteraturaUNIMONTES2013

Leia com atenção o fragmento do conto “Vida Nova”, de Pepetela.

Ngunga só se despediu de Mavinga. Explicou-lhe por que queria ir secretamente. Pediu-lhe para não contar a ninguém aonde ia e não voltar a falar de Ngunga, que tinha morrido nessa noite inesquecível. E não revelou o seu nome novo ao Comandante. Partiu sozinho para a escola. Um homem tinha nascido dentro do pequeno Ngunga.

(LAJOLO, 2006, p. 84.)

Assinale a alternativa INCORRETA.

LiteraturaUNIMONTES2012

Leia atentamente o poema “Idealismo”, de Augusto dos Anjos.

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor na humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.


O Amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da messalina
De messalina e do sardanaplo?!


Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
Alavanca desviada do seu fulcro.


E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!
(ANJOS, 2010, p. 60-61)

Assinale a alternativa INCORRETA.

LiteraturaUFVJM2011

De acordo com a obra “O Pagador de Promessas” responda à questão.

A obra “O Pagador de Promessas” de Dias Gomes, narra a história de Zé-do Burro. Um homem de modos simples, porém muito fiel ao amor que destina ao amigo Nicolau e à fé em Santa Bárbara, para quem fez a promessa que fundamenta a história, sendo a grande causa do seu início e fim.

ASSINALE a alternativa INCORRETA.

LiteraturaUFAM2015

Leia o poema “Buscando a Cristo”, de Gregório de Matos:

A vós, correndo vou, Braços sagrados,
Nessa Cruz sacrossan

Que, para receber-me, estais abertos
E, por não castigar-me, estais cravados.

A vós, divinos Olhos, eclipsados,
De tanto sangue e lágrimas cobertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos
E, por não condenar-me, estais fechados.

A Vós, pregados Pés por não deixar-me;
A Vós, Sangue vertido para ungir-me;
A Vós, Cabeça baixa por chamar-me;

A Vós, Lado patente, quero unir-me;
A Vós, Cravos preciosos, quero atar-me;
Para ficar unido, atado e firme.ta descobertos;

Assinale a alternativa INCORRETA:

LiteraturaUNIMONTES2015

Leia o fragmento crítico a respeito da obra Esaú e Jacó.

A novidade está no narrador, humorística e agressivamente arbitrário, funcionando como um princípio formal, que sujeita as personagens, a convenção literária e o próprio leitor, sem falar na autoridade da função narrativa, a desplantes periódicos. As intrusões vão da impertinência ligeira à agressão desabrida. Muito deliberadas, as infrações não desconhecem nem cancelam as normas que afrontam, as quais entretanto são escarnecidas e designadas como inoperantes, relegadas a um estatuto de meia-vigência, que capta admiravelmente a posição da cultura moderna em países periféricos. Necessárias a essa regra de composição, as transgressões de toda sorte se repetem com a regularidade de uma lei universal. A devastadora sensação de Nada que se forma em sua esteira merece letra maiúscula, pois é o resumo fiel de uma experiência, em antecipação das demais regras ainda por atropelar. Quanto ao clima artístico de época, este final em Nada, é uma réplica sob outro céu, do que faziam os pós-românticos franceses, descritos por Sartre como os ‘cavaleiros do não-ser’. (SCHWARZ, 2004, p. 9).

Assinale a alternativa INCORRETA, tomando por base o fragmento acima e a leitura do livro.

LiteraturaUNIOESTE2017

Assinale a alternativa INCORRETA, tendo em vista as citações dos contos de Machado de Assis e o que se declara a respeito.

LiteraturaUDESC2011

TEXTO 2

Inverno

[1] A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha

Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia,

com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de

cinza.

[5] Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das

catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.

Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata.

As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de

pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos

[10] deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas

aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas

rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam

pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisões de virar-se, chegavam-se à trempe e

ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas,

[15] espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia

ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam

exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavamse,

não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados,

tentavam remediar a deficiência falando alto.

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 82ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2001, p. 63.

Assinale a alternativa incorreta, tendo como referência o Texto 2.

LiteraturaUFN2012

Assinale a alternativa incorreta, em relação ao Romantismo brasileiro.

LiteraturaUDESC2012

Leia o Texto 4 para responder à questão 56.

TEXTO 4

[1] Posso entrar?

A voz conhecida veio da porta da sala: o rosto vermelho, em brasa, o cabelo

branco molhado de suor, a rede enrolada debaixo do braço.

Na tarde daquele domingo de junho, muita gente na cidade esperava a primeira

[5] imagem na TV. Os papagaios e as maçarocas de linha com cerol tinham sido

abandonados no quintal, mas o céu ainda estava salpicado de papel colorido. Um grupo

de jovens formava um meio círculo na sala; outros, ansiosos, espreitavam a tela através

de tijolos vazados.

O velho largou a rede no chão:

[10] Vão ficar olhando essa tela piscar ou querem ouvir uma história?

Os netos e seus amigos pediram a bênção, ele estendeu a mão amorenada e

sentou num banco. O corpo do velho cobriu a tela. Ele acabara de chegar do Médio

Amazonas e trazia o cheiro do barco, da viagem e da caçada.

[...]

HATOUM, Milton. O adeus do comandante. In: A cidade ilhada. São Paulo, 2009, p. 45.

Assinale a alternativa incorreta, em relação à obra Cidade ilhada, de Milton Hatoum, e ao Texto 4.

LiteraturaUFN2013

Assinale a alternativa incorreta, em que não existe correspondência entre autor e obra: