No conto _________________, de João Guimarães Rosa, o narrador conta a história de seu __________________, que vive refugiado em uma canoa, no meio do rio, ao longo de muitos anos, sem falar com ninguém. No universo mitopoético do autor, a figura desse homem exilado em meio ao rio se erige como imagem do(a) _________________ no fluir eterno das águas.
Assinale a alternativa cujas informações preenchem corretamente as lacunas do enunciado.
No capítulo final de São Bernardo, de Graciliano Ramos, a personagem Paulo Honório, já na idade madura, retoma a sua existência, em perspectiva, e reconhece que se tornou um homem ________________. Levando-se em conta toda a trajetória de Paulo Honório, narrada no livro, pode-se afirmar que essas qualidades morais que ele reconhece em si mesmo têm sua origem, principalmente, no meio social _________________ em que foi criado.
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No Brasil, a poesia da primeira geração romântica tinha como objetivo criar uma ________________, tomando como protagonista a figura do ___________________. A poesia da segunda geração romântica, por sua vez, foi impregnada de ___________________, que se aliou ao subjetivismo extremo e ao escapismo. Já na terceira geração romântica, destaca-se a poesia de Castro Alves, que tem como uma de suas temáticas principais ________________.
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NÃO SEI DANÇAR
Manuel BandeiraUns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
– Não, foi arrumadeira.
E está dançando com o ex-prefeito municipal.
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugêlê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral.
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra da política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão de Seridó é o melhor do mundo?... Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!
No poema de Libertinagem intitulado “Não sei dançar”, Manuel Bandeira aborda o(a) _________________, recorrendo à(ao) ________________ e explorando _________________.
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Na “Carta” ao Dr. Jaguaribe, que serve de posfácio à Iracema, José de Alencar revela que o argumento histórico que lhe serviu de base para a elaboração desse romance já fora pesquisado por ele, tempos antes, para uma biografia que projetara escrever sobre _________________. Essa personagem, na vida real, teve contribuição efetiva e importante no processo de colonização do território brasileiro pelos portugueses e recebeu várias honrarias oficiais por sua participação na luta contra o invasor ________________.
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Herdeiro da estrutura ___________________ da _________________, o ________________ – como é concebido hoje – surge na Europa, entre meados do século XVI e início do século XVII. No século XVIII, aos leitores de então, era já a mais apreciada de todas as formas literárias.
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Em Um certo Capitão Rodrigo, de Érico Veríssimo, quando Rodrigo Cambará avista pela primeira vez Bibiana, ela se encontra no cemitério, junto a seus pais, visitando o túmulo da avó, Ana Terra. Ao final da narrativa, o leitor encontra Bibiana, outra vez, no cemitério, agora junto aos seus filhos pequenos, visitando o túmulo do Capitão Rodrigo. A circularidade dessas cenas no cemitério, dispostas no início e no final da história, reforçam, em relação à figura de Bibiana, os traços simbólicos do(a) __________________ e da ___________________ que a crítica destaca nas grandes personagens femininas de O tempo e o vento. É por meio desses traços que Bibiana, assim como sua avó, Ana Terra, se contrapõem a um mundo dominado pelos homens e que se encontra continuamente transfigurado pela violência.
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Em Senhora, de José de Alencar, pode-se observar que o autor emprega, de modo recorrente, ao longo da narrativa, uma linguagem ___________________ para sustentar certo grau de ________________ diante do tema central do romance, o casamento por dinheiro.
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É possível reconhecer ________________ e _________________ como traços recorrentes em Álbum de família, peça de Nelson Rodrigues na qual se evidencia ________________ entre a realidade da vida cotidiana das personagens e as imagens da família ________________ mostradas pelas fotografias que compõem o seu álbum.
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É ELA! É ELA!
É ela! é ela! — murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou — é ela!...
Eu a vi... minha fada aérea e pura,
A minha lavadeira na janela!
Dessas águas-furtadas onde eu moro
Eu a vejo estendendo no telhado
Os vestidos de chita, as saias brancas...
Eu a vejo e suspiro enamorado!
Esta noite eu ousei mais atrevido
Nas telhas que estalavam nos meus passos
Ir espiar seu venturoso sono,
Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!
Como dormia! que profundo sono!...
Tinha na mão o ferro do engomado...
Como roncava maviosa e pura!...
Quase caí na rua desmaiado!
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ÁLVARES DE AZEVEDO – É ela! É ela!Nas estrofes iniciais de “É ela! É ela!”, de Álvares de Azevedo, o sujeito lírico mostra-se atordoado diante das facetas discrepantes de sua amada, que ora lhe aparece como “fada aérea e pura”, ora como simples “lavadeira”. O autor explora essa duplicidade da figura da amada com o propósito evidente de ________________ uma das características centrais da estética ultrarromântica, qual seja, __________________.
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