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Leia o texto para responder à questão.

Às 15h de uma segunda-feira, o campinho de futebol sob o viaduto de Vila Esperança está lotado de jovens descalços disputando o clássico Dois Poste contra Santa Cruz.

Ninguém tem emprego. Xambito é um deles.

Xambito precisa pagar pensão para seu filho de três anos, mas não quer voltar para a “vida errada”, como diz.

“Essa vida errada aí, biqueira [ponto de vendas de drogas], tráfico, só tem dois caminhos: cadeia ou morte; não quero nenhum desses dois, quero ver meu filho crescer, botar ele pra jogar bola, pra estudar”, diz Xambito, que anda pela favela com uma caixinha de som tocando o sertanejo Felipe Araújo.

Ele está correndo atrás de um “serviço fichado” (registrado). Já foi várias vezes aos pátios das fábricas em Cubatão, mas diz que aparecem dez vagas para 500 pessoas. “Só com ajuda de Deus para ser chamado, é muita gente desempregada.”

(http://arte.folha.uol.com.br/mundo/2017/um-mundo-de-muros/brasil/excluidos/)

No texto, a função da linguagem predominante é a

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No slogan acima, integrante de uma peça publicitária que apresenta múltiplos suportes para textos jornalísticos, é correto afirmar que o termo “todo” funciona como

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Leia o texto para responder à questão.

Os memes – termo usado para se referir a um conceito ou imagem que se espalha rapidamente no mundo virtual – costumam surgir de um fato inusitado ou de uma situação engraçada que se espalha pela internet e começa a ganhar variadas versões. Em época de eleições, os candidatos viram alvos perfeitos dessas paródias

Especialistas ouvidos pelo Estado dizem, no entanto, que o surgimento desses “memes políticos” não significa que as pessoas estejam mais interessadas em discutir política. “Isso aconteceria se elas estivessem debatendo propostas dos candidatos. O meme surge só para divertir”, diz o consultor em marketing político Carlos Manhanelli.

Rafael Sbarai, pesquisador de mídias digitais, concorda. Para ele, o fenômeno se explica pela tecnologia, não pela política. “Temos hoje mais pessoas conectadas, mais pessoas passando mais tempo nas redes sociais, especialmente no Facebook.”

O especialista em marketing político digital Gabriel Rossi recomenda: quando algum candidato for alvo de um meme, desde que ele não seja ofensivo, as campanhas têm de encarar o fato com bom humor.

(http://politica.estadao.com.br)

No segundo parágrafo, emprega-se a expressão “no entanto”, em relação às informações do parágrafo anterior, com a finalidade de indicar uma

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No segundo e terceiro quadrinhos da tirinha, há um jogo de palavras com as expressões “algum lugar” e “lugarcomum”, cujo objetivo é

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Leia o poema de Pedro Tierra para responder à questão.

Fui assassinado.
Morri cem vezes
e cem vezes renasci
sob os golpes do açoite.


Meus olhos em sangue
Testemunharam
a dança dos algozes
em torno do meu cadáver.
Tornei-me mineral
memória da dor.
Para sobreviver,
recolhi das chagas do corpo
a lua vermelha de minha crença,
no meu sangue amanhecendo.


[...]
Porque sou o poeta
dos mortos assassinados,
dos eletrocutados, dos “suicidas”,
dos “enforcados” e “atropelados”,
dos que “tentaram fugir”,
dos enlouquecidos.


Sou o poeta
dos torturados,
dos “desaparecidos”,
dos atirados ao mar,
sou os olhos atentos
sobre o crime.

(Pedro Tierra, Poemas do Povo da Noite)

No poema, o uso reiterado das aspas tem a intenção de

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Leia o poema para responder à questão.

Essas coisas


“Você não está mais na idade
de sofrer por essas coisas.”


Há então a idade de sofrer
e a de não sofrer mais
por essas, essas coisas?


As coisas só deviam acontecer
para fazer sofrer
na idade própria de sofrer?


Ou não se devia sofrer
pelas coisas que causam sofrimento,
pois vieram fora de hora, e a hora é calma?


E, se não estou mais na idade de sofrer,
é porque estou morto, e morto
é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?

(Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco, 2012)

No poema, o eu lírico evidencia

PortuguêsINSPER2015

A genética fracassou?

Escrever o manual de instruções de uma pessoa. Esse era o objetivo dos cientistas que começaram a mapear e sequenciar o genoma humano, em 1990. Um trabalho duro. A chave para desvendar nosso corpo estava em um código formado por milhares de genes, cada um deles com uma função definida - e completamente desconhecida. Com um mutirão de cientistas e computadores potentes, no entanto, o mundo achou que chegara a hora de entender tudo: ........... ficamos doentes, nascemos com cabelos lisos ou crespos, sentimos mais ou menos dor do que os amigos. Entender .......... uma pessoa funciona do jeito que funciona. Seria uma obra revolucionária para a saúde do homem. Saberíamos com antecedência que doenças nos afetariam no futuro. Desligando genes que causam disfunções e ligando aqueles responsáveis pelo conserto, seria mínimo o risco de sofrermos de males hereditários. Acreditando nisso, o mundo comemorou quando o mapeamento do genoma humano foi apresentado em 2000, quase completo. Em coisa de 10 anos, diziam os líderes do projeto, viveríamos melhor. E mais.

Os 10 anos se passaram e o que foi prometido não aconteceu.

(http://super.abril.com.br/ciencia/genetica-fracassou-598852.shtml)

No excerto acima, os espaços pontilhados estão corretamente preenchidos em

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Leia o trecho inicial de um poema de Charles Baudelaire para responder à questão.

Bênção

Quando, por uma lei das supremas potências,
O Poeta se apresenta à plateia entediada,
Sua mãe, estarrecida e prenhe de insolências,
Pragueja com Deus, que dela então se apieda:


“Ah! tivesse eu gerado um ninho de serpentes,
Em vez de amamentar esse aleijão sem graça!
Maldita a noite dos prazeres mais ardentes
Em que meu ventre concebeu minha desgraça!


Pois que entre todas neste mundo fui eleita
Para ser o desgosto de meu triste esposo,
E ao fogo arremessar não posso, qual se deita
Uma carta de amor, esse monstro asqueroso,


Eu farei recair teu Ódio que me afronta
Sobre o instrumento vil de tuas maldições,
E este mau ramo hei de torcer de ponta a ponta,
Para que aí não vingue um só de seus botões!”

(As flores do mal, 2012.)

No contexto em que se inserem, os trechos “por uma lei das supremas potências” (1ª estrofe), “Pois que entre todas neste mundo fui eleita” (3ª estrofe) e “Para ser o desgosto de meu triste esposo” (3ª estrofe) expressam, respectivamente, sentido de

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Não sei onde eu tô indo,

Mas sei que eu tô no meu caminho.

Enquanto você me critica,

Eu tô meu caminho.

Você esperando respostas,

Olhando pro espaço,

E eu tão ocupado vivendo,

Eu não me pergunto, eu faço!

Nesses versos, que pertencem a “No fundo do quintal da escola”, canção de Raul Seixas e Cláudio Roberto, há predominância da função emotiva da linguagem por causa

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(...) Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda. A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário. E quem há de negar que é preciso reagir? Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie.

Se é que a barbárie já não começou… Veja as cotas, por exemplo. Após anos dessa boquinha descolada pelos negros nas universidades, o que aconteceu? O branco encontra-se escanteado. Para todo lado que se olhe, da direção das empresas aos volantes dos SUVs, das mesas do Fasano à primeira classe dos aviões, o que encontramos? Negros ricos e despreparados caçoando da meritocracia que reinava por estes costados desde a chegada de Cabral.

Antes que me acusem de racista, digo que meu problema não é com os negros, mas com os privilégios das “minorias”. Vejam os índios, por exemplo. Não fosse por eles, seríamos uma potência agrícola. O Centro-Oeste produziria soja suficiente para a China fazer tofus do tamanho da Groenlândia, encheríamos nossos cofres e financiaríamos inúmeros estádios padrão Fifa, mas, como você sabe, esses ágrafos, apoiados pelo poderosíssimo lobby dos antropólogos, transformaram toda nossa área cultivável numa enorme taba. Lá estão, agora, improdutivos e nus, catando piolho e tomando 51. (...)

(Antônio Prata, “Guinada à direita”, Folha de S. Paulo)

Nesse texto, o articulista usa lugares-comuns do discurso conservador de modo