A alternativa que apresenta uma metáfora é
Responder à questão com base no texto.
TEXTO
Festas de casamento falsas viram moda na Argentina
Comida gostosa, música boa, bar liberado ____
noite toda... quem nunca ___________ até altas horas numa
boa festa de casamento? Esse ritual, que muitos já
presenciaram ao longo da vida, é, porém, desconhe-
[5] cido para alguns representantes das gerações mais
jovens.
Mas há uma solução para elas: Casamento Falso
(ou Falsa Boda, no nome original em espanhol), uma
ideia de cinco amigos de La Plata, na Argentina. O
[10] detalhe era que os convidados não eram amigos ou
parentes dos noivos, mas ilustres desconhecidos que
compraram entradas para o evento.
Martín Acerbi, um publicitário de 26 anos, estava
cansado de ir sempre ____ mesmas boates. “Quería-
[15] mos organizar uma festa diferente, original”, disse. E
assim pensaram em fazer esse evento “temático”, que
chamaram de Casamento Falso.
Pablo Boniface, um profissional de marketing de
32 anos que esteve em um Casamento Falso em
[20] Buenos Aires em julho, disse que para ele foi a oca-
sião perfeita para realizar algo que sempre quis fazer:
colocar uma gravata.
“Para mim essas festas são até melhores do que
um casamento real, ________ você não precisa se sentar
[25] com estranhos e ficar entediado. Você passa bons
momentos com seus amigos e não se encontra com
todos os tios e avôs que normalmente frequentam
essas cerimônias”, disse Pablo.
Observe as expressões a seguir em seu contexto.
- “música boa” (linha 01)
- “ilustres desconhecidos” (linha 11)
- “ir sempre” (linha 14)
- “ocasião perfeita” (linhas 20 e 21)
- “seus amigos” (linha 26)
Quantas das expressões acima manteriam o sentido caso a ordem entre as palavras que as constituem fosse alterada?
[1] – “Deboísta” é quem é adepto da filosofia do “ser de
boa” – explica Carlos Abelardo, 19 anos, estudante de
Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás
e criador, ao lado da namorada, Laryssa de Freitas, da
[5] página no Facebook “Deboísmo”. – É aquela pessoa
que não se deixa levar por problemas bestas, que, mes-
mo discordando de alguém, não parte para a agressão.
É a pessoa calma, que escolhe o lutar em vez de brigar.
Segundo Abelardo, o movimento é apartidário, mas
[10] político. E sobre a escolha do símbolo, que é uma pre-
guiça, ele diz que a calmaria natural do animal passa
uma sensação automática de “ficar de boas”.
– É o animal mais de boa – diz.
Qual dos adjetivos a seguir NÃO poderia ser atribuído a um “deboísta”?
Responder à questão com base no texto.
TEXTO
Muitas vezes, quando pensamos em ritual, duas
ideias nos vêm à mente: por um lado, a noção de que um
ritual é algo formal e arcaico, quase que desprovido de
conteúdo, algo feito para celebrar momentos especiais
[5] e nada mais; por outro lado, podemos pensar que os
rituais estão ligados apenas à esfera religiosa, a um
culto ou a uma missa.
Segundo alguns autores, nossa vida de todos os
dias – a vida social – é marcada por um eterno conflito
[10] entre dois opostos: ou o caos total, onde ninguém
segue nenhuma regra ou lei, ou uma ordem absoluta,
quando todos cumpririam à risca todas as regras e leis
já estabelecidas. A visão desses opostos não deixa
de ser engraçada: alguém consegue imaginar nossa
[15] sociedade funcionando de uma dessas maneiras? É
evidente que não.
Dizemos que os rituais emprestam formas conven-
cionais e estilizadas para organizar certos aspectos da
vida social, mas por que esta formalidade?
[20] Ora, as formas estabelecidas para os diferentes
rituais têm uma marca comum: a repetição. Os rituais,
executados repetidamente, conhecidos ou identificáveis
pelas pessoas, concedem certa segurança. Pela
familiaridade com a(s) sequência(s) ritual(is), sabemos
[25] o que vai acontecer, celebramos nossa solidariedade,
partilhamos sentimentos, enfim, temos uma sensação
de coesão social. É assim que entendemos: “cada ritual
é um manifesto contra a indeterminação”. Através da
repetição e da formalidade, elaboradas e determinadas
[30] pelos grupos sociais, os rituais demonstram a ordem e
a promessa de continuidade desses mesmos grupos.
Os verbos “emprestam” (linha 17), “concedem” (linha 23) e “demonstram” (linha 30) poderiam ser substituídos, respectivamente, por
Responder à questão com base no texto.
TEXTO
Da Minha Aldeia
Da minha aldeia vejo o quanto da terra se pode ver
[do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra
[qualquer
[5] Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui da minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
[10] Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para
[longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os
[nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza
[15] [é ver.
Alberto Caeiro/PESSOA, Fernando. O Guardador de Rebanhos, In: Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática. 1946.
Os sentidos sugeridos pelo poema se fundamentam em torno do campo semântico relacionado ao verbo “ver” – “vista”, “olhar”, “olhos” –, que
Responder às questãocom base no texto.
TEXTO
O ser humano precisa ser educado para a convivên-
cia. Todo processo de aprendizagem supõe descentra-
mento, um sair de si mesmo, tanto do ponto de vista da
inteligência como da afetividade e da moral. ________________, a
[5] descoberta de que o outro é um “outro-eu” é fundamental
para que possamos superar o egocentrismo. ________________, o
desenvolvimento desses três níveis mentais (inteligência,
afetividade e moralidade) não é automático, exigindo a
intermediação dos agentes culturais.
[10] Do ponto de vista moral, a evolução se dará a partir
da superação do comportamento heteronômico – que se
baseia na obediência sem crítica – até atingir a maturi-
dade, pela conquista da autonomia. O abandono do dog-
matismo que exige a obediência cega não se confunde,
[15] ________________, com uma postura individualista, mas sim com
a capacidade de participar ativamente da elaboração
de regras comprometidas com a vida em comunidade.
Os nexos que preenchem correta e respectivamente as lacunas do texto estão reunidos em:
Responder à questão com base no texto.
TEXTO
A um Poeta
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
[5] Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.
Não se mostre na fábrica o suplício
[10] Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Olavo Bilac, in “Poesias”.
O soneto permite a reflexão sobre o próprio fazer poético. Para isso, na primeira estrofe, o autor trata das _________________ da/para a criação; na segunda e na terceira, ressalta a importância do _________________ do trabalho do poeta; na última, declara o verdadeiro _________________ do poeta.
[1] – “Deboísta” é quem é adepto da filosofia do “ser de
boa” – explica Carlos Abelardo, 19 anos, estudante de
Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás
e criador, ao lado da namorada, Laryssa de Freitas, da
[5] página no Facebook “Deboísmo”. – É aquela pessoa
que não se deixa levar por problemas bestas, que, mes-
mo discordando de alguém, não parte para a agressão.
É a pessoa calma, que escolhe o lutar em vez de brigar.
Segundo Abelardo, o movimento é apartidário, mas
[10] político. E sobre a escolha do símbolo, que é uma pre-
guiça, ele diz que a calmaria natural do animal passa
uma sensação automática de “ficar de boas”.
– É o animal mais de boa – diz.
O emprego de “mas” em “o movimento é apartidário, mas político” (linhas 09 e 10) permite afirmar que
Para responder à questão, leia o trecho da canção É doce morrer no mar, de Dorival Caymmi e Jorge Amado, e o excerto de Mar morto, de Jorge Amado.
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
A noite que ele não veio
Foi de tristeza pra mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi pra mim (...)
Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá
Os meninos que saíam da escola nunca tiveram nenhum desses pensamentos. O destino deles já estava traçado. Era a proa de um saveiro, os remos de uma canoa, quando muito as máquinas de um navio, ideal grandioso que poucos alimentavam. O mar estava diante dela e já tragara muitos alunos seus, e tragara, também, seus sonhos de moça. O mar é belo e é terrível. O mar é livre, dizem, e livres são os que vivem nele. Mas Dulce bem sabia que não era assim, que aqueles homens, aquelas mulheres, aquelas crianças, não eram livres, estavam acorrentados ao mar, estavam presos como escravos, e Dulce não sabia onde estavam as cadeias que os prendiam, onde estavam os grilhões dessa escravidão.
Com base nos excertos, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) Tanto a canção quanto o excerto apresentam a ambiguidade da relação positiva e negativa do homem com o mar.
( ) De acordo com o excerto de Amado, entre as possibilidades de trabalho no mar, exercer a atividade num navio é sonho acalentado por quase todos os meninos que saem das escolas.
( ) O repouso junto a orixás africanos pode ser visto como uma forma de suavizar a morte no mar, de acordo com a canção.
( ) Dulce vê o mar de modo benéfico, como um espaço para a liberdade do homem confinado às agruras da vida nas cidades.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Responder à questão com base no texto.
TEXTO
Para quase todos os brasileiros, o último 20 de julho
não passou de mais um dia comum. É uma pena que seja
assim, pois o dia deveria ser reverenciado por todos nós,
brasileiros, como uma das grandes datas da nossa histó-
[5] ria. Poucos sabem, mas nesse dia comemora-se o ani-
versário do maior e mais consagrado cientista brasileiro
de todos os tempos. Há 130 anos nascia Alberto Santos
Dumont (1873-1932), um mineiro que ousou voar como
os pássaros e teve o desplante de realizar seu sonho aos
[10] olhos de todo o mundo. Nada de voos secretos, numa
praia deserta da Carolina do Norte, sem documentação
imparcial, como fizeram os irmãos Wright. Não. Santos
Dumont “matou a cobra”, repetidamente, para o delírio do
povo de Paris, que testemunhou a audácia, a coragem e
[15] o jeitinho brasileiro de fazer ciência.
Para responder à questão, considere as expressões empregadas no texto e preencha os parênteses com V (verdadeiro) e F (falso).
( ) Há marcas de posicionamento crítico do autor, como se comprova pelo emprego de “É uma pena” (linha 02).
( ) As palavras “Nada” (linha 10), “sem” (linha 11) e “Não” (linha 12) revelam a depreciação do autor a um ponto de vista contrário ao seu.
( ) A expressão “matou a cobra” (linha 13) é utilizada pelo autor para fazer alusão às críticas enfrentadas por Santos Dumont na sociedade francesa.
( ) A expressão “jeitinho brasileiro” (linha 15) sugere que Santos Dumont abusou da improvisação brasileira para conseguir sucesso.
( ) Entre “audácia” (linha 14) e “coragem” (linha 14), há uma relação de implicação.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é