Roboshakespeare
Ele já escreveu e publicou mais de 800 mil livros. É o autor mais produtivo do mundo. E não é humano.
Segundo o Livro Guiness dos Recordes, o americano I. Ron Hubbard é a pessoa que mais livros escreveu na vida: 1.084. Outras fontes dizem que é a espanhola Corín Tellado, que teria escrito 4 mil romances. Mas nenhum chega perto do Icon Group International: um software que já escreveu centenas de milhares de livros. Na Amazon, é possível encontrar 896 mil obras de autoria do robô. São relatórios sobre temas de economia bem específicos (mercado de diamantes na China, por exemplo), dicionários pouco comuns (como um islandês – inglês, elogiado pelos usuários da Amazon) e manuais sobre doenças raras, como um guia da sarcoidose – considerado fraco pelos leitores, pois só trazinformações copiadas do Google. Porque é assim mesmo que o robô trabalha: catando e organizando dados da internet. “Eu descobri uma brecha no mercado. Havia demanda por um tipo de conteúdo que não existia”, diz o economista Philip Parker, que é professor da Universidade Insead, de Cingapura, e criador do software. Ele define o tema, põe o robô para trabalhar e, 15 minutos depois, tem uma obra prontinha – que o software joga automaticamente na Amazon. O livro só é impresso se alguém o comprar. Alguns títulos, como os de economia, são bem caros: mais de US$200. Parker diz que doa o dinheiro. E seu objetivo não é lucrar – é aprimorar o software para que consiga escrever ficção. Criar um Roboshakespeare.
MORAES, Mauricio. Revista Super Interessante, Edição 341, p. 16, dezembro 2014.De acordo com o texto acima, analise as afirmações e assinale a alternativa CORRETA.
I. Corín Tellado escreveu o maior número de livros no mundo.
II. O robô da Icon Group International já escreveu 896 mil obras.
III. As obras são todas baseadas em informações da internet.
IV. Philip Parker é economista e escritor.
V. A Amazon imprime todos os livros que uma pessoa quiser.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, das afirmações é:
Leia o texto a seguir :
A violência é uma doença contagiosa
Ao longo da história, nós humanos demoramos muito para entender as epidemias. Não porque não investía-mos ou não nos preocupávamos. O problema é que fazíamos o diagnóstico errado. O mesmo acontece hoje com a violência. Se não conseguimos entender suas motivações, não entenderemos suas causas. Depois de uma década combatendo epidemias na África, percebi que os mapas de densidade populacional que ajudam a explicar a disseminação delas no continente eram muito parecidos com os mapas que mediam casos violentos em Nova York e Detroit. Notei então que a violência é uma doença contagio-sa, assim como a malária, a cólera e a tuberculose. Ela se espalha por meio de brigas de rua, estupros, assassinatos e suicídios. Um tipo de violência provoca outro. É como um ciclo. Se quisermos revertê-lo, temos de atacar o germe antes que se espalhe e se torne uma infecção — e contamine outras pessoas. Em 2000, demos início a um projeto-piloto de contenção da violência em Chicago, no distrito de West Garfi-eld, na época um dos mais violentos dos Estados Unidos. Contratamos interruptores de violência para atuar igual a agentes de saúde diante de casos iniciais de gripe aviária. Eles faziam visitas diárias a líderes de gan-gues e grupos violentos, além de seus amigos e familiares, e davam conselhos úteis como orienta-ções para empregos. Em um ano, West Garfield viu o número anual de tiroteios cair 67%. Com a expansão da iniciativa para toda a Chicago, o número de assassinatos caiu de 628, em 2000, para 435 em 2010. O sucesso levou nosso pro-grama a ser expandido para outras 15 cidades americanas e outros sete países, incluindo o Iraque.
Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI345728-17774,00-A+VIOLENCIA+E+UMA+DOENCA+CONTAGIOSA.html>.Acesso em: 3 mar. 2016.
Leia as afirmações a seguir e marque verdadeiro ou falso, de acordo com o texto.
( ) O problema com epidemias e violência são os diagnósticos errados.
( ) Ninguém se preocupa com ou investe em epidemias e violência.
( ) Violência, malária, cólera e tuberculose são doenças contagiosas.
( ) O projeto-piloto em Chicago diminuiu significativamente a violência na cidade.
( ) O programa contra a violência é popular nos Estados Unidos inteiro.
A sequência correta das afirmações é:
Leia o texto a seguir.
Uma mulher negra na nova nota de 20 dólares
A última e única vez que uma mulher estampou uma cédula de dólar ocorreu pelos idos de 1800 quando Martha Washington, a esposa do 1º presidente americano George Washington – e, por conseguinte, a 1ª primeira-dama da nação –, figurou na nota de um dólar pelo motivo de ser... a esposa de George Washington.
Desta vez, a escolha recaiu sobre Harriet Tubman, nascida escrava no distrito de Dorchester, Maryland, de onde fugiu para a Filadélfia em 1849 e logo em seguida retornou para resgatar sua família. Primeiramente resgatou seus familiares e posteriormente dezenas de outros escravos. Orgulhava-se de nunca ter perdido um só “passageiro”. Quando eclodiu a guerra civil americana, Tubman, se alistou no exército da União sendo cozinheira, enfermeira e espiã. Foi a primeira mulher a liderar uma expedição armada na guerra, comandando o ataque no rio Combahee, onde libertou mais de setecentos escravos. Após o final da guerra, tornou-se uma forte ativista pelos direitos das mulheres, em especial pelo direito de voto.
Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/uma-mulher-negra-na-nova-nota-de-20-dolares. Acesso em: 7/5/2016. (excerto).Uma das habilidades que a compreensão adequada de um texto exige é a identificação da anterioridade e posterioridade das informações relatadas.
A leitura do texto permite identificar como CORRETA a seguinte relação:
Observe a tirinha.
A fala da garota na tirinha explica-se porque o
O peso da palavra
Quem nunca pensou em dizer o que pensa sem precisar se responsabilizar pelo conteúdo das afirmações? O aplicativo para dispositivos móveis Secret tornou esse desejo uma realidade. O problema é que a ferramenta – criada, de acordo com seus desenvolvedores, para funcionar como um ambiente de desafio – se tornou uma arma para que qualquer pessoa pudesse falar mal ou até mesmo imputar crimes a pessoas sem que pudesse ser penalizada pelas falsas afirmações.
Não demorou muito para que quem se sentisse ferido por alegações ali feitas (há o caso de um rapaz que teve fotos em que aparece nu sendo apontado como portador do vírus HIV, por exemplo) acionasse o Poder Judiciário brasileiro, que, de forma célere, determinou a proibição da venda do aplicativo nas lojas virtuais.
A liberdade de expressão é sim um direito fundamental previsto no art. 5º da Constituição Federal, todavia, quem se manifesta deve ser responsabilizado pelo que diz, o que torna a proibição ao anonimato (salvo em alguns casos, como no exercício da atividade profissional) algo compreensível e bem visto. (...)
Fonte: Gazeta do povo, Carta editorial do caderno Justiça & Direito, p. 2, 29/08/2014.Considerando o texto lido, avalie as duas asserções, bem como a relação proposta entre elas, depois assinale a alternativa CORRETA.
Os cidadãos podem manifestar livremente seu pensamento, pois esse é um direito previsto na Constituição Federal.
PORTANTO,
a decisão do Poder Judiciário em proibir a venda do aplicativo Secret, no Brasil, é considerada, no texto, uma medida que fere a liberdade de expressão do povo.
O texto a seguir é referência para a próxima questão.
Chia, uma semente poderosa
Assim como o grão de bico, a lentilha e a ervilha, a chia é uma fonte de proteínas e fibras. Por isso, os minúsculos grãos desta semente estimulam a saciedade e impulsionam o funcionamento adequado do intestino. Em estudo da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, cobaias alimentadas com a semente ou sua farinha apresentaram um acréscimo de 150% na quantidade de fezes eliminadas do corpo e os pesquisadores acreditam que os mesmos efeitos possam acontecer em seres humanos.Outro atrativo da chia é a propriedade anti-inflamatória, por ter as gorduras ômega-6 e ômega-3 em sua composição. Registros históricos informam que a chia fez parte da dieta dos povos pré-colombianos.
Revista Hospital Marcelino Chamapagnat. Ed. 12, nov/16, p. 5.A análise dos elementos constitutivos do texto e a identificação do gênero ao qual pertence permitem ao leitor inferir que o objetivo do autor é
Texto 1
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam ‘carneado’ (...) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar talhos e salvar essa vida? (...)
Desde que, adulto, comecei a escrever romance, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos de nosso posto.
(Érico Veríssimo. Solo de clarineta. Tomo I. Globo: Porto Alegre.1978). Fragmento.
Um aspecto do Texto 1 que o torna, de certa maneira relevante, e que toca a sensibilidade do leitor, é que o autor:
Sob o ponto de vista das normas sociais, analise as alternativas seguintes, quanto às regras da concordância verbal e nominal, conforme a ‘norma culta’, isto é, a norma gramatical que usam as pessoas escolarizadas, em situação de monitoramento. Identifique a alternativa inteiramente correta.
A observância às normas da concordância verbal, em geral, é considerada indício de um saber gramatical mais apurado. Goza, por isso, de certo prestígio social.
Sob esse prisma, identifique as alternativas em que tais normas foram corretamente observadas.
TEXTO
Por que nossa mente “dá branco”?
O problema não está na memória, mas na falta de atenção.
Por segundos, parece que a mente apagou tudo: do que íamos pegar na geladeira à resposta da prova. O problema não está na memória, mas na falta de atenção. “É um mecanismo essencial na ativação das memórias de curto prazo, e operacional, que armazena temporariamente dados necessários para o cérebro comandar ações rápidas, como digitar no celular um número que logo vai ser esquecido”, explica Tarso Adoni, médico do Núcleo de Neurociências do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Ocorre que o lobo frontal, responsável pela atenção e memórias transitórias, tem capacidade limitada de armazenamento. Só fica ali – com chance de seguir para a memória permanente conforme a relevância e utilidade – o que a atenção selecionou. O que passou batido será apagado em seguida, caso não cheguem novas pistas relacionadas. Isso explica a razão da ideia “esquecida” ser “lembrada”, ao voltarmos onde estávamos antes do branco. Esse tipo de apagão é diferente dos causados pelo álcool, ou pela ansiedade, que afetam memórias consolidadas. Neste caso, o cérebro entende o nervosismo como ameaça e se concentra em combatê-lo. Se os “brancos” afetarem a qualidade de vida, melhor procurar um médico.
(Cida de Oliveira. Por que nossa mente ‘dá Branco’? Galileu. São Paulo. Globo, n.272, mar. 2014).Observe o seguinte trecho do Texto: “Ocorre que o lobo frontal, responsável pela atenção e memórias transitórias, tem capacidade limitada de armazenamento”.
Respeitando as normas da concordância verbo-nominal, seria correta também a seguinte redação: