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Leia o texto a seguir.

Há alguns vocábulos nela (língua tupi) de que não usam senão as mulheres, e outros que não servem senão para os machos; carece de três letras, convém saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disto conta nem peso, nem medida.

GÂNDAVO, Pero Magalhães. Do gentio que há nesta Província, da condição e costumes dele e de como se governam na paz. In: História da província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos de Brasil. 1756. Disponível em: <www.dominiopublilco.gov.br>. p. 25. Acesso em: 24 set. 2013. (Adaptado).

O texto do viajante português Pero Magalhães Gândavo relaciona língua e organização social. O tipo de relato e os aspectos da colonização no Brasil expressam-se, no texto apresentado,

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O recurso linguístico empregado no último enunciado da tirinha, que ajuda na construção do humor, é

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Texto

O “Meme” acima produz humor, porque

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Leia o trecho a seguir.

Restrições à parte, eu gostava do curso. Não: eu adorava o curso. Não era o mesmo que estudar o Manifesto, longe disso, mas falava em coisas objetivas, palpáveis, úteis: geradores, acumuladores, dínamos, motores. Trabalhar com eletricidade era ingressar no terreno confortador da lógica científica, da precisão tecnológica: faça isso e acontecerá aquilo – sempre, sempre, sempre. Nenhuma margem para dúvida, ali: o polo positivo era positivo, o negativo era o negativo, e estávamos conversados. Nada de dialética, nada de uma coisa virar o seu contrário, nada de mentiras progressistas e verdades reacionárias, nada de crítica e autocrítica. Um alívio, portanto, ainda que inevitavelmente acompanhado de uma pesada culpa.

SCLIAR. Moacyr. Eu vos abraço, milhões. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 220.

No trecho transcrito, ao comparar o modo de pensar o mundo da física e o das ciências políticas, o narrador protagonista do romance Eu vos abraço, milhões evidencia uma mudança central na sua forma de pensar, a qual se manifesta no fato de que

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No Texto 4, a repetição da mesma resposta a diferentes perguntas constitui

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Leia o fragmento a seguir.

Eu era ainda muito criança, mas sabia uma infinidade de coisas que os adultos ignoravam. [...]

A estrada é cheia de armadilhas, de alçapões, de mundéus perigosos, para não falar em desvios tentadores, mas eu podia percorrê-la na ida e na volta de olhos fechados sem cometer o mais leve deslize. Era por isso que eu não gostava de viajar acompanhado, a preocupação de salvar outros do desastre tirava-me o prazer da caminhada, mas desde criança eu era perseguido pela insistência dos que precisavam viajar e tinham medo do caminho, parecia que ninguém sabia dar um passo sem ser orientado por mim, chegavam a fazer romaria lá em casa, aborreciam minha mãe com pedidos de interferência; e como eu não podia negar nada a minha mãe eu estava sempre na estrada acompanhando uns e outros. […] VEIGA, José J. Fronteira. In: Melhores contos J. J. Veiga. Seleção de J. Aderaldo Castello. 4. ed. São Paulo: Global, 2000. p. 37.

No conto “Fronteira”, há a inversão dos papéis comumente atribuídos ao adulto e à criança. Nessa inversão, a imagem da criança é construída por meio da

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Leia o Texto para responder à questão.

Texto

92

Tarde de verão, é levado ao jardim na cadeira de
braços — sobre a palhinha dura a capa de plástico e,
apesar do calor, manta xadrez no joelho. Cabeça caída no
peito, um fio de baba no queixo. Sozinho, regala-se com o
trino da corruíra, um cacho dourado de giesta e, ao arrepio
da brisa, as folhinhas do chorão faiscando — verde, verde!
Primeira vez depois do insulto cerebral aquela ânsia de
viver. De novo um homem, não barata leprosa com caspa
na sobrancelha — e, a sobra das folhas na cabecinha
trêmula, adormece.
Gritos: Recolha a roupa. Maria, feche a janela.
Prendeu o Nero? Rebenta com fúria o temporal. Aos
trancos João ergue o rosto, a chuva escorre na boca torta.
Revira em agonia o olho vermelho — é uma coisa que a
família esquece na confusão de recolher a roupa e fechar
as janelas?
TREVISAN, D. 92. In: TREVISAN, D. Ah, é? 2. ed. Rio de Janeiro: Record,
1994. p. 67.

Nas linhas 7 e 8, do primeiro parágrafo do texto, está evidenciado que

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Leia o fragmento.

Era o dia 12 de rabi (24 de setembro) de 622. Maomé tinha então cinquenta e dois anos e podia dizer: “Deixei minha família e abandonei meus bens pela Hégira, no caminho de Deus”. Assim fora com Moisés, deixando o país do Egito pela “terra prometida”; e, antes dele, Abraão, abandonando Ur por ordem de Javé. Jesus havia dito, de maneira muito próxima: “Vem e segue-me ... deixa casa, irmãos e irmãs, pai e mãe, filhos e campos ...”, e ainda: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o reino de Deus”. O êxodo e a ruptura não são sempre o primeiro passo de iniciativa religiosa?

SAMUEL, Albert. As religiões hoje. São Paulo: Paulus, 1997, p. 143. (Adaptado)

O acontecimento descrito no fragmento tem profunda importância histórica e religiosa para o islamismo e marca o início do calendário muçulmano.

Esse acontecimento narra a

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Leia o documento a seguir.

Achando sua mulher em adultério, o homem casado poderá matá-la licitamente, e matar o adúltero, salvo se o marido for peão e o adúltero fidalgo, ou nosso desembargador, ou pessoa de maior qualidade.

ORDENAÇÕES FILIPINAS. Apud FERREIRA, Ricardo Alexandre. Crimes comuns. São Paulo: Editora Unesp, 2011. p. 159. (Adaptado).

As chamadas Ordenações Filipinas eram um conjunto de normas de conduta e regras morais em vigor nas sociedades portuguesa e espanhola durante os séculos XVI e XVII. Com base no contexto histórico e na estrutura gramatical do documento apresentado, conclui-se que o enunciado da lei contém uma oração subordinada adverbial

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A tinha aborda uma temática cotidiana, em torno da