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PortuguêsIFAL2014

Em qual alternativa o uso do hífen está incorreto?

PortuguêsIFAL2018

Por que Mocinha não dormiu na noite anterior? A ideia de uma viagem, no corpo endurecido o coração se desenferrujava todo seco e descompassado, como se ela tivesse engolido uma pílula grande sem água. Em certos momentos nem podia respirar. Passou a noite falando, às vezes alto. A excitação do passeio prometido e a mudança de vida, de repente aclaravam-lhe algumas ideias. Lembrou-se de coisas que dias antes juraria nunca terem existido, a começar pelo filho atropelado, morto debaixo de um bonde no Maranhão – se ele tivesse vivido no tráfego do Rio de Janeiro, aí mesmo é que morria atropelado. Lembrou-se dos cabelos do filho, das roupasdele. Lembrou-se da xícara que Maria Rosa quebrara e de como ela gritara com Maria Rosa. Se soubesse que a filha morreria de parto, é claro que não precisaria gritar. E lembrou-se do marido. Só lembrava do marido em mangas de camisa. Mas, não era possível, estava certa de que ele ia à repartição com o uniforme de contínuo, ia a festas de paletó, sem falar que não poderia ter ido ao enterro do filho e da filha em mangas de camisa. A procura do paletó do marido ainda mais cansou a velha que se virava com leveza na cama. De repente descobriu que a cama era dura.

https://www.revistaprosaversoearte.com/o-grande-passeioclarice-lispector/

Em apenas uma destas palavras, a acentuação se justifica por ser a vogal i a sílaba tônica do hiato. Qual?

PortuguêsIFAL2017

Texto

A gente não pede para nascer, apenas nasce. Alguns nascem ricos, outros pobres; outros brancos, outros negros; uns nascem num país onde faz muito frio, outros em terras quentes; enfim, nós não temos muita opção mesmo. O fato é que, quando a gente percebe, já nasceu.

Eu nasci índio. Mas não nasci como nascem todos os índios. Não nasci numa aldeia, rodeada de matopor todo lado, com um rio onde as pessoas pescam peixe quase com a mão de tão límpida que é a água. Não nasci dentro de uma Uk’a Munduruku. Eu nasci na cidade. Acho que dentro de um hospital. E nasci numa cidade onde a maioria das pessoas se parece com índio: Belém do Pará.
[...]
Só não gostava de uma coisa: que me chamassem de índio. Não. Tudo, menos isso! Para meu desespero, nasci com cara de índio, cabelo de índio (apesar de um pouco loiro), tamanho de índio. Quando entrei na escola primária, então, foi um deus-nos-acuda. Todo mundo vivia dizendo: “Olha o índio que chegou à nossa escola”.

Meus primeiros colegas logo, logo se aproveitaram pra me colocar o apelido de Aritana. Não precisa dizer que isso me deixou fulo da vida e foi um dos principais motivos das brigas nessa fase da minha história – e não foram poucas brigas, não. Ao contrário, briguei muito e, é claro, apanhei muito também.
E por que eu não gostava que me chamassem de índio? Por causa das ideias e imagens que essa palavra trazia. Chamar alguém de índio era classificá-lo como atrasado, selvagem, preguiçoso. E, como já contei, eu era uma pessoa trabalhadora que ajudava meus pais e meus irmãos e isso era uma honra para mim. Mas era uma honra que ninguém levava em consideração. Para meus colegas só contava a aparência… e não o que eu era e fazia.
Munduruku, Daniel. A raiva de ser índio. 15.01.2017. https://www.xapuri.info/cultura/daniel-munduruku-indio/

Daniel Mundukuru não gostava da alcunha de índio, porque

PortuguêsIFAL2018

Flup abre inscrição para descobrir e formar talentos em poesia falada

Festa Literária das Periferias promove palestras com nomes do spoken word negro

RIO — Programada para acontecer entre os dias 6 e 11 de novembro, no Cais do Valongo, a sétima edição da Festa Literária das Periferias (Flup) anunciou a abertura das inscrições para o Flup Pensa — plataforma de formação para descobrir e formar novos talentos — deste ano. O ciclo de 2018, que será sobre poesia falada, foi batizado de "Poesia preta" e contará com palestras realizadas por grandes nomes do spoken word negro.

A iniciativa, dividida em 12 encontros, promoverá uma competição entre os 25 participantes a cada quatro reuniões, o Slam Pequena África. A ideia do projeto é incentivar a criatividade dos jovens para o improviso de versos e realização de performances. O vencedor participará da competição nacional da modalidade e lançará um livro pelo selo da Flup, além de participar de uma mesa no evento.

Em edições anteriores, a festa literária revelou talentos como Geovani Martins (foto), Ana Paula Lisboa (colunista do GLOBO), Jessé Andarilho, Rodrigo Santos e Lindacy Menezes, e já resultou na publicação de 17 livros.

Os encontros do "Poesia preta" vão de 26 de maio a 1º de setembro. Os interessados em participar devem clicar neste link: tinyurl.com/poesiapreta. As inscrições vão até o dia 11 de maio.

(https://oglobo.globo.com/cultura/livros/flup-abre-inscricao-paradescobrir-formar-talentos-em-poesia-falada22658660#ixzz5FCYMBTaystest. Acesso: 11/5/2018)

Considerando-se que, em cada parágrafo, realiza-se uma ação no texto, indique a alternativa que corresponde, na sequência, às ações nele executadas.

PortuguêsIFAL2017

Texto

Os morros são fardos rompidos. Por lá saltam ecos de fortíssimas vozes, mas a cidade é um enorme silêncio de pesado sono, de um sono estremecido pelas bocas das serras. E parece que a noite das serras é diferente da que mergulha a cidade.

Naquela, são as cores vermelhas dos relâmpagos, trovões arrebentando em gritos enormes, árvores tingindo-se rapidamente e rapidamente voltando ao verde de suas folhas.

ACCIOLY, Breno. Breno Accioly: Obras reunidas. São Paulo: Escrituras Editora, 1999, p. 13

Considerando que uma metáfora consiste em usar uma palavra ou expressão em sentido diferente daquele que lhe é próprio, assinale a opção em que há uma metáfora.

PortuguêsIFAL2018

Considerando que o verbo estar pode ser interpretado como sendo verbo de ligação, se indica apenas um estado, ou verbo intransitivo, se a estada em determinado local, assinale a opção em que, no par de sentenças, o verbo estar seja verbo de ligação na primeira sentença e verbo intransitivo na segunda.

PortuguêsIFAL2018

«Daí a pouco estaria removido o obstáculo. Camilo fechava os olhos, pensava em outras coisas, mas a voz do marido sussurrava-lhe às orelhas as palavras da carta: “Vem, já, já…”. E ele via as contorções do drama e tremia. A casa olhava para ele. As pernas queriam descer e entrar. Camilo achou-se diante de um longo véu opaco… pensou rapidamente no inexplicável de tantas coisas. A voz da mãe repetia-lhe uma porção de casos extraordinários; e a mesma frase do príncipe de Dinamarca reboava-lhe dentro: “Há mais coisas no céu e na terra do que sonha a filosofia…”.
(MACHADO DE ASSIS. Obras completas em quatro volumes, volume 2. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015, p. 438)

Considerando a sentença do texto: A casa olhava para ele, assinale a opção em que há perfeita correspondência de figura de linguagem.

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Aplicativos on-line ampliam a discussão de políticas públicas no Brasil, mas a qualidade desse debate vai além das ferramentas tecnológicas disponíveis

Revista CidadeNova. São Paulo: Abril, ed. 582. Ano LVI, nº 10. Out. 2014.

Considerando a prescrição gramatical, pode -se afirmar que, dentre as palavras acentuadas no subtítulo acima,

PortuguêsIFAL2014

Observe bem as declarações subsequentes sobre aspectos morfossintáticos da Língua Portuguesa. Em seguida, marque V ou F nos parênteses, conforme tais declarações sejam verdadeiras ou falsas.

( ) Nas palavras CHALEIRA e CAFETEIRA, o L e o T são desinências nominais, respectivamente.

( ) As palavras ENFERRUJAR, FERREIRO e FERRUGEM são cognatos de FERRO, da mesma forma que LIVRARIA e LIVRESCO são cognatos de LIVRO.

( ) Em AMÁVAMOS, -MOS é desinência de primeira pessoa do plural do verbo AMAR, pela qual se pode identificar o sujeito subentendido de orações sintáticas, onde essa forma verbal aparece.

( ) O termo fonema significa ‘menor unidade distintiva de som’, da mesma forma que morfema quer dizer ‘unidade do léxico de uma língua natural’.

Considerando a leitura vertical de cima para baixo, assinale a sequência correta.

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Leia o textoa seguir para responder à questão.

TEXTO

Precisa-se

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.

P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Na passagem “[...] Paga-se extraordinariamente bem [...]”, o termo negritado representa uma das classes morfológicas que geralmente está ligada a um verbo, a um adjetivo ou, ainda, a um advérbio.

Considerando a classe morfológica que sucede o termo em destaque, pode-se entender que o termo negritado visa à: