Em um determinado jogo de computador, conforme o jogador vai evoluindo, novos personagens vão sendo desbloqueados para o jogador. Estes personagens são classificados em três tipos: atacantes, defensores e curandeiros. Um jogador possui desbloqueados 9 atacantes, 7 defensores e 5 curandeiros, e precisa montar duas equipes, com cinco personagens cada, para duas missões do jogo. Os critérios são os seguintes:
Missão 1: Cinco personagens quaisquer.
Missão 2: Dois atacantes, dois defensores e um curandeiro.
Considere que a ordem dos personagens em uma equipe não importa, e que um mesmo personagem pode fazer parte das duas equipes.
Assinale a alternativa correta que apresenta quantas formas diferentes ele pode montar as equipes para cada uma das duas missões.
A leitura do texto de Gil Vicente coloca o leitorem contato com o mundo do Humanismo português.
O fragmento abaixo do Auto da Barca do Inferno mostra o diálogo entre o Diabo e o Fidalgo no porto.
Fidalgo: Esta barca onde vai ora,
qu’assim está apercebida?
Diabo: Vai pêra a Ilha perdida,
e há de partir logo essora [...].
Fidalgo: E passageiros achais
pera tal habitação? [...].
Diabo: Vejo-vos eu em feição
pêra ir ao nosso cais.
Fidalgo: Parece-te a ti assi.
Diabo: Em que esperas ter guarida?
Fidalgo: Que deixo na outra vida
quem reze sempre por mi.
Diabo: Quem reze sempre por ti?
Hi hi hi hi hi hi hi .
E tu viveste a teu prazer,
cuidando cá guarecer,
Porque rezam lá por ti?
Embarca, hou, embarcai,
qu’haveis d’ir à derradeira.
Mandai meter a cadeira,
qu’assi passou vosso pai [...].
(Gil Vicente, 1996, p. 32)Assinale a alternativa correta quanto às atitudes das personagens.
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito da obra “A rosa do povo”, de Carlos Drummond de Andrade.
Leia o poema Bucólica, de José Paulo Paes:
O camponês sem terra
Detém a charrua
E pensa em colheitas
Que nunca serão suas.
Esse poema remete, pelo título, à tradição árcade da Literatura brasileira.
Assinale a alternativa correta quanto ao procedimento do poeta nessa relação com o arcadismo:
Baleia
“A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pelo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida.
Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia sempre de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na base, cheia de roscas, semelhante a uma cauda de cascavel.
Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito.” (...)
RAMOS, Graciliano. Baleia. In: MORICONI, Italo. Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.Assinale a alternativa correta quanto ao período literário a que o conto de Graciliano Ramos pertence e suas principais características:
Assinale a alternativa correta quanto à representação histórica empreendida no romance Memorial de Aires, de Machado de Assis.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à prosa de Clarice Lispector:
Leia com atenção o fragmento do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos:
Capítulo um
Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho. Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Arquimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. Eu traçaria o plano, introduziria na história rudimentos de agricultura e pecuária, faria as despesas e poria o meu nome na capa.
Estive uma semana bastante animado, em conferências com os principais colaboradores, e já via os volumes expostos, um milheiro vendido graças aos elogios que, agora com a morte do Costa Brito, eu meteria na esfomeada Gazeta, mediante lambujem. Mas o otimismo levou água na fervura, compreendi que não nos entendíamos.
João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de trás para diante. Calculem.
Padre Silvestre recebeu-me friamente. Depois da Revolução de Outubro, tornou-se uma fera, exige devassas rigorosas e castigos para os que não usaram lenços vermelhos. Torceu-me a cara. E éramos amigos. [...]
(RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 07.)Esse fragmento retrata a personalidade da personagem Paulo Honório, da obra São Bernardo, um dos principais romances da década de 1930.
Assinale a alternativa correta quanto à característica do protagonista no contexto da literatura da década de 1930:
Com base no texto previamente lido, Venha ver o pôr-do-sol de Lygia Fagundes Telles, responda a questão.
Assinale a alternativa CORRETA no que diz respeito ao texto Venha ver o pôr-do-sol.
TEXTO
A mulher que comeu o amante
Minueto em fó menor
[...]
Era questão de ponto de vista. Podia matar sumariamente que ninguém saberia jamais. Mas ele já se viciara com a justiça. Precisava achar uma desculpa, um pé qualquer para justificar seu crime e começou a nutrir um ódio feroz pelo velho.
Foi Camélia que propôs um dia: – Bamo matá o cujo?
De tarde, o velho estava agachado, santamente despreocupado, cochilando na porta do rancho, quando o primo deu um pulo em cima dele, e numa mão de aloite desigual, sojigou o bruto, amarrou-lhe as mãos e peou-o. O velho abriu os olhos inocente e perguntou que brinquedo de cavalo que era aquele.
— Que nenhum brinquedo, que nada, seu cachorro! ocê qué me matá, mais in antes de ocê me jantá eu te armoço, porqueira. Vou te tacá ocê pras piranhas comê, viu!
Januário pediu explicação: – apois se é pra móde a muié ocê num carece de xujá sua arma. Eu seio que ocês tão viveno junto e num incomodo ocês, mas deixa a gente morrê quando Deus fô servido. – Depois fez uma careta medonha e seus olhos murchos, cansados, encheram-se de lágrimas, que corriam pela barba branca e entravam na boca contraída
O moço, porém, falava com uma raiva convicta, firme, para convencer a si mesmo da necessidade do ato:
— Coisa ruim, cachorro, farso.
A covardia, a fraqueza do velho davam-lhe força, aumentavam a sua barbaridade. E foi daí que ele carregou Januário e o atirou ao poço, entre os garranchos e as folhas podres.
Uma lágrima ainda saltou e caiu na boca de Camélia que estava carrancuda e quieta atrás do primo. Ela teve nojo, quis cuspir fora, mas estava com tanta saudade de comer sal que resolveu engulir.
O corpo de Januário deu uns corcovos elegantes, uns arrancos ágeis; depois uns passos engraçados de cururu ou de recortado e se confundiu com o sangue, com os tacos de porcaria.
[...]
(ÉLIS, Bernardo. A mulher que comeu o amante. In: ___________. Melhores contos. 4. ed. São Paulo: Global, 2015. p. 20-21.)Assinale a alternativa correta no que diz respeito à linguagem, ao discurso narrativo e ao ponto de vista das personagens no conto “A mulher que comeu o amante”, de Bernardo Élis, de que o Texto é fragmento: